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Para ser bem-sucedido, desenvolva novos talentos, sempre!
Mas, para que isso aconteça, não basta o conhecimento acadêmico adquirido. É preciso desafiar-se.
Resumo: A vida se desenvolve em ciclos. O indivíduo, para ser bem-sucedido, deve ser capaz de reconhecer e aprimorar continuamente seus talentos de acordo com o que vê pelo mundo. É preciso acompanhar as transformações e sempre atualizar-se para que sua carreira não se interrompa ou avance menos do que poderia.

As vidas de Chico Anysio e de Millôr Fernandes, que se tornaram completas recentemente, nos inspiram a pensar no quão importante é, para a carreira e a vida particular, nossa capacidade de criar e desenvolver nossos talentos.

Vivemos em um mundo que se transforma constantemente. A velocidade e a complexidade desse fato e seus impactos em nós são fontes de constante preocupação, mesmo que estejamos bem empregados. O que fazemos hoje terá valor no futuro? Difícil responder. No começo do século passado, um condutor de bonde seria visto como alguém com uma carreira promissora. Até os anos 80, alguém especializado em filmes fotográficos dificilmente poderia imaginar que sua profissão entraria em declínio em tão poucas décadas. Suas habilidades serão úteis ao mundo daqui a dez ou vinte anos?

Nossos estudos são nossas escolhas

Ocorre que, quando alguém, em sua juventude, define sua carreira, o faz em resposta à pergunta: o que você vai estudar? Conforme nossa ambição e condições, o indivíduo escolherá a faculdade ou a universidade que lhe ensinará o que deseja. Entretanto, o mundo contemporâneo exige uma enorme capacidade de adaptação, e com velocidade. Para que isso aconteça, não basta o conhecimento acadêmico adquirido. Embora seja fundamental, há um aspecto que a pessoa terá de desenvolver sozinha: desafiar-se!

Você é uma empresa

De certo modo, cada indivíduo deve imaginar-se como uma empresa. E, como tal, ser capaz de desenvolver uma estratégia para si que possibilite não apenas sua sobrevivência, mas também seu crescimento. E a forma como as empresas fazem isso é se autoatacando continuamente. Elas saem da zona de conforto e procuram fazer cada vez mais, melhor, com menores custos, mais rápido e diferente. As gerações mais novas já perceberam isso, mas alguns indivíduos ainda estão esperando ser ensinados, que alguém lhes diga o que fazer ou tenha tempo e dinheiro para requalificá-los profissionalmente. E esse último pensamento parte da questionável premissa de que alguém sabe para onde vão o mundo, as tecnologias e as demandas do mercado, bem como o que fazer para manter a empregabilidade.

As notícias são sobre você

Para ser capaz de atualizar-se e desenvolver novos talentos com o passar dos anos, a pessoa deve ter disciplina em observar alguns fatores fundamentais para sua carreira. Em primeiro lugar, deve olhar o que ocorre com o mundo. Em seguida, fazer as conexões das notícias com o mercado no qual atua e com a empresa em que trabalha. E, por último, ver como isso afeta sua vida profissional. Se o resultado dessa análise for que sua carreira está em risco, então é o momento de agir, pois o pior que pode acontecer é a pessoa esperar ser demitida ou se estagnar na carreira para querer, então, mudar.

Desenvolver uma habilidade nova é possível. Entretanto, quanto mais a idade avança, fatores como crenças, responsabilidade com a família, experiências do passado, sucesso que tornou a pessoa rígida em suas ideias, medo do fracasso e de ficar sem dinheiro, entre outros, vão se cristalizando e, por vezes, tornam-se barreiras intransponíveis. Por isso, sugiro que o indivíduo nunca pare de ler, de submeter-se a novas experiências, conhecer diferentes visões de mundo e conversar com as novas gerações, para manter-se sempre desafiado e com ideias sobre o que é valorizado e o que está sendo deixado de lado. "Você é o que você compartilha" é o pensamento que domina nossa era.

A importância do método

Para cada talento que você deseja desenvolver, procure pelo método. Onde está e quem pode ajudá-lo a aprender o que você precisa? A internet nos permite encontrar técnicos, personal trainers e os melhores especialistas em todos os assuntos. Mas você tem de seguir um método para adquirir a habilidade que pretende desenvolver. Nessas horas, humildade, capacidade de aprendizado e adaptação são fundamentais. Preocupa-me o fato de que há gente demais querendo ensinar, por vezes, coisas que não conhecem ou não são autoridades no assunto. Por exemplo, pessoas que desejam ensinar como ser rico e que não são ricas. Pessoas que querem ensinar a ser saudável e que não são saudáveis. Portanto, seja seletivo quanto a quem irá escolher para ajudá-lo no desenvolvimento de uma nova habilidade.


A vida ocorre em ciclos

Deseje aprender muitos talentos. Se você trabalha com contabilidade, aprenda sobre vendas. Se trabalha com computação, aprenda marketing. Se for de marketing, se interesse por recursos humanos. Normalmente, não percebemos que nosso conhecimento é muito influenciado por aquilo que aprendemos primeiro. Em geral, o vemos como sendo "a verdade". É difícil reconhecer e livrar-se do que aprendeu primeiro, principalmente se esse aprendizado foi o motivo do sucesso do indivíduo por um longo ciclo. Mas é preciso compreender que a vida é feita de ciclos e que eles terminam. Esse é o principal alarme que temos para nunca parar de desenvolver novos e relevantes talentos. O mundo se transforma e devemos acompanhar essa transformação até o fim de nossos dias. Vamos em frente!

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Post publicado em 05 de Abril de 2012 | 13:01h
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Por que pessoas bem-sucedidas se autodestroem?
No mundo das celebridades ou das empresas, sucesso sem preparo é uma rumo perigoso e por vezes muito infeliz
Whitney Houston, Amy Winehouse e Michael Jackson são exemplos de seres humanos que possuiram tudo que as pessoas dizem desejar para ser felizes: foram famosos, ricos e amados, aliás, são amados até hoje. Mas, se autodestruiram. O que teria acontecido?

Não é apenas no universo das celebridades da música, ou do cinema, que isso ocorre. Nas empresas, executivos e outros profissionais que, teoricamente, fizeram ou estão no meio de carreiras bem-sucedidas se autossabotam. Abusam de álcool e outras drogas, e são infelizes em suas vidas pessoais. Para piorar, no trabalho, suas palavras e ações são motivos de sofrimento para si e para aqueles que os cercam. Por quê?

O despreparo para o sucesso.

Muitas pessoas acreditam que, quando tiverem sucesso material e financeiro, as demais áreas de sua vida se resolverão. Mas, isso não ocorre. Lidar com problemas financeiros é muito difícil, entretanto, ser bem-sucedido financeira e profissionalmente e arruinado em outras esferas da vida é um tipo terrível de fracasso.

Quando o sucesso ocorre e o indivíduo não está preparado, em geral é esmagado por ele. Acontece que terá de lidar com uma agenda repleta de compromissos, cobrança das demais pessoas, autocobrança exagerada, exposição pública, críticas improcedentes, a gestão da vida pessoal e financeira, enfim, tudo se torna muito complexo. Assim como não se espera que um motorista, com seu conhecimento sobre o painel de um carro, seja capaz de pilotar um avião; na vida, não se espera que alguém esteja habilitado a gerir a complexidade do sucesso com a visão de uma criança.

Embora não exista uma cartilha para lidar com o sucesso, até porque as pessoas estão mais preocupadas em achá-lo do que em gerenciá-lo, algumas sugestões são relevantes de se pensar.

Você não pode mudar seu passado

Ninguém escreve em seu CV: "sou pós-graduado pela FGV e foi muito difícil porque passei fome e meu pai abandonou minha família quando eu tinha 10 anos". Lamento que coisas terríveis tenham acontecido em seu passado, mas o mundo não se importa com isso. Ele quer saber de seus méritos. A pessoa tem de aprender a lidar com os eventos lamentáveis de sua vida, seus medos, dificuldades indescritíveis que enfrentou para chegar onde chegou. O sucesso não vai tornar esses fatos mais compreensíveis ou aceitáveis. O indivíduo terá de elaborá-los, aceitá-los, lidar com eles da forma mais funcional possível. Isto é, compreender que fazem parte de seu passado, mas não se deixar influenciar negativamente por eles, querendo compensá-los, consertá-los ou escondê-los por meio de seu sucesso.

Aprenda a lidar com as frustrações

Não existe uma regra que estabeleça que seus pais são obrigados a amar você.

Também não há lei que diga que seus amigos querem seu bem, sempre. Ou, que pessoas mal intencionadas jamais se aproximarão de você. Ou, que todas suas ações produzirão os resultados desejados. A dura realidade é que algumas pessoas literalmente tiveram de ser salvas de seus pais. Outras, de seus amigos e amores. E há aquelas que tiveram de se reerguer devido a decisões erradas que tomaram no passado e que consumiram grande parte de sua energia e tempo para ser corrigidas. A vida tem dessas coisas. Não há sucesso que possa torná-lo mais forte com relação às frustrações. Você terá de buscar essa força no exercício diário da vida, reconhecer que as frustrações, por vezes profundas, fazem parte da existência humana. Querer uma vida sem dor, sem problemas é um desejo impossível. Aliás, as únicas pessoas que não possuem problemas estão no cemitério. As demais acordam todos os dias e têm de enfrentá-los.

E quando a morte chegar?

Nossa evolução nos permitiu ter consciência da realidade que nos cerca e nos transpassa. Mas, o preço é saber que um dia aqueles que amamos morrerão, e o mesmo ocorrerá conosco. Quanto tempo ainda temos?

Não espere para ter aquela conversa com quem é relevante para você. É melhor colocar na agenda aquele assunto importante e tocar nele o quanto antes com aquela pessoa. As conversas que não aconteceram, por vezes, são as lembranças mais difíceis de aceitar. E muitas pessoas bem-sucedidas sucumbiram após a morte de entes queridos.

Não queira fazer tudo sozinho

Certa vez, perguntaram a Dalai Lama se era possível um ser humano se desenvolver sozinho. Após longa pausa e algumas considerações, a resposta foi: "Sim, é possível... só que leva muito mais tempo."

Assim, se há preparo possível para o sucesso, diria que é, em primeiro lugar, observar às demais pessoas. No meu trabalho de coach observo que os indivíduos seriam mais saudáveis se soubessem que suas dúvidas, angústias, frustrações e seus medos existem porque estão presentes a todos que pertencem à raça humana. Mas, precisam de referência, de alguém que lhes diga isso e demonstre com fundamento. Por isso, ter humildade para desenvolver-se, mesmo depois de chegar lá, é um fator de preparo para a carga que o sucesso acarreta.

Portanto, no decorrer de seu desenvolvimento, contrate profissionais que possam contribuir com seu fortalecimento: médicos para manter o check up e saúde de seu corpo físico em dia, nutricionista, um personal trainer que possa lhe dar um bom condicionamento para um dia puxado de atividades. Mas, não se esqueça de incluir também: um coach que possa ajudá-lo a desenvolver competências nas diversas áreas de sua vida. Consultar um psicólogo para ver como anda sua saúde emocional e psicológica. Ter momentos de serenidade como uma meditação, um retiro, ou qualquer atividade que possa acalmar sua mente. Centrar-se e energizar-se com frequência.

Também é fundamental que aprenda a ser um investidor. É impressionante a quantidade de celebridades que morrem quebradas financeiramente. Mas, o mesmo ocorre com muitos profissionais bem-sucedidos e que se aposentaram.

Essa área é complexa e provavelmente a mais negligenciada por todos. O mundo e as pessoas estariam em melhores condições se fossem alfabetizados financeiramente.

Reavaliar amizades

Sempre estar atento e reavaliar todos esses profissionais mencionados, amigos e mesmo familiares. Se o indivíduo não tiver competência para identificar pessoas de má indole que se aproximam dele, principalmente após seu sucesso, terá sérios problemas. Portanto, até mesmo antes de amar, é bom fazer essa lição de casa. Muitos amores foram a causa de ruínas de pessoas bem-sucedidas profissionalmente.

Por este motivo que também deve ser capaz de gerir suas emoções, para que não lhe causem danos ao longo do tempo. O preparo psicológico é, portanto, fundamental.

Não conheço ninguém que afirme que se tivesse menos dinheiro estaria melhor. Mas, conheço pessoas que se lamentam do sucesso não ter lhes dado a serenidade que tanto desejavam. O sucesso profissional e financeiro é somente uma área de nossa vida, não é a vida toda. Após chegar lá, seja lá onde for para você, as demais esferas da vida continuarão esperando para ser exploradas e conquistadas. Vamos em frente!

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Post publicado em 16 de Março de 2012 | 14:35h
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Para crescer, coloque mais mulheres nos cargos de liderança
Uma empresa faz um bom negócio em investir no desenvolvimento da liderança feminina

Resumo: Para crescer, as empresas precisam que seus empregados e clientes sejam leais à empresa. Não adianta vender mais e perder clientes por mau atendimento. Os empregados são responsáveis pelo principal contato da empresa com os clientes. E seu comportamento é afetado diretamente pelo comportamento de seu líder. Aprender a liderar apropriadamente é um desafio e incentivar profissionais com conhecimento técnico a seguir a carreira de liderança é uma excelente solução. Isso porque as mulheres são mais humildes para aprender, ao mesmo tempo que são mais ambiciosas e persistentes para desenvolver suas carreiras. Uma empresa faz um bom negócio em investir no desenvolvimento da liderança feminina.

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No mês internacional da mulher destaca-se o quanto as empresas têm de potencial para aumentar seus lucros, se desenvolvessem apropriadamente suas profissionais com conhecimentos técnicos para a carreira executiva. 

Marcas devem cativar a lealdade de seus clientes

Uma questão fundamental para aumentar a lucratividade da empresa é que seus clientes sejam leais à marca. Não adianta o departamento de vendas trazer mais clientes, se os demais os perdem por mau atendimento. E a lealdade à marca é diretamente proporcial à lealdade dos funcionários à companhia.

Afinal, o ponto mais relevante de contado da empresa com o consumidor é quando ele é atendido por um de seus funcionários. Nesse momento, se o empregado estiver aborrecido com a organização, sentir-se injustiçado, mal tratado ou sem o reconhecimento devido, provavelmente tratará mal o cliente, gerando todo tipo de transtorno. O resultado é a perda de um cliente conquistado a duras penas. 

Como seus líderes tratam os funcionários?

Chegamos, portanto, à causa dessa questão: a experiência que é proporcionada aos funcionários. Ela é provocada por seus líderes. Quando este é mau preparado, dá poucos feedbacks , não se preocupa com as pessoas e como conseguir resultados por meio delas, gera um ambiente propício a comportamentos contrários aos propósitos da empresa. Principalmente, gera funcionários resignados e cínicos, que focam mais seus salários e a manutenção de seus empregos do que o bom atendimento aos clientes – sejam eles externos ou internos. 

Líder despreparado não faz a empresa crescer

Portanto, sem líderes preparados a empresa não aumenta sua lucratividade e não cresce. Do lado dos funcionários, se eles não se transformam em líderes, ao longo do tempo se desmotivam na carreira, principalmente por questões financeiras. Além disso, se a empresa traz líderes de fora, tira a energia de quem já está na companhia e se via em condições de aprimorar-se para os cargos de gestão. Se lhe fosse dada a oportunidade para isso, é claro.

Afinal, se a empresa promove quem não está preparado, perde um técnico nota 10, para ganhar um gerente nota 1.

Entretanto, as empresas veem os técnicos como profissionais difíceis de se interessar por pessoas e negócios. Em muitos momentos, os técnicos desejam aprender, mas não respeitam consultores sem origem em carreira técnica para desenvolvê-los. Eles querem ouvir alguém que explique de forma lógica o que fazer para desenvolver a carreira. Por isso que uma pessoa que nunca foi técnica gasta muita energia e recursos para convencer um técnico a ser líder.

A solução é treinar novos líderes por meio de metodologias feitas especificamente para pessoas com cabeça de técnico. Em primeiro lugar é fundamental inspirá-las para a carreira de liderança. Mostrar-lhes os ganhos que existem, não apenas para a empresa, mas para elas, ao percorrer esse caminho. Somente após essa inspiração oferecer de forma lógica o conhecimento sobre liderança, até mesmo falar de forma lógica sobre assuntos ilógicos como: emoções, política dentro da empresa e relacionamentos interpessoais. Por último, e talvez um dos mais difíceis tópicos, transformar sua comunicação, atitude e imagem nas de um líder. É impressionante a quantidade de gerentes que pensam que ser líder significa se o técnico dos técnicos. Com isso, dirigem-se ao presidente da empresa, e aos clientes, com uma linguagem rebuscada, cheia de expressões técnicas e incompreensíveis.

Mais mulheres na liderança, mais lucros

E o que as mulheres têm a ver com isso? Na minha experiência de mais de dez anos como coach, observo que as mulheres são mais humildes para aprender e, ao mesmo tempo, mais ambiciosas e persistentes para evoluir em suas carreiras. Portanto, uma empresa faz um bom negócio ao investir em suas técnicas para incentivá-las pela carreira executiva. Elas são capazes de, uma vez desenvolvidas apropriadamente, criar um ambiente onde o clima organizacional é mais positivo, todos os detalhes das operações são levados em conta e os resultados são obtidos por meio de pessoas cuidadas e motivadas. Isso cria a lealdade dos clientes e permite à empresa crescer com segurança. Uma excelente razão para celebrar, não apenas o mês, mas o sucesso das mulheres em suas carreiras. E cumprimentar às empresas que crescem ao saber ouvi-las, valorizá-las e reconhecê-las. Vamos em frente!

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Post publicado em 09 de Março de 2012 | 17:05h
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Liderança e a experiência do cliente
Se os principais líderes não estiverem atentos a alguns detalhes importantes, ninguém na empresa estará

Resumo: CEOs precisam compreender que a tecnologia há muito deixou de ser uma ferramenta, mas passou a ser o ambiente no qual a empresa vive e realiza negócios. Quando a liderança da empresa não se envolve para que organização viva nessa natureza tecnológica, condena seus profissionais e clientes a usar a tecnologia voltada para si mesma. Isso torna a experiência da marca empobrecedora. Ao compreender essa complexidade, os líderes capacitam a empresa a tornar essa experiência marcante, relevante e inspiradora. Algo que as marcas não têm feito, na sua maioria, de forma apropriada.

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Estava em Miami neste início de ano e, ao alugar um carro, me lembrei da importância do líder na experiência do consumidor.

Chegamos, minha esposa e eu, ao balcão da Avis e havíamos feito todo o processo de reserva no Brasil, inclusive o pagamento. O atendente, muito cordial, solicitou-nos o voucher e os documentos. Em seguida, começou a preencher algumas telas no computador... E assim permaneceu por cerca de 30 minutos, interrompendo somente quando nos solicitou para assinar o comprovante de pagamento do cartão de crédito.

Embora estivéssemos vindo de uma cidade próxima, fiquei imaginando se uma pessoa tivesse acabado de desembarcar após oito horas de voo, passado pela imigração e manuseado as malas, o quão cansativa seria aquela meia hora em pé por um procedimento no mínimo curioso, já que tudo havia sido acertado previamente.

Foi quando virei para minha esposa e afirmei que, se aquele sistema utilizado pela Avis tivesse sido pensado por Steve Jobs, provavelmente haveria na tela (touch-screen, é claro) uma foto minha e do carro, e o atendente teria somente de, com o dedo, movê-la para cima dele.

Como fui programador de computadores na década de 80, observo o quanto os principais líderes das empresas não compreenderam, ainda, que a tecnologia não é mais uma ferramenta, mas a natureza de seus negócios. Toda vez que vejo um atendente preencher um registro é como se voltasse no tempo. Pois são os processadores que precisam que todas as informações cheguem a eles no formato de registros, não as pessoas. E cada vez mais as empresas deslocam esse trabalho para os clientes, em vez de aprimorar seus programas e, consequentemente, a experiência do consumidor.

Por uma dessas ironias, fui a uma loja da Apple na mesma viagem. O vendedor me atendeu somente com seu celular. Deu-me as opções possíveis do produto que precisava, escolhi, e ele me pediu apenas a gentileza de aguardá-lo no mesmo lugar. Saiu de minha presença e, em poucos minutos, retornou com o produto. Perguntou-me como iria pagar. Dei-lhe meu cartão e ele o passou no próprio celular. Em seguida, pediu- me para assinar, com o dedo (nada de canetas), na tela do aparelho. Emitiu e entregou a nota fiscal a mim e despediu-se. Fiquei cerca de dez minutos na loja.

Não tenho intenção aqui de menosprezar a Avis, nem de enaltecer a Apple. Até porque a Avis é um excelente “case” de negócios, com sua campanha “we try harder”, que a fez internacionalmente reconhecida. Por outro lado, a Apple já teve seus dias e produtos inglórios.

Entretanto, é inegável que um líder como Jobs faz grande diferença, porque entende que a tecnologia deixou de ser uma ferramenta e passou a ser a natureza dos negócios. Ou seja, as organizações não têm o domínio ou usam tecnologia, mas existem em um mundo criado e com propriedades e conceitos possíveis por meio dela. Essa natureza possibilita uma interação homem-máquina cada vez mais amigável. Contudo, para que isso ocorra, as marcas precisam compreender que essa interação faz parte da experiência que elas provocam em seus clientes. Ela pode ser marcante, relevante e inspiradora; ou deprimente, irrelevante e empobrecedora.

Os líderes, especialmente CEOs e presidentes, desempenham um papel fundamental, de promover a consciência dessa mudança para um meio ambiente de tecnologia em favor da marca empresarial. Em um mundo onde as mídias se entrelaçam e formam complexas relações, é fundamental que a liderança esteja atualizada e se esforce para compreender e adaptar-se a esse contexto.

Principalmente compreender as implicações desse ambiente nas interações com os empregados, clientes e comunidade. São essas interações que afetam a percepção de todos sobre a empresa.

Não gerir a marca nas redes sociais, dificultar a interação com os clientes, possuir softwares anacrônicos no ponto de venda e disponibilizar call center com indivíduos sem o poder de resolver problemas são exemplos de situações que provocam grandes estragos na experiência do consumidor e, consequentemente, nas marcas. Se os principais líderes não estiverem atentos a tudo isso, ninguém na empresa estará.

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Post publicado em 27 de Fevereiro de 2012 | 13:01h
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Sempre é o momento de se pensar na carreira
Veja algumas dicas para não perder oportunidades e não se sentir estagnado
Resumo: Começo do ano é um bom momento para se pensar a carreira. Ela se desenvolve em ciclos e devemos ter a preocupação de assegurarmos que ela jamais parará. Sendo assim, se o indivíduo souber qual área deve prestar atenção em dado momento, poderá agir e mover sua carreira sempre para frente. Aprimorar-se continuamente, amadurecer, cuidar do marketing pessoal, interessar-se por resolver problemas e pensar no seu papel no futuro são ações fundamentais para assegurar uma carreira duradoura e de sucesso.

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Após o descanso do começo do ano, é um bom momento para avaliar em que momento estamos em nossa carreira e o que fazer para movê-la para frente. Quer um indivíduo esteja iniciando uma nova fase, consolidando uma posição ou desejoso por um novo momento na carreira, o importante é pensar no que fazer para que ela nunca pare. E ter em mente que ela se desenvolve em ciclos. Toda vez que a carreira para, é porque o profissional parou antes em alguma área de seu desenvolvimento. Assim, se avaliar que setor é esse, será capaz de definir ações para criar novas oportunidades, e isso deve ser feito desde sempre.

Nunca parar de aprender
O conhecimento de uma pessoa pode rapidamente tornar-se obsoleto ou insuficiente para ser relevante para as empresas. Uma nova formação acadêmica, um curso de pós-graduação ou uma língua estrangeira podem ser o diferencial relevante para uma oportunidade.

Vença sua timidez!
Por mais competente que seja, se um profissional não souber se expressar nos momentos decisivos, como numa entrevista para emprego, diante de clientes ou dos níveis hierárquicos mais elevados, sua competência ficará oculta. A sugestão é que um indivíduo faça tantos cursos de expressão verbal ou oratória quanto puder. Se não tiver condições de investir em um, deve adquirir ou emprestar um gravador e gravar-se falando. Procurar ver se concatena bem as idéias, se sua dicção é boa e se não fala muito rápido ou muito devagar. Procurar um coach, se necessário. Se, ainda assim, sua timidez persistir, considerar a possibilidade de consultar um psicólogo, para que ele possa lhe ajudar a ultrapassar essa barreira. Ou, nos casos mais leves, quem sabe não se desinibe em uma aula de teatro ou mesmo dança de salão? Enfim, tem de encontrar uma forma de vencer a timidez, ela é responsável por boa parte das carreiras que avançam muito lentamente ou se estagnaram.

Amadurecer
Talvez seja o início de um ciclo em que sua maturidade seja colocada à prova. Nesse sentido, deve procurar se expor a mais experiências de vida. Arriscar-se mais. Se possível, fazer uma viagem sozinho para o exterior, preferencialmente a um país que não fale uma língua que conheça. Aprender a se virar. Fazer um trabalho voluntário e entrar em contato com pessoas que vivem dificuldades, mas as vivem com destemor – ajudá-las.

Marketing Pessoal, esse desconhecido tão criticado
Outros elementos fundamentais para sua carreira avançar são a sua imagem, fala e postura. A pessoa deve lembrar-se de que o profissional vende a todo instante a sua credibilidade. Assim, deve ter uma imagem que transmita isso: procurar se vestir com a sobriedade, elegância e estilo de um locutor de telejornal sempre que estiver à procura de um emprego ou de um cargo mais elevado. Evidentemente, fazer os ajustes necessários à sua idade, ao cargo pretendido e à empresa na qual busca a recolocação. Portanto, não aparecer de terno e gravata em uma empresa que vende materiais para esportes radicais, nem deixar sua nova tatuagem à mostra ao procurar emprego em um hotel tradicional. Pensar, antes de agir.

Onde procurar um novo ciclo para a carreira?
O indivíduo também pode estar procurando no lugar errado o início ou o novo ciclo de sua carreira. A maioria dos empregos não está nas grandes empresas, mas nas menores. Diferentemente do que se imagina, muitas empresas de pequeno porte possuem grandes clientes e lucratividade, o que lhes permite pagar salários elevados. Além disso, há a vantagem de poder desenvolver e utilizar muitas habilidades em um mesmo lugar, o que é muito bom, principalmente para quem está começando uma nova carreira. Afinal, as empresas menores não possuem tanta estrutura, o que não significa que não tenham atrativos: dinamismo, desafios, crescimento e, em muitos casos, ousadia.

Aprimore seu networking
Em cada uma dessas ações que possam mover seu desenvolvimento rumo a um novo momento da carreira, que pode ser um novo emprego, a pessoa deve lembrar-se de conversar muito com as demais que estão ao seu lado. Procurar aquelas que possam indicá-la para uma nova colocação ou influenciem alguém que possa contratá-la. Não ter ilusões, estima-se que de 60% a 80% das vagas relevantes nas empresas são preenchidas por indicação. Desse modo, ter interesse em conhecer pessoas e conquistá-las com uma conversa marcante, relevante e inspiradora.  No mundo corporativo, saber iniciar um diálogo com alguém extremamente importante para sua carreira de forma curta e curiosa é o que se chama de "conversa de elevador". Isto é, o indivíduo entrou no elevador com a pessoa que pode contratá-lo ou influenciar quem o contrate e tem somente até o andar de destino dela para falar sobre quem é e o que deseja para sua carreira. Não pode ser óbvio nesse momento, deve saber criar a curiosidade. Entretanto, não pensar que jogar uma conversa mole para cima de alguém vai ser suficiente para conseguir a nova colocação. Competência e boa comunicação é que formam uma combinação poderosa de sucesso.

Ser interessado pelos problemas à sua volta
Uma pessoa deve ter interesse genuíno em resolver problemas, aprimorar processos, produzir produtos de alta qualidade, atender com extrema atenção e cuidado os clientes externos e internos da empresa. Em outras palavras, não basta que alguém queira trabalhar em uma empresa, é preciso querer que a empresa ganhe. Assim, descobrir quando a companhia que trabalha ou procura “faz um gol”, ou seja, alcança suas metas, e avaliar se isso tem a ver com seus desejos, valores e princípios. Se não tiver, procurar outra companhia. O mundo está cansado de ser atendido por pessoas que não gostam do lugar onde trabalham. E uma sugestão para quem está começando: seja treinável, ou seja, saiba ouvir orientações e aplicá-las rapidamente na sua rotina de trabalho.

E se tudo estiver indo bem na carreira?
Por último, se a pessoa já descobriu quais áreas de sua vida podem parar e o que fazer para aprimorá-las, deve saber exercitar o seguinte: imaginar o mundo daqui a três, cinco e dez anos. Nesse mundo do futuro, pensar como estarão o mercado e as empresas em que pretende atuar. Qual será o seu papel nessas empresas? Nessa função do amanhã, quais competências precisará ter? Comparar com as habilidades que possui hoje e comecar a desenvolver desde já aquelas que ainda não tem. Assim, corre menor risco de se tornar obsoleto ou de se achar surpreendido por uma demissão.

São muitas as ações que alguém pode fazer para se desenvolver e ir em direção ao sucesso de sua carreira. Adquirir novos conhecimentos, aprimorar-se financeiramente, realizar um ano sabático, fazer um coaching, participar de uma aventura, desenvolver sua maturidade espiritual e seu marketing pessoal, entre outras. Elas vão construir para o indivíduo, desde o início da carreira e nos demais ciclos, um horizonte mais claro do que fazer para se aperfeiçoar e ir longe. Vamos em frente!

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Post publicado em 26 de Janeiro de 2012 | 16:03h
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A complexidade econômica e sua carreira
Se você tiver um plano tão bem elaborado quanto o de uma organização, sua carreira pode ter um futuro promissor
Resumo: Sua carreira é o seu mais importante investimento. Portanto, conectar as notícias econômicas com ela é um fator fundamental para ser bem-sucedido a longo prazo. Muitas decisões são tomadas sem essa conexão e o resultado é uma falsa sensação de segurança e a surpresa de ver sua carreira interrompida inesperadamente. Para proteger-se das crises econômicas o caminho recomendável é alfabetizar-se financeiramente. Um plano de décadas, como é a carreira profissional, depende disso para ser concluído com sucesso.

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A carreira profissional é parte de um investimento, com certeza da empresa e, tomara, da própria pessoa. Se ela tiver um plano tão bem elaborado quanto o de uma organização, sua carreira pode ter um futuro promissor. Se não tiver um plano ou visão estratégica, seu amanhã é incerto. Portanto, conseguir ver o futuro e como ele afetará sua carreira, dá ao indivíduo condições de se precaver e tomar as decisões apropriadas. Entretanto, ao observarmos as notícias econômicas que vêm da Europa, dos Estados Unidos e de Brasília, ficamos um tanto intrigados com sua complexidade. E é difícil responder: como isso afeta minha carreira?

Decisões equivocadas

A consequência mais direta de não lidar com essa questão é a pessoa tomar decisões que nem sempre são as mais apropriadas. Por exemplo, recentemente o Bank of America Merrill Lynch fechou sua operação de gestão de fortunas no Brasil. Mas, há menos de um ano, muitos executivos deixaram suas carreiras em outras instituições e construíram um plano de longo prazo com Merrill Lynch. Resultado: têm de procurar emprego em pleno final de ano. Outra notícia do mesmo setor: o Citigroup anunciou que vai cortar 4500 postos de trabalho ao longo dos próximos trimestres. Portanto, ao contrário do que os protestos sugerem, o futuro não está fácil para quem pretende fazer carreira em Wall Street. E vai piorar.

A falsa sensação de segurança

A consequência de não se interessar em observar as notícias econômicas e conectá-las com sua carreira é uma falsa sensação de segurança. Por exemplo, neste exato momento funcionários públicos em países europeus estão perdendo seus empregos, pois seus salários e, principalmente, suas aposentadorias são um peso insuportável para a economia daqueles países. E, em Brasília, tenta-se equacionar o mesmo problema, para evitar isso no futuro. Portanto, quando alguém decide hoje pela carreira pública deve saber que não é certeza de ter emprego para o resto da vida. E que, se as mudanças atuais forem aprovadas, sua aposentadoria será similar aos da iniciativa privada. Se desejar mais, deverá fazer parte de um fundo de pensão complementar. Mas, esses fundos não são grandes investidores do mundo? Sim! E aqui vai mais um ponto de atenção: se eles estão entre os maiores investidores do mundo e há uma crise sistêmica na economia, o que acontecerá com esses fundos quando um colapso financeiro em escala global ocorrer?

Alfabetizar-se financeiramente

A única forma de alguém proteger sua carreira ao longo do tempo é alfabetizar-se financeiramente. Compreender os complexos meandros das decisões econômicas e como elas impactam sua vida profissional. Afinal, um investidor que não sabe o que está fazendo torna qualquer investimento arriscado, e sua carreira é um investimento de décadas.

O mundo e as pessoas estariam em melhores condições se elas fossem alfabetizadas financeiramente. É importante o profissional, ao ingressar em sua carreira, procurar desde o início o equilíbrio entre realização pessoal e ganhos financeiros. É horrível trabalhar com algo de que não se gosta, tanto quanto não conseguir o padrão de vida desejado. E esse plano de carreira, para acontecer de forma apropriada, deve estar nas mãos do indivíduo, não da empresa. Ele que deve se interessar por entender a complexidade econômica e decidir quais os melhores caminhos a seguir para evitar sérios problemas, que podem significar um futuro incerto e muita insegurança para sua vida.

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Post publicado em 12 de Dezembro de 2011 | 18:58h
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Origem da palavra e da profissão de coach
Entenda a origem do termo e a evolução de seus significados até chegar ao mundo corporativo
Resumo: Muitos profissionais, inclusive da área de TI, vêem na carreira de coach uma possibilidade para seu futuro. Neste artigo vemos a surpreendente origem húngara da palavra coach. A evolução de seus significados até chegar ao mundo corporativo. Nele o coach é o profissional especializado no desenvolvimento de competências de liderança. Mas, com o tempo o processo evoluiu e também é utilizado para se desenvolver competências em outras áreas da vida, inclusive na esfera pessoal. Somente pessoas sadias podem participar do processo. As metodologias de coaching são oriundas de áreas que explicam a complexidade humana: psicologia, filosofia, biologia e física quântica.

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Quando em 2001 saí da área de computação e comecei minha jornada no desenvolvimento de líderes empresariais não vislumbrava que no futuro muitos seguiriam as mesmas trilhas.

Mas agora, com tantas pessoas, inclusive de TI, investindo na carreira de coach é um bom momento para revisitarmos suas origens.

Origem da palavra coach.

Coach é uma palavra inglesa, mas de origem húngara (kocsi). Kocs é uma cidade na Hungria que fica no condado de Komárom-Esztergom, às margens do Rio Danúbio e da estrada que liga Viena, na Áustria, a Budapeste. No século XVI, começou a produzir carruagens que se tornaram as mais cobiçadas da época por seu conforto – elas foram as primeiras a ser produzidas com suspensão feita de molas de aço. Assim, as carruagens de Kocs eram chamadas de kocsi szeker. Os nativos dessa cidade também são chamados de kocsi. E é esse vocábulo que os ingleses entendiam como "coach". Portanto, o primeiro significado da palavra coach é “carruagem”.

Com o passar do tempo, surgiu uma metáfora. Do mesmo modo que a carruagem leva as pessoas aos diversos campos geográficos, o coach era a forma como se chamava o tutor que conduzia outras pessoas pelos diversos campos do conhecimento. Conta-se também que as famílias muito ricas, quando em longas viagens pela Europa, levavam servos no interior da carruagem, que liam em voz alta para as crianças o que elas tinham de aprender. Esse servo passou a ser chamado de coach também.

Na segunda década do século XIX, os alunos da Universidade de Oxford adotaram a gíria "coach" para designar os professores que lhes auxiliavam nos exames finais. Em seguida, a própria universidade começou a chamar os técnicos das equipes esportivas desse modo. Portanto, o segundo significado da palavra é "técnico".

Uma curiosidade: apesar de ser considerada arcaica, a palavra "coacher", para designar o coach, existe, mas caiu em desuso a partir da década de 1910. Todavia, ainda hoje, algumas empresas a adotam para se referir ao coach.

Desafios que fizeram surgir a profissão de coach

Nas décadas de 1950 e 1960, o gigantismo das operações empresariais impulsionadas pelo mercado de capitais gerou alguns desafios básicos. Primeiramente, para obter resultados maiores, os profissionais mais antigos foram dispensados. Isso acarretou a perda de experiência relevante para as empresas, que se viram obrigadas a recontratá-los, mas como consultores externos. E, segundo, o aumento do número de subsidiárias em países distantes fez surgir a necessidade de formar líderes. Entretanto, a formação de líderes é um processo que requer um profissional com formação e características específicas: o coach. Diferente de um consultor, o coach não possui as respostas, mas as perguntas que desenvolvem o pensamento e o comportamento do líder.

Assim, a pergunta que deu origem ao que hoje conhecemos como processo de coaching foi: "É possível criar e desenvolver um líder?". E, se isso é possível, como fazê-lo?

A resposta a essa pergunta é: sim, é possível desenvolver um líder. A maioria das pessoas tem condições de se formar em liderança – diga-se de passagem, querendo ou não, todo indivíduo é líder de sua própria vida. Mas, sob qual princípio ocorre esse desenvolvimento?

Se você e eu começássemos a treinar vôlei todos os dias, é improvável que venhamos a jogar na seleção brasileira de vôlei. Por outro lado, é muito provável que joguemos cada dia melhor.

O mesmo ocorre com o treino para a liderança. Ele não tem o propósito de tornar alguém um Bill Gates, um Steve Jobs ou um Antônio Ermírio de Moraes, mas, sim, o melhor líder que a pessoa possa ser dentro do seu contexto e das suas possibilidades. E quem sabe qual será o limite de uma pessoa?

Tipos de coaching

Ao longo do tempo, descobriu-se que desenvolver um líder nada mais é que desenvolver um ser humano. Que, por vezes, por acidente, está em um cargo de liderança. Mas, o que se desenvolve são suas dimensões humanas. Essa descoberta levou o processo a se bifurcar em duas grandes áreas:

– Coaching executivo – que é o coaching original, utilizado para desenvolver competências de liderança nos profissionais.

– Coaching de vida – utilizado para desenvolver competências relacionadas a outras áreas da vida do indivíduo. Particularmente, prefiro chamar de coaching de desenvolvimento humano.

Portanto, coach é um profissional especializado no desenvolvimento de competências de liderança e de desenvolvimento humano.

Em português, soa estranho e é por vezes desconfortável ter de utilizar o vocábulo em inglês para designar o coach. No entanto, no mundo executivo, a língua inglesa é vista com naturalidade, e a mistura da língua portuguesa com ela, apesar de às vezes confusa, academicamente inapropriada e muito combatida por alguns, é largamente aceita.

O coach, repetindo, é o profissional que conduz o processo de desenvolvimento de competências de liderança ou de vida.

Coaching é o nome do processo (literalmente "treinamento", em inglês).

Coachee é o nome que se dá ao cliente que contrata o coach.

Coachable (treinável) é como designamos a pessoa candidata ao coaching. Somente pessoas saudáveis podem se submeter ao coaching. Pessoas que não se responsabilizam pelo resultado de seus atos ou com problemas psicológicos, como, por exemplo, depressão e síndrome do pânico, não podem se submeter ao processo. Coaching não é terapia, e o protocolo estabelece que o coach, ao identificar um cliente com esses problemas, deve interromper o processo e encaminhá-lo a um psicólogo.

Metodologias

O bom coach irá estudar metodologias oriundas de quatro áreas de conhecimento sobre seres humanos:

– Psicologia: estudam-se somente os métodos vindos dos tratados sobre seres humanos funcionais. Por exemplo, os estudos do Dr. Martin Seligman sobre psicologia positiva. Entenda-se como ser humano funcional aquele que é saudável, capaz de criar a vida que deseja e desenvolver as ações que produzem essa vida.

– Filosofia: principalmente metodologias que têm como fundamento o método socrático, o estoicismo grego e a ontologia.

– Biologia: tratados que fazem a conexão sobre como as emoções são produzidas e seus efeitos nas células do organismo, como os estudos da Dra. Candace Pert, Ph.D.

– Física Quântica: especificamente como o ser humano transforma, conserva e consome energia. Não se estuda em coaching a parte matemática da física quântica, mas somente as implicações da energia no ser humano. Embora eu recomende que um bom coach se interesse pelo conhecimento em física quântica.

Um coach oferece a seus clientes não apenas as metodologias, que podem ser aprendidas em vários cursos ao redor do mundo, mas também seu próprio autodesenvolvimento.

É uma profissão desafiadora e que auxilia as pessoas saudáveis a desenvolver as competências necessárias para alcançar os resultados que desejam. Seja na liderança empresarial ou em suas próprias vidas.

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Post publicado em 01 de Dezembro de 2011 | 16:04h
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Líder: você sabe explicar o jogo da empresa aos funcionários?
O líder deve ser aquele que é capaz de explicar de forma inspiradora o jogo da empresa
Certa vez, estava em uma empresa de tecnologia e sistemas, conversando com a diretora de negócios sobre sua operação. A sala era imensa, cerca de 150 profissionais concentrados em seus computadores, sentados lado a lado, atendiam clientes remotos, no desenvolvimento de propostas e programação. De repente, entrou um gerente de vendas segurando um documento aberto na mão esquerda e batendo nele com a outra mão espalmada. Ele veio até a diretora e falou entusiasmado:

– Fechamos mais um!

No mesmo instante, um técnico sentado próximo, que digitava em seu computador, levou a mão à cabeça e gritou:

– Puuuu...! Mais trabalho!!!

Ficava claro ali a grande deficiência dos líderes em explicar o jogo da empresa a seus funcionários. Comparativamente, imagine se víssemos um torcedor de futebol reclamar que seu time fez o segundo gol em uma partida:

– Ah, não! Outro gol? Já não tínhamos feito um? Para que mais?

Por mais estranha que seja essa cena em uma partida, nas empresas ela ocorre com frequência. As pessoas estão cansadas, não se interessam pelo jogo, não entendem como ele ocorre, não gostam dele e, portanto, não torcem para ninguém. Embora estejam jogando.

Nos esportes, alguns curtem futebol, outros tênis, Fórmula 1, vôlei e há quem simplesmente aprecie esportes em geral. As empresas também são assim. Há inúmeras, para todos os gostos, mas, para que as pessoas gostem do ambiente empresarial, é preciso que alguém explique do que se trata o jogo e por que ele é interessante. Nesse aspecto, os líderes têm falhado miseravelmente.

Primeiro, porque não sabem se expressar, não esclarecem como a empresa funciona como um todo e, principalmente, não são capazes de dizer por que o mercado, as atividades da empresa e seus propósitos são interessantes. Não é a rotina que desanima os profissionais – pois é só observar que alguns seriam capazes de jogar e acompanhar futebol todos os dias (alguns o fazem) –, mas sim o fato de não conseguirem ver suas atividades diárias além de uma obrigação para que sejam pagos ao final do mês.

O líder deve ser aquele que é capaz de explicar de forma inspiradora o jogo da empresa. Seus propósitos, objetivos, o que torna interessante o que a ela faz e porque é relevante ao mundo a sua existência. Se o gestor só cobra resultados, redução de custos e dá feedbacks negativos quando algo está errado, não é surpreendente que seus funcionários sejam não apenas desmotivados, mas que não torçam pelo sucesso da organização.

O bom gestor sabe que será cobrado pelos resultados, mas é alguém que torna as operações compreensíveis aos demais líderes e profissionais. Conversa a respeito com genuíno entusiasmo e conecta as pessoas e suas atividades aos propósitos mais elevados da empresa, sua missão e sua relevância ao mundo. Vibram quando alguém tem uma atitude nessa direção e procuram envolver e inspirar os demais a fazer o mesmo. É um grande jogador do jogo empresarial.

O interesse dos profissionais pelas empresas é diretamente proporcional à capacidade dos líderes de explicar como elas funcionam de um modo semelhante aos jogos: propósitos, objetivos, regras, fundamentos, jogadas, pelo que se torce, celebração a cada ponto marcado e pela vitória ao final de um período. A maioria dos líderes está muito longe disso, e eles já tentaram de tudo para criar um ambiente com um mínimo de motivação. Não está na hora de mexer na pessoa que aparece no espelho? Vamos em frente!

Post publicado em 28 de Outubro de 2011 | 15:23h
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Saber interpretar é importante para sua carreira
Não é incomum vermos profissionais que não conseguem galgar postos maiores por motivos comportamentais
Conheci um gerente que se questionava, já próximo aos 40 anos, por que não conseguia chegar ao cargo de diretor. Afinal, era considerado competente, sincero, falava o que pensava e, como conseqüência, todos gostavam dele. Inclusive os diretores. Entretanto, para ele era um mistério observar que até mesmo antigos subordinados seus já haviam chegado à diretoria e ele não. Livros, workshops sobre liderança, cursos... Parecia que nada o havia feito aprender o que precisava para ser promovido. Um desafio angustiante e obscuro.

Não é incomum vermos profissionais que não conseguem galgar postos maiores por motivos comportamentais. Principalmente, por sua forma de se expressar e a incapacidade de dominar suas emoções. Quando criança, um indivíduo não tem consciência de como se expressa e o quanto isso interfere na sua vida. Entretanto, como adulto, terá muitos problemas na carreira e na vida pessoal se tiver um desejo incontrolável de ser "ele mesmo" e dizer o que pensa de qualquer modo.

O mundo não é desenhado para compreender e aceitar qualquer comportamento ou expressão de uma pessoa, mas feito por regras que, quando quebradas, geram consequências. Elas existem para se permitir o convívio, não para inibi-lo. Entretanto, nem todas são escritas ou faladas diretamente. O profissional maduro deve ser capaz de observá-las – e muitas delas estão nas entrelinhas. Uma pessoa imatura jamais saberá interpretá-las. Ela irá querer clareza em um mundo que é complexo por natureza: o mundo das relações humanas. E as empresas são feitas de seres humanos.

Portanto, é prudente refletir sobre a seguinte questão: você tem tanta necessidade assim de ser você mesmo? Qual o valor de ser você mesmo se, ao fazê-lo, não produz a vida que deseja? Na natureza, os indivíduos que sobrevivem são os mais adaptáveis de sua espécie. E a vida adulta requer adaptação. O profissional que deseja transpor postos maiores deve saber se expressar. Entender o que falar e o que não falar. Saber o momento e a forma apropriada de transmitir uma mensagem. A maturidade requer responsabilidade e temos falta de pessoas que queiram, de fato, subir, se responsabilizar por outras e pelos resultados. Afinal, ser líder não pode ser visto como um esquema para se ganhar mais dinheiro e status.

Entretanto, para aqueles que desejam chegar lá, o desafio é saber ler a cultura da empresa em que trabalham, principalmente nas entrelinhas, e quais comportamentos são incentivados por mensagens faladas e "não faladas", especialmente pelos líderes da empresa. Assim, se o gerente mencionado no início desta reflexão deseja de fato ser um diretor, deve pensar em se vestir, falar e se comportar como um desde já. O bom ator interpreta um personagem com maestria, usa suas emoções a serviço desse papel, que de forma relevante auxilia a contar a história da peça ou do filme. A pessoa deve pensar sobre qual cargo deseja e interpretar bem a função que o levará a alcançar sua escolha. Não há nenhuma regra que estabeleça que alguém somente pode falar, se vestir e se comportar como um diretor quando for um. Ela pode começar a praticar desde já.

Assim como os bons atores estudam seus papéis, treinam e possuem coaches para se aprimorarem, o bom profissional deve fazer o mesmo. Não adianta possuir um intelecto privilegiado, se não for capaz de dominar suas emoções, suas falas e seu comportamento. Ao exercitar esse domínio e ter consciência da vida que deseja ele terá mais condições de se adaptar à cultura da empresa, se desenvolver e ser percebido como um candidato a cargos mais elevados. Afinal, a seguinte orientação, apesar de antiga, vale com muita propriedade para os dias atuais: envelhecer é obrigatório, mas maturidade é opcional. Vamos em frente!

Post publicado em 24 de Outubro de 2011 | 13:21h
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Sucesso profissional com qualidade de vida
Qual o segredo para equilibrar essa equação?
Resumo: Sucesso profissional com qualidade de vida é um desafio que somente pode ser endereçado se a pessoa se interessar em responder à seguinte pergunta: qual o propósito de sua vida? Dois fatores são os principais responsáveis pela baixa qualidade de vida: falta de educação financeira e de domínio emocional. Se se interessar pelos tópicos que a permitem lidar com a complexidade da vida, com o passar dos anos a pessoa terá mais chance de obter a qualidade que tanto deseja.

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No filme Jerry Maguire, o personagem de Cuba Gooding Jr. é um jogador de futebol americano que deseja mais do que o sucesso, quer o "kwan". Quando perguntado o que significa "kwan", ele responde que é o pacote completo: dinheiro, sucesso, qualidade de vida, enfim, muitos podem ter dinheiro, mas podem não ter o "kwan", finaliza. Essa é a pergunta que mais ouço nos processos de coaching. Como ter qualidade de vida? Como equilibrar a vida pessoal com o trabalho? Embora a pergunta pareça fazer sentido, na verdade não tem uma resposta única para todos. Primeiro, porque sucesso profissional significa coisas diferentes para pessoas diferentes. Segundo, porque cada indivíduo vive um contexto específico que deve ser considerado para se obter essa resposta.

A pergunta-chave

Para se chegar a uma ação ou a um plano de ações, a pergunta a ser respondida é: “Qual o propósito de sua vida?”. Sem essa resposta, é difícil encontrar energia para fazer o que é necessário para ter sucesso e equilíbrio.

A sugestão para criar um propósito para sua vida é que a pessoa se interesse em se autodesenvolver e alcançar um nível elevado de maturidade. A vida se parece muito com um veículo que adquire complexidade com os anos. Aos 20, se parece com uma moto; aos 30, com um carro. Mas, ao chegar aos 40, transforma-se em um avião de grande complexidade. Não adianta querer pilotar um avião, tendo a compreensão de instrumentos para dirigir um carro. O avião cai.

A dificuldade para obter equilíbrio na vida é que o indivíduo tem, com o passar do tempo, de adquirir cada vez mais conhecimento sobre cada vez mais áreas de sua existência.

Os principais vilões: falta de conhecimento financeiro e de domínio emocional

Pela natureza do meu trabalho, vejo com clareza decisões de pessoas com 30 anos que impactarão suas vidas aos 40 e 50 anos. E vejo executivos nessa idade que se lamentam de suas decisões impensadas do passado. Embora considere que tudo pode ser visto como um aprendizado para a maturidade, certas escolhas carecem de racionalidade e domínio emocional, que são os principais responsáveis pelo desequilíbrio na vida das pessoas.

Dinheiro, sempre ele

O primeiro assunto que observo que as pessoas evitam ao máximo é o conhecimento relevante sobre investimentos. Nossas escolas ensinam muito bem os indivíduos a ser empregados, mas falham de forma decisiva em oferecer informação de como lidar com o dinheiro e gerar fontes de renda passiva, isto é, utilizando-se de habilidades de investidor. Considero esse o fator isolado mais importante para o desequilíbrio e baixa qualidade de vida. Pois, quanto mais se aproxima dos 40 anos, a liberdade da maioria diminui devido às questões financeiras. E isso ocorre mesmo para profissionais bem-sucedidos, mas cujo padrão de vida é muito alto e mantido por salário. O problema é que a renda salarial, além de ser a mais tributada de todas, é também a mais arriscada. Afinal, o salário só possui dois níveis: 100% ou zero.

Entretanto, embora um indivíduo observe com clareza que deve se dedicar por décadas para ser um mestre na sua profissão, tem a ilusão de que pode se tornar um investidor por meio de dicas sobre investimentos. Como não sabe o que é um investimento, em geral pega essas dicas com profissionais que se identificam como consultores, mas que na sua maioria são vendedores de produtos financeiros. É como perguntar a um barbeiro se ele acha que você precisa cortar o cabelo.

Aprender sobre investimentos requer tempo e dedicação, e não há um ponto de chegada, mas um aprendizado contínuo e útil por toda a vida. Sugiro começar com livros a respeito, exercitar muito e então fazer os investimentos que lhe sejam favoráveis e de acordo com seu estilo e interesse.

Informação relevante: um investidor deve conhecer sobre o mercado financeiro, metais preciosos, setor imobiliário e negócios. E entender as implicações em sua vida das dívidas, aposentadoria, tributos, inflação e juros. Em algum instante, será um ou mais desses fatores que serão responsáveis em grande parte por sua baixa qualidade de vida. O mundo e as pessoas estariam em melhores condições se fossem alfabetizados financeiramente.

O desafiador domínio emocional

O segundo fator, domínio emocional, é o que faz com que a pessoa possa ter qualidade de vida mesmo em momentos que lhe são extremamente desfavoráveis. Manter a paz e a serenidade quando tudo vai bem não requer nenhum desenvolvimento. Mas, quando a vida acontece de forma muito desfavorável, violenta ou injusta, nesses momentos é que é preciso desenvolvimento humano para suportá-los e sair deles sadio física, mental e psicologicamente.

Para se desenvolver e ter condições de enfrentar esses dificílimos momentos, o propósito maior deve ser, ao passar por eles, se aprimorar. Não há sentido em vivenciar experiências dolorosas; é a própria pessoa que deve ser capaz de lhes dar significado. Em meu trabalho, já vi seres humanos passarem por coisas indescritíveis, inomináveis, mas ainda assim seguirem suas vidas com uma inspiração inacreditável.

O indivíduo deve se interessar por temas como preparo psicológico, maturidade espiritual, transcendência, a vida como um processo de aventura, no qual o herói é a própria pessoa em sua jornada de transformação, enfim, temas que somente podem ser vivenciados. São eles que auxiliam a pessoa a evoluir, lidar com a complexidade da vida e amadurecer, de forma a criar um propósito maior que ilumine suas ações, suas palavras e, por fim, tragam o equilíbrio que tanto deseja. Pensar nas horas de trabalho é importante; nas horas dedicadas à família, também é importante, mas inspirar-se por sua própria existência é onde está o equilíbrio que a pessoa tanto almeja.

Por fim, a supervalorização das emoções na cultura brasileira causa mais transtornos que benefícios às pessoas. Casais que falam alto entre si. Líderes que gritam com seus subordinados. Colegas de trabalho que se dirigem uns aos outros aos palavrões de forma dura. Pessoas que se fecham diante dos desafios da vida. Enfim, as emoções podem ser grandes aliadas na busca por uma vida sadia, mas, sem domínio e nas doses exageradas, são motivos de deterioração da experiência de vida. Nesse sentido, uma orientação é que a qualidade de vida no trabalho é diretamente proporcional à qualidade dos diálogos. Respeito e consideração entre as pessoas nesse ambiente fariam grande diferença. Principalmente se os líderes fossem conscientes de que suas palavras e seus comportamentos afetam a todos. Vamos em frente!

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Post publicado em 14 de Outubro de 2011 | 14:33h
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Já planejou sua carreira para 2012?
A dica é mirar no padrão de vida que deseja ter e quais atividades e pessoas considera importante para sua realização profissional
Ao fechar setembro a maioria das grandes empresas já terá concluído seu plano para 2012. E você, com relação à sua carreira, como está o planejamento para o próximo ano?

Em geral as pessoas iniciam sua vida profissional de acordo com as oportunidades que aparecem. Se no princípio, de fato, essa é a ação mais relevante, a partir da segunda etapa da carreira, que consiste em se viabilizar financeiramente, é importante que o indivíduo comece a pensar em dois grupos de fatores fundamentais:

Qual o padrão de vida que deseja ter e quais atividades, pessoas e ambientes considera importante para sua realização profissional.

Com relação ao padrão de vida a pessoa deve refletir sobre tudo que gostaria de ter. Qual casa gostaria de morar? Carro? Quantas viagens por ano e com qual frequência? Deseja se casar? Ter filhos? Quantos? Enfim, a vida que deseja em todos os detalhes possui um custo anual associado. O indivíduo deve calculá-lo. Esse planejamento é fundamental, pois pode acontecer de estar em uma carreira técnica - por exemplo, de engenheiro metalúrgico - e o padrão de vida que deseja somente ser possível se ele se tornar diretor ou proprietário de empresa. Portanto, se isso é necessário, deve começar a pensar desde já a adquirir competências de gestão e liderança, ou de empreendedorismo.

Entretanto, mesmo que o indivíduo consiga o padrão que almeja, se isso lhe roubar a saúde , de nada terá valido a pena. Sendo assim, além de conhecer a vida desejada em termos materiais, deve se preocupar com o segundo grupo de fatores. Isso inclui quais atividades diárias, pessoas e que tipo de ambiente gostaria de frequentar que lhe deem energia em vez de roubá-la. Há pessoas que, devido à sua rotina profissional, chegam a um nível de estresse tão elevado que ao longo do tempo terminam com síndrome do pânico, depressão, doenças ou um esgotamento físico e mental.

Portanto, ao pensar sobre 2012, é importante visualizar os ciclos da vida profissional que virão e como pretende preenchê-los. Comece com o ano que vem, mas pense no futuro, especialmente na imagem, na cena que representa a vida que você deseja ter.

Até ao redor dos 35 anos é comum a carreira ser desenvolvida conforme as oportunidades vão surgindo. Entretanto, o quanto antes a pessoa adquirir consciência sobre aonde cada oportunidade a leva e comparar com a vida que deseja, tanto melhor. É desse modo que evitará problemas de chegar no futuro a um padrão de vida que lhe impede grandes mudanças profissionais. E se isso acontecer e ao mesmo tempo estiver infeliz com as atividades, pessoas e ambientes que fazem parte de sua rotina profissional, estará diante de uma grande adversidade. Há saídas, mas levam muito tempo e gastam muita energia.

Portanto, ao ver sua carreira do mesmo modo que as empresas veem seus investimentos, é prudente ao profissional começar a pensar desde já em seus planos para 2012. Alinhá-los com os padrões de vida e de realização que deseja e acompanhar de perto cada dia para ver se está na direção apropriada. Vamos planejar! Vamos em frente!

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Post publicado em 27 de Setembro de 2011 | 14:29h
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Tributo a Steve
Digam a todos que vivi na era de grandes conquistas na eletrônica. Digam a todos que vivi na era de Steve Jobs.
Ainda recordo o motivo que me levou a estudar tecnologia e computação como minha primeira carreira: um robô. Eu o vi quando ainda era criança e suas formas estão para sempre guardadas em minhas lembranças. Estudar eletrônica, física e, posteriormente, análise de sistemas me fez construir, na década de 80, computadores. A reserva de mercado me favoreceu e fui capaz de conhecer Assembly (uma linguagem de programação) e desenvolver-me como programador e projetista de hardware. Mas, apesar de anteriormente ter aprendido a linguagem Basic em um Apple, era inimigo de Steve Jobs. A Apple, na época, usava processadores Motorola, e eu estava na outra trincheira, desenvolvendo computadores com chips da Intel. Como era difícil competir com a Apple! Fazíamos máquinas compatíveis com o IBM PC e conhecíamos em detalhes seus esquemas eletrônicos. Os computadores da Apple, porém, eram diferentes. Mais elegantes e fáceis de usar, tinham algo inexplicável para nós, nerds da época, focados em minúcias técnicas e no uso do computador por pessoas de tecnologia.

O lançamento do Macintosh foi como se um tsunâmi tivesse varrido uma praia povoada. De uma vez só, a Apple havia colocado toda uma geração de computadores na mediocridade. Bill Gates teve de sair correndo pela Microsoft para refazer a cara do DOS, para torná-lo mais amigável. Tradução: copiar o visual do sistema da Apple. Nós do hardware suávamos para fazer as placas de vídeo mais rápidas, para que os caracteres, em vez de simples, toscos e monocromáticos, se tornassem uma tela com vida para imagens e filmes. Uma loucura. A arquitetura Intel da época era o pesadelo da programação. Hoje é o coração da Apple – quanto tempo passou!

Na verdade, a diferença da Apple é sua alma. A alma de Steve Jobs. Um líder deve ter muitas qualidades: delegar, saber ouvir, dar feedbacks, mas, para mim, a mais relevante de todas é a capacidade de ser inspirador. A inspiração é a verdadeira energia do ser humano. Nada substitui pessoas inspiradas dispostas a fazer algo. Se Steve Jobs possuía muitos defeitos – todos nós os temos –, ele possibilitou a muitos sentir e vivenciar a enorme inspiração que suas ideias nos trouxeram. A materialização delas em produtos e serviços tornou nosso mundo e nossa era muito mais interessantes. E ter o enorme privilégio de viver em um período interessante é uma sorte em vida. Digam a todos que vivi na era de grandes conquistas na eletrônica, na computação e no princípio da história dos computadores que se aproximam das pessoas. Digam a todos que vivi na era de Steve Jobs. Vamos em frente!

Post publicado em 01 de Setembro de 2011 | 12:03h
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Que sua carreira faça diferença!
Por que há pessoas que não se dedicam ao que fazem?
Quando penso em pessoas como a juíza Patrícia Acioli e, no passado, Sérgio Vieira de Mello, o que me vem não é o fim trágico que tiveram ao realizar suas profissões, mas, por que há pessoas que não se dedicam ao que fazem do mesmo modo que eles?

Aquilo pelo que você morreria deveria ser aquilo pelo que você viveria.

Muitas pessoas, em função da carreira que escolheram, mudariam o mundo se estivessem dispostas a tudo por sua profissão. Isto é, a pagar o preço por aquilo que os inspiram e em que acreditam. Penso que todos temos essa capacidade, se assumirmos nossas responsabilidades com esse nível de comprometimento perante os demais.

A maioria começa o dia sem inspiração, vai ao trabalho para ganhar dinheiro e termina o dia, e por vezes a carreira, de forma miserável, infeliz e sem a sensação de que viveu de verdade. Imagina que  a vida deve estar em outro lugar, mas não no trabalho, onde passa oito, dez, por vezes treze horas diárias. Sem contar o tempo de deslocamento. Qual é o seu propósito?

A vida é nosso bem mais precioso, mas uma vida sem propósito é praticamente uma morte em vida. Quando alguém como Patrícia morre é como se a inspiração se levantasse e tocasse a todos nós: alguém que sozinha lutava para proteger pessoas, ainda que sem exércitos ou armas. Alguém que se interessava por melhorar o mundo a partir de onde estava, com as ferramentas que possuia e agora, não depois.

Nosso futuro fica sombrio a cada Patrícia que desaparece, mas ao mesmo tempo se ilumina quando nos damos conta de que ela pode viver em nós, como nosso propósito e nossas palavras.

Faça sua vida profissional valer a pena e será uma homenagem a tantos que fizeram o mesmo, que transcenderam sua profissão por tê-la  colocado a serviço dos demais.

Tão importante quanto desejar chegar ao topo de sua carreira é saber o propósito pelo qual deseja fazê-lo. Que ele seja o mais elevado possível.

Vamos em frente!

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Post publicado em 29 de Agosto de 2011 | 15:59h
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Encontre o seu Jobs
Bons líderes são aqueles que se comprometem com o desenvolvimento de seus funcionários e da localidade onde estão inseridos
Uma pessoa deve ser capaz de reconhecer e aprimorar suas competências, dons e talentos. Afinal, cada um de nós nasce com um conjunto específico de forças que, se encontrar o ambiente e os catalisadores apropriados, leva o indivíduo a uma carreira de muito sucesso.

O bom profissional, portanto, deve identificar e desenvolver seus talentos, mas há uma ação fundamental para que seja bem-sucedido: deve colocá-los a serviço de empresas que possuam maiores chances de ser vitoriosas em seus mercados. Muitas pessoas desperdiçam suas aptidões em empresas comandadas por líderes tacanhos, toscos e com pouca visão de futuro. Alguns gestores empresariais tratam suas empresas apenas como uma fonte de renda para si e se esquecem de se comprometer com o desenvolvimento de seus funcionários, líderes e da localidade onde sua companhia encontra-se. Nessas empresas, em geral, sua carreira se desenvolve lentamente e fica estagnada após um tempo, ou após atingir um determinado nível hierárquico.

Por outro lado, há empreendedores que pensam nas questões do mundo. Eles desenvolvem ambientes inovadores, criam produtos e serviços, ou aprimoram os já existentes para que atendam a um número maior de pessoas. Esses empreendedores são fundamentais para a economia. Eles se esforçam para reinventar o próprio negócio e, em momentos de crise, possuem projetos e ideias que geram renda a muitas pessoas. E uma delas pode ser você.

Haverá um futuro sem Steve Jobs, mas o futuro não será o mesmo sem ele. Algumas pessoas relatam que Jobs era um empreendedor duro, principalmente com fornecedores e funcionários próximos. Entretanto, é inegável a capacidade dele e seu time de aprimorar produtos e fazê-los extremamente úteis e fáceis de manusear pelas pessoas. Para você e sua carreira é importante observar quantas oportunidades são geradas por alguém como Jobs. Por exemplo, quando a Apple lança um produto, em geral o faz com o preço na faixa mais elevada do mercado. Isso permite que a concorrência se posicione logo abaixo, mas ainda com margens saudáveis. E trabalhar para empresas financeiramente saudáveis é importante para sua carreira deslanchar, pois são elas que possuem condições para crescer.

Mas, não é só isso. Enquanto todos falam da crise nos mercados mundiais e principalmente nos Estados Unidos, há um setor que vai muito bem: o de infraestrutura para transmissão de dados via telefonia celular. Isso acontece porque os tablets, cujo volume de vendas foi impulsionado por Jobs e seu iPad, sobrecarregam a rede de dados, exigindo investimentos para ampliação de sua capacidade. Portanto, por meio de um único produto ele criou inúmeras oportunidades diretas e indiretas. Isso ocorrerá no Brasil também. Além disso, a publicidade nesses equipamentos abre uma frente diferenciada para agências de comunicação. E não para por aí: editoras estão revendo suas estratégias, pois o futuro de seus mercados modificou-se completamente a partir desses produtos. As escolas também estão reinventando a forma de apresentação do conteúdo de matérias por meio do tablets.

São esses empreendedores que você deve encontrar para sua carreira deslanchar. Eles são catalisadores de seu potencial. Ou seja, permitem que ele seja utilizado plenamente e que você seja desafiado a desenvolver-se cada vez mais.

Entretanto, não tenha ilusões: são pessoas exigentes, com personalidade difícil e cuja realidade de se trabalhar com eles somente é conhecida por aqueles que já o fizeram - por vezes muito dura. A propósito, um alerta: sempre avalie com rigor líderes que se apresentam com discursos muito envolventes diante do público, pois podem esconder um comportamento difícil nos bastidores da empresa, especialmente nas reuniões internas. Mas, ainda assim, empreendedores com visão e capacidade de atuação global potencializam muito o sucesso dos indivíduos que souberem como desenvolver-se em suas empresas. Em geral, são companhias muito saudáveis financeiramente e com imensas possibilidades de crescimento para inúmeras carreiras.

Vamos em frente!

Post publicado em 27 de Agosto de 2011 | 14:46h
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As carreiras "Amy Winehouse" nas empresas
Uma forma trágica e autodestrutiva de fracasso, mesmo em companhias bem-sucedidas
"Autoridades londrinas anunciaram que a cantora Amy Winehouse foi encontrada por paramédicos morta em sua casa nesse triste sábado, 23 de julho de 2011."

Fiquei pensando se, em algum momento, a vimos viva de verdade. Sua chocante trajetória de autodestruição contrasta com a voz talentosa e admirada por muitos. Mesmo com todo o sucesso, em outubro de 2006, declarou que, quanto mais insegura estava, mais bebia. É duro observar o quanto o sucesso, da forma como a maioria o imagina, não traz felicidade, não torna ninguém mais seguro e não é capaz de resolver problemas da existência humana a que todos estão submetidos. Não importa quanto dinheiro ou reconhecimento a pessoa tenha, as questões mais profundas de sua existência não podem ser resolvidas por essa esfera.

É evidente que o ser humano adulto deve ser capaz de se autossustentar e ser financeiramente viável. Mas acreditar que sucesso, fama e dinheiro resolvem todos os problemas é uma ilusão terrivelmente perigosa. A questão é que, mesmo para ser bem-sucedido, o indivíduo deve estar preparado como ser humano maduro.

Nossa experiência de vida é um processo desafiador entre nosso mundo interior e a realidade exterior – aquela que compartilhamos com os demais.

Não importa o quanto nos digam que somos talentosos, bons ou bem-sucedidos.

Se, em nosso interior, nos sentirmos pequenos, inseguros ou fracassados e dermos mais atenção e dedicação a essas sensações, nem todo o sucesso do mundo, o amor ou a admiração de outras pessoas poderão nos salvar de uma vida e de um fim trágicos.

Querer se livrar dessas sensações por meio da bebida, da droga ou mesmo da fuga do convívio sadio com outras pessoas é um caminho para a autodestruição. O herói não é essa figura indestrutível e cheia de poderes que vemos nos filmes. Tampouco os dragões e feras aladas são os inimigos destruidores que temos de enfrentar. O verdadeiro percurso do herói é aquele no qual a pessoa é colocada à prova de sua própria vida, exatamente como ela é, e nesse trajeto enfrenta suas emoções, angústias, medos e frustrações.

Ela o faz de uma forma tão profunda, que sente que não irá sobreviver, mas ao fazê-lo consegue vivenciar duas experiências fundamentais para a maturidade: ser capaz de sobreviver a suas emoções, especialmente aquelas mais tenebrosas, e sentir-se parte de algo maior chamado humanidade.  

Ao percurso do herói, damos o nome de aventura, e a vida é a mais extraordinária de todas e a mais perigosa. Se, ao longo do processo, o indivíduo não aprender a dominar o irracional dentro de si, por mais que faça e por mais elevado que seja seu sucesso, se autodestruirá.

No mundo das celebridades, vemos isso a todo instante e ao longo da história. Não há necessidade de citarmos exemplos, cada um tem o seu na memória.

No mundo empresarial, ocorre o mesmo. É verdade que subir em busca dos cargos cada vez maiores e bem remunerados é uma meta fixa na cabeça de muitos. O mais rápido possível. Entretanto, poucos são capazes de se responsabilizar por seu autodesenvolvimento, especialmente por suas emoções e o domínio do irracional que habita seu interior. A tecnologia não substituiu a experiência de vida. Cada indivíduo, se quiser chegar à fase adulta sadio e capaz de produzir a vida que deseja, terá de aprender a lidar com ambos. Isso não significa distrair-se com drogas, remédios ou bebidas.

Mas ser capaz de aceitar as frustrações da vida, as perdas, saber esperar, reconhecer a necessidade de preparo e que a maturidade é um processo que não pode ser apressado. Em alguns momentos se parece com o elevador: apertar repetidamente o botão de chamada não o fará chegar mais rápido.  

Não existe uma fórmula que faça a pessoa amadurecer, mas, ao se submeter a certas vivências, gera as condições para que isso ocorra de forma sadia. Por exemplo: adquirir cada vez mais conhecimento, tanto dentro quanto fora do meio acadêmico, preparar-se psicologicamente, fazer um sabático, submeter-se a uma aventura ou a um processo que lide com a maturidade espiritual, especialmente com a finitude sua e das pessoas que ama. Ler a respeito não é o suficiente. Somente a vivência gera os resultados esperados.

Gerentes e diretores imaturos, independentemente de suas idades,  causam a seus liderados experiências empobrecedoras. Diga-se de passagem, jogam pela janela qualquer esforço dos departamentos de recursos humanos em reter talentos. Mas, acima de tudo, possuem uma vida inacreditavelmente infeliz: destruídos na vida pessoal, angustiados com a própria existência, colocam toda a energia em sua carreira, maltratam outras pessoas, ignoram sua responsabilidade com a própria vida e como afetam os demais. Uma tristeza mesmo em empresas bem-sucedidas. Uma forma trágica e autodestrutiva de fracasso.

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Post publicado em 26 de Julho de 2011 | 13:11h
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Liderança: o
Geração Y encontra um ambiente empresarial despreparado para suas características e expectativas
"Nossa juventude adora o luxo, é mal-educada, caçoa da autoridade e não tem o menor respeito pelos mais velhos. Nossos filhos hoje são verdadeiros tiranos. Eles não se levantam quando uma pessoa idosa entra, respondem a seus pais e são simplesmente maus." – Sócrates (470 – 399 a.C.)

Não deixa de ser um desafio refletirmos sobre a geração Y. Afinal, apesar do nome "geração", não é disso que se trata, mas sim de um grupo de indivíduos que se identifica desse modo.

Como geração, não existe. Isso porque estudos científicos mostram que o que conecta uma geração de pessoas são os fatos que vivenciaram, e não o período em que nasceram. Assim, pode-se dizer que há pessoas que, independentemente de suas idades, se conectam por eventos, como a era Senna, a queda das torres gêmeas e, mais recentemente, a caçada e morte de Bin Laden.

Cientificamente, portanto, não há nada que comprove a existência de uma geração específica a partir de meados dos anos 70 – até mesmo a definição de geração Y é bastante imprecisa: alguns consideram as pessoas nascidas a partir de 1975 (quando foi lançado o Altair 8800 – primeiro microcomputador comercial do mundo), mas outros dizem que são as pessoas do início da década de 80 e que vivem superconectadas a tudo, via tecnologia.

O termo apareceu pela primeira vez em 1993, no editorial da revista Advertising Age, para descrever os adolescentes da época e diferenciá-los da geração X – que foi sua predecessora. Desde então, a publicação assim se refere aos nascidos a partir de 1981 ou 1982.

Portanto, é uma definição mais apropriada para gestores que precisam tomar decisões mercadológicas do que de liderança. Entretanto, o comportamento observado naqueles que se identificam como geração Y de fato encontra um ambiente empresarial despreparado para suas características e expectativas.

Em primeiro lugar, são pessoas muito ligadas à tecnologia. Mas a utilizam sem pensar em termos de adequação empresarial, ou se estão sendo apropriadas para sua carreira. Quando chegam às empresas, se surpreendem ao encontrar um ambiente que limita, controla o seu uso e, acima de tudo, que não adota inovações com velocidade. Se no passado havia gestores que relutavam em usar e-mails, hoje é comum encontrar aqueles que não se interessam por redes sociais, por exemplo. Muitas empresas bloqueiam arquivos com áudio, pois podem conter vírus. O resultado é que, nas organizações, as pessoas trabalham muito, quando quem deveria trabalhar mais é a tecnologia. E a geração Y sabe usá-la bem e se frustra ao ver como é pouco utilizada, controlada e restringida dentro da corporação.

Apesar dessa conexão tecnológica, esses jovens não são conectados à empresa em que trabalham. Na realidade, esses profissionais encontram um ambiente econômico, específico no Brasil, de muitas ofertas de trabalho. Com certeza, a geração Y na Espanha tem um apreço muito maior ao emprego – aliás, lá, a pessoa de qualquer geração se agarra ao emprego que conseguir.

Querem crescer rápido, e, se a organização não é veloz ao oferecer um caminho para o topo, se desmotivam e buscam alternativas. Além disso, precisam de feedbacks constantes que indiquem que estão na direção certa. O problema é que os líderes nas empresas não são preparados para dar feedbacks. Em geral, um indivíduo na organização irá desenvolver-se sem nenhum feedback de seu superior. Para a geração Y, essa atitude representa falta de orientação, interação e é muito desmotivadora.

São indivíduos que querem se expressar e colaborar. Uma pessoa que está acostumada a ver somente televisão tem uma postura passiva ao ser informada de fatos e ideias. Alguém da geração Y recebe e compartilha ideias e fatos pela interação. Entretanto, quando chega às empresas, encontra burocracias, normas, hierarquias e limites à sua expressão – alguns apropriados, outros sem sentido. Isso tudo é um aprendizado doloroso e, por vezes, impossível para alguns indivíduos.

Essas são apenas quatro características dos que se rotulam da geração Y.

Na realidade, sempre houve pessoas com apreço pela tecnologia, rápidas, com baixa tolerância à frustração, sem interesse por imposições hierárquicas em momentos desnecessários, colaborativas, divertidas e que desejavam se expressar. Ocorre que, no contexto atual, reter indivíduos nas organizações está muito mais complexo.

As empresas, em geral, possuem velocidade, adaptação, criatividade e inovação quando precisam conquistar mercados, clientes ou se defender de um competidor agressivo. Entretanto, são anacrônicas quando o assunto é gestão de pessoas. Seus líderes maiores não se atualizam, pararam no tempo em termos de uso de tecnologias e, principalmente, no aprimoramento de suas habilidades para gerir pessoas. Não é de surpreender que tenham dificuldades em lidar com as novas gerações.

Não importa o nome que alguém dê a grupos de indivíduos: são seres humanos complexos e indefiníveis. Os gestores deveriam conversar mais com as pessoas, como indivíduos únicos, conhecer suas características, saber combiná-las e gerar sinergia para que a estratégia da empresa funcione.

Assim como hoje as companhias procuram enxergar os indivíduos na multidão, os gestores deveriam fazer o mesmo com seus liderados. Sentir-se único não é interessante apenas como consumidor, mas também como funcionário. E, se desejar isso significa ser da geração Y, que assim seja.

Post publicado em 20 de Julho de 2011 | 10:22h
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4 comportamentos de risco para sua carreira devido ao momento econômico
Dicas para educar-se financeiramente e direcionar sua carreira para o sucesso
Uma pessoa deve tratar sua carreira profissional como parte de seus investimentos e saber que não há investimentos arriscados, mas sim investidores arriscados. Aqueles que não se alfabetizam financeiramente estão sempre se surpreendendo com fatos que, de repente, afetam sua carreira de forma dramática: países em crise, fusões, colapsos financeiros, variações cambiais e outros eventos do quotidiano econômico.

Em economia tudo se movimenta ao mesmo tempo e a pessoa sucumbirá diante de sua complexidade se adotar 4 comportamentos de risco:

1) Fechar os olhos às questões econômicas: pois ao fazê-lo, diminui o medo dos perigos à sua frente e continua sua vida profissional como se nada estivesse por vir. Como resultado, vive a maior parte do tempo tranquila mas, quando um fato a atinge, está tão despreparada que o resultado em geral é o colapso de sua vida como um todo e não apenas da esfera financeira.

2) Não saber para onde olhar: recebe as informações por todos os meios, mas não sabe qual indicador é o mais relevante em um dado instante. Assim, está sempre um ou dois passos atrás do que seria mais seguro para sua carreira e investimentos. Exemplo típico são aqueles que pensam que investem em ações, mas o fazem nos momentos menos favoráveis e sem nenhum conhecimento, seguro ou proteção contra perdas. Literalmente doam seu dinheiro, ganho com tanto esforço, para os profissionais do mercado de capitais.

3) Focalizar somente em um indicador: imagine se o comandante de um avião decidisse pilotá-lo olhando só para o altímetro e o marcador de combustível.

Pois alguns indivíduos olham para a complexidade da economia, decidem por um par de indicadores a acompanhar e acham que sabem tudo que precisam para sua carreira e vida econômica. Deste modo, olham para a inflação quando deveriam se preocupar com a oferta de dinheiro. Focalizam os juros dos títulos do governo e se esquecem da tributação sobre este tipo de investimento. E assim por diante. Sem preocupar-se com o panorama completo, sua carreira e seus investimentos estão sempre patinando, ou não fazem o menor sentido.

4) Não saber ler os indicadores: regularmente os telejornais, internet e todas as midias informam a taxa de câmbio, inflação, juros, déficit público, leis de incentivo tributário e demais notícias econômicas sobre o Brasil e o mundo. Mas, a maioria não tem ideia do que fazer com todas essas informações. Assim, arriscam suas carreiras em empresas que atuam em mercados pouco lucrativos, sem benefício tributário ou com concorrência acirrada, por exemplo.

Uma pessoa investe no mínimo 10 anos para tornar-se mestre em sua profissão. Uns 20 anos para ser capaz de formar outros profissionais, mas quando o assunto é investimento, quer dicas e orientações em poucos instantes, pois está muito ocupada. Considera o mercado financeiro complexo e arriscado demais e por isso não faz a lição de casa: se educar financeiramente, treinar e aprender a investir.

O resultado é que não sabe como proteger seu dinheiro. Cria despesas demais e compra passivos como carros, casas e outros bens que tiram dinheiro de seu bolso regularmente em bases mensais. Quando perde o emprego fica em sérios problemas. Isso quando não pode mudar de profissão ou empresa, pois está com um padrão de vida muito alto e, por mais desgastada que esteja com sua carreira ou emprego, a mudança é quase impossível e muito arriscada.

Ao refletir sobre o momento atual do mundo econômico e como ele afeta a carreira das pessoas, observamos que a situação dos Estados Unidos está piorando, não importa o que seu governo faça. O problema é que, quando o país responsável pela oferta da principal moeda no mundo começa a imprimir dinheiro excessivamente e sem lastro - ou melhor, lastreado em dívidas - desorganiza a economia de tal forma que nem o mais habilidoso economista é capaz de prever os acontecimentos. Mesmo com essa dificuldade é possível saber quais condições vão ocorrer e que afetam sua vida e sua carreira.

Sugiro focalizar dois importantes fatores para suas decisões:

Em primeiro lugar a inflação será generalizada pelo mundo, portanto, cuidado com sua poupança e prepare-se para custos maiores em comida, energia e contratos atrelados a índices inflacionários, como aluguéis, por exemplo.

Segundo, embora se fale muito de Grécia e Espanha nesse momento, em novembro de 2011 as condições que dispararam a crise de 2008 serão revisitadas - especialmente no mercado americano de hipotecas. Imagine que uma pessoa possua uma casa que desvalorizou-se para US$ 140 mil, mas, em novembro, devido ao reajuste da prestação da hipoteca, pagará o equivalente a US$ 200 mil.

Muitos devolverão suas casas e isso afetará novamente a economia de forma dramática. E não será um teste de estresse, mas de realidade. Isso pode representar um forte freio na economia, ou uma marcha a ré. Portanto, se você pretende fazer alguma mudança em sua carreira reflita se ao chegar em novembro estará consolidado na nova posição. Se a resposta for negativa, é prudente aguardar.

Prepare-se para dias difíceis e sempre terá dias bons. A visão do futuro é algo complexo e embora não saibamos o que de fato ocorrerá, podemos visualizar as condições e levá-las em conta em nossas decisões de carreira e de vida. Não considere minha análise sem refletir, interesse-se por educar-se financeiramente e tire suas próprias conclusões. Elas que devem direcionar sua carreira. Vamos em frente!

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Post publicado em 20 de Julho de 2011 | 09:15h
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3 Fatores críticos que destroem a competição sadia nas empresas
Silvio Celestino é Consultor Organizacional e Senior Partner da Alliance Coaching
Dácio Campos, comentarista de tênis da SporTv, há uns 3 anos afirmava pausadamente e com muita ênfase: "Guardem esse nome: é Djo-ko-vic". Agora, ao ver Novak Djokovic ganhar de forma magistral o mais importante torneio de tênis do mundo, Wimbledon, materializa ali na partida final a relevância da competição como forma de desenvolvimento humano. Durante anos Djokovic jogou com Nadal e Federer e suas chances de vencê-los era reduzida. De forma consistente os padrões de jogo, físico e mental dele aprimoraram-se e agora é o atleta a ser batido nas quadras. Acrescente-se o fato de que compartilha o histórico momento em que vivem aquele que é considerado o maior tenista de todos os tempos, Federer; e um dos mais fortes atletas mentais da história, Nadal; seu feito ganha dimensões épicas.
 
Na raiz da competição estão a cooperação e a generosidade. Se você e eu competimos, então há o compromisso de que jogarei com você e darei o meu melhor e espero que você faça o mesmo. E ao darmos o nosso melhor, cooperamos para nos aprimorarmos. Generosidade porque não há vitória ou derrota eterna e enquanto nos dispusermos a jogar, estaremos sempre evoluindo. Como Federer, Nadal e agora Djokovic nesses anos fantásticos que vivemos no tênis.
 
Essa é a competição sadia. Aquela que desenvolve pessoas.
 
Entretanto, quando olhamos nas empresas, é evidente que os profissionais temem a competição dentro delas. O estresse, as injustiças, as deslealdades e ausência de regras degeneram a competição para ações destrutivas e por vezes auto-destruidoras das próprias pessoas e de suas carreiras profissionais.
 
Avaliando as razões, três são determinantes:
 
1) Favorecimento desleal: quantas vezes não vemos se abrirem oportunidades relevantes de projetos ou processos de contratação e muitos profissionais qualificados, inclusive de dentro da empresa, serem descartados por "não cumprirem as exigências do cargo". Logo depois se anuncia o vencedor: um amigo de longa data daquele que está contratando. Evidentemente, com toda a preparação esperada. Assim como em um jogo em que o favorecimento de um atleta desanima os demais, nas empresas, favorecimentos desanimam e tiram o desejo dos profissionais de se desenvolverem. Sou extremamente a favor de networking, marketing pessoal e habilidades política e de influência. Mas, desde que sejam usadas de forma limpa por profissionais que são reconhecidamente de excelência em tudo que fazem.
 
2) Líderes desonestos: chefes que não são claros quanto aos propósitos e objetivos da empresa, do departamento ou de uma determinada tarefa. Que não sabem esclarecer planos de ação e, principalmente, são incapazes de declarar seus critérios de decisão, criam um ambiente de desânimo, descrença e insegurança a todos. Bons líderes desenvolvem bons líderes, não bons seguidores. Um chefe arbitrário cria um senso de individualismo e auto-sobrevivência a todos que estão abaixo de si, preocupados mais em se manter empregados do que em se desenvolver e produzir cada vez mais resultados para a empresa e seus clientes.
 
3) Discurso e prática desconectados. Empresas que possuem valores, missão e visão escritos em uma placa na sua recepção, mas cujos líderes não conseguem transformá-los em ações práticas produzem como resultado uma rotina trágica de decepções e desmotivação. A cultura de uma empresa que não está expressa nos comportamentos de seus líderes, nos sistemas e nos símbolos dela é uma cultura moribunda. Assim, uma companhia diz que valoriza a satisfação dos clientes; mas seus profissionais são bonificados somente por vendas. Ou deseja a meritocracia, mas na verdade aceita que resultados sejam maquiados em processos e sistemas para que pessoas apareçam bem na foto da auditoria. E ainda existem aquelas que declaram que desejam que os profissionais se sintam responsáveis por suas ações, mas na verdade usam esse discurso para culpá-los por erros de natureza estratégica.
 
Não há como se criar um processo sadio de competição e desenvolvimento de talentos em empresas com esses graves equívocos.
 
Desenvolver pessoas, especialmente novos líderes, deve ser um propósito permanente em toda organização. Ela somente poderá existir daqui 5, 10 ou 20 anos se tiver líderes formados de forma consistente, com ética, valores e propósitos elevados. O mundo e as pessoas estariam em melhor situação se fossem desenvolvidos dessa forma. Muitos dos problemas que enfrentamos hoje na economia mundial, por exemplo, são resultados de líderes executivos sem caráter que preferiram a fraude à excelência. Optaram pelo resultado a qualquer custo e pela ausência de ética na condução de seus negócios. Não se formam boas pessoas em ambientes com esses fundamentos.
 
Vida longa a Djokovic, Nadal e Federer, que seus exemplos de competição sadia e ética sejam fomentados para preencher cada vez mais o propósito de prepararmos e formarmos pessoas e empresas campeãs. Vamos em frente!
 
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Post publicado em 11 de Julho de 2011 | 12:15h
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Não exagere na sua identificação com sua carreira profissional
É importante a reflexão de que a vida é muito maior que sua carreira.
Sua vida não é sua carreira profissional. Ainda me recordo do ano de 2001 quando conheci um gerente de sistemas que, ao receber a notícia de que seria demitido, teve um enfarte. Não conseguia se imaginar em outra empresa ou função após duas décadas de serviços na mesma companhia. Identificava-se fortemente com sua rotina e, na verdade, pensava na empresa 24h por dia. Felizmente recuperou-se, do enfarte e da mudança em sua carreira.

Apesar de ser frequente encontrarmos profissionais com esse comportamento, é importante que reflitam que sua vida é muito maior que sua carreira profissional.

É evidente que a pessoa adulta deve viabilizar-se financeiramente para que se sustente e adquira o patrimônio que deseja. Também é importante que desenvolva um propósito para si e o alinhe com o da organização em que trabalha. Na verdade, quanto maior a capacidade do indivíduo de ver sua trajetória profissional em ciclos, maior sua consciência para fazê-la produzir a vida que deseja. E não o contrário, ou seja, deixar de ter uma vida que considera relevante para adaptar-se à sua carreira. Quando o tempo mental do indivíduo se torna 100% dedicado à sua profissão, isso começa a causar as condições para o esgotamento, que pode ser de caráter físico, mental ou psicológico. Importante ressaltar que a pessoa não tem controle sobre todos os fatores que afetam sua carreira: uma crise internacional, um declínio de mercado, uma questão política dentro da empresa, enfim, há muitos elementos que podem fazer sua trajetória sucumbir e que não estão sob seu domínio. Quando uma grande mudança ocorre na carreira é que o indivíduo precisa de outras esferas de sua vida que lhe dêem apoio e serenidade para enfrentá-la.

Pela natureza de meu trabalho, observo o desenvolvimento de executivos nos diversos ciclos de sua vida profissional. Os momentos mais terríveis não são as mudanças bruscas ou os desafios que os fazem sucumbir momentaneamente. Mas, a colheita final. Isto é, gestores que ao passar dos 60 anos percebem que tudo que conquistaram está exclusivamente na esfera material: não possuem amigos, estão separados e, em alguns casos, nem mesmo os filhos os desejam por perto. 

No decorrer de sua trajetória uma pessoa não deve confundir sua vida com sua carreira. Se por um lado ela é responsável por proporcionar os recursos financeiros e a realização, por outro ela não substitui as esferas familiares, espirituais e de maturidade emocional, entre outras.

É complexo e desafiador planejar e realizar uma carreira profissional. O caminho para o topo é difícil e muitos ficarão no meio do caminho. Entretanto, ao entendermos que ela é apenas uma de nossas dimensões, então dedicaremos tempo ao desenvolvimento de outras áreas de nossa vida que são fundamentais, inclusive, para nos apoiar no decorrer de nosso trabalho. E, para ser franco, muitos não chegam lá - não por falta de competência ou conhecimento em sua área de atuação, mas pelo peso que carregam ao tentar compensar na esfera profissional os fracassos em outras esferas de sua vida. Vamos em frente!

Para seguir o Silvio no twitter: @silviocelestino
Post publicado em 22 de Junho de 2011 | 12:45h
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Há líderes de construção e líderes de destruição
Silvio Celestino é Consultor organizacional e senior partner da Alliance Coaching
Os líderes que constroem possuem visão de um futuro evolutivo, promovem valores de coexistência e oportunidades abrangentes às pessoas. Um futuro evolutivo é aquele no qual um problema de hoje é resolvido, uma necessidade atual está suprida ou uma experiência valiosa é fornecida aos indivíduos. A coexistência como valor permite que diferenças sejam vistas pelas perspectivas de aprendizado, aceitação e cooperação. E oportunidades abrangentes promovem infinitos caminhos e inspiração para que pessoas, principalmente jovens, sejam capazes de se desenvolver e produzir a vida que desejam para si.

Os líderes que destroem em algum momento não souberam suportar a frustração de uma experiência própria de vida ou de lidar com um mundo imperfeito. Querem impor uma idéia rígida, inquestionável e que consideram a solução de todos os problemas inerentes à vida. Comportam-se como juízes e policiais do mundo e se dão o direito de destruir as ideias e as construções dos demais, isso quando não agem como carrascos e dão fim à vida daqueles que não concordam com suas ideias.

Creio que nesses 10 anos desde a queda das torres gêmeas, ninguém incorporou um líder destrutivo como Osama Bin Laden. Suas ideias correram o mundo e fizeram eco em individuos que, assim como ele, não são capazes de lidar com a imperfeição do mundo, das outras pessoas e com as adversidades que surgem desses fatores: frustrações, injustiças, desigualdades e deslealdades.

Sua figura pregando a demonização dos Estados Unidos e seus aliados. A deturpação de ideias sagradas pelos muçulmanos para justificar atrocidades. O assassinato de inocentes no WTC e em outros locais, demonstraram um inteligência a serviço da destruição.

E sempre será mais fácil destruir do que construir. Mesmo em uma empresa observamos líderes que são incapazes de aceitar uma ideia diferente da sua. Apoiar uma inovação. Formar novos e construtivos líderes. Ou, simplesmente admitir que seu tempo passou, que suas ideias tornaram-se anacrônicas e que o mundo evoluiu de forma diferente de sua percepção da realidade.

Quer seja em uma empresa ou no mundo, temos de refletir sobre que líderes devemos seguir, que líderes desejamos ser e quais idéias queremos propagar.

Há líderes de destruição e líderes de construção.

Conheça e analise conscientemente as idéias de seus líderes antes de propagá-las.

Vamos em frente!
Post publicado em 09 de Maio de 2011 | 12:29h
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Consequências da cultura do despreparo
Silvio Celestino é Consultor organizacional e senior partner da Alliance Coaching
Quando vi as imagens da reconstrução de um trecho da estrada no Japão destruída pelo terremoto do dia 11 de março pensei: então é possível!
 
Refiro-me a um país ter estrutura, material e pessoas preparadas para agir diante de um terremoto e reconstruir rapidamente o que é preciso. É evidente que se uma nação vive em uma região sujeita a terremotos, esse é o preparo a ser feito. O mesmo deve ocorrer aos povos sujeitos à neve e àqueles que vivem sob regime de chuvas, como o Brasil.
 
Não parece óbvio que temos de construir estradas, edificações e demais estruturas preparadas para chuvas intensas? Também ter profissionais prontos para reparar os danos causados por elas assim que ocorrerem? O que acontece que não o fazemos? Em São Paulo, a cada chuva o discurso é: nunca choveu tanto. Quando choveu menos? E se a chuva cresce de forma constante, deveríamos fazer o cálculo do ritmo de crescimento e preparar as estruturas para isso.
 
Penso que grande parte de nossos problemas deriva de nossa cultura e de certo modo culto ao despreparo.
 
Nas escolas, as crianças mudam de série mesmo que estejam despreparadas para continuar os estudos. Além disso, não treinam respeitar professores e depois queremos que, como adultos, respeitem aos demais. Mas, estão despreparadas para isso.
 
Alguns indivíduos tentam fraudar os vestibulares para ingressar nas universidades, mesmo que não estejam em condições de cursá-las.
 
Recentemente um executivo me contou sobre a experiência dele na Inglaterra. Quando um aluno do curso de pós-graduação chegou para fazer a prova em plena segunda-feira, ao ser perguntado por seus colegas se havia estudado, respondeu que não. Fizera uma viagem e se divertido muito nas praias. A resposta de seus amigos foi: quer dizer que você vai fazer a prova sem ter se preparado?
 
Aqui achamos bacana alguém não estudar para um exame e se dar bem - ou seja, na faculdade, ao invés de treinarmos o preparo antes de fazer algo, consideramos proveitoso fazer mesmo sem ter condições. E ainda reclamamos que nas escolas nos ensinam coisas sem utilidade.
 
Após o diploma são conhecidos os casos de pessoas que tentam fraudar a prova da OAB. O mesmo ocorre em concursos públicos. Isso sem contar carteiras de habilitação compradas por pessoas que não sabem dirigir. Temos policiais moralmente despreparados e cuja ética degenera para compor-se com o crime ao invés de combatê-lo. No congresso, casos como a eleição de Tiririca evidenciam o fato da nossa cultura não se preocupar com o preparo daqueles que criam as leis que nos governam.
 
A consequência é que o Brasil é pouco responsável com seus indivíduos. Em diversas esferas vemos o resultado do despreparo:
 
- Perdemos mais vidas no trânsito do que países em guerra.
 
- Três em cada quatro acidentes com caminhões ocorrem por falha humana (são 83.000 acidentes por ano).
 
- Temos falta de mão-de-obra qualificada em quase todos os setores da economia.
 
- Nossa infra-estrutura é precária. Os aeroportos estão uma verdadeira calamidade e impõem um desconforto absurdo a seus usuários.
 
- A malha ferroviária é pífia para as necessidades de crescimento do país.
 
- As leis criaram uma justiça falha e lenta, que causa desalento e favorece criminosos com instâncias e recursos infindáveis.
 
Quantos morreram nas catástrofes da região serrana do RJ por causa de prefeitos e fiscais despreparados para fazer impor as leis de zoneamento urbano e de proteção às matas? Na cidade de São Paulo o mesmo ocorre em áreas de mananciais - destruímos paulatinamente as fontes de água que deveríamos preservar para gerações futuras.
 
Preparar indivíduos, principalmente líderes, e fazê-los se interessar em ocupar posições relevantes nas empresas, nos governos e no mundo. Esse deveria ser nosso propósito permanente. A verdadeira raiz da sustentabilidade.
 
Vamos em frente!

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Post publicado em 11 de Abril de 2011 | 14:09h
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Os líderes ´Kadafi´ dentro das empresas
Silvio Celestino é Consultor organizacional e senior partner da Alliance Coaching
O processo de coaching surgiu para responder à seguinte pergunta: é possível desenvolver um líder?
 
Ou seria a liderança uma característica inata e que, portanto, alguns possuem e outros não?
 
Ao longo do tempo, a resposta descoberta é: sim! É possível desenvolver líderes. Entretanto, se fizermos um paralelo com os esportes, se a partir de hoje você e eu começássemos a treinar vôlei todos os dias, é improvável que chegássemos à seleção brasileira. Por outro lado, é evidente que a cada dia jogaríamos melhor. E não sabemos qual seria nosso limite. O treino da liderança segue a mesma linha. Não é propósito do processo de coaching tornar alguém um Bill Gates, Jack Welch ou Antônio Ermírio de Moraes, mas sim torná-lo a cada momento um líder melhor.
 
Com o tempo, descobriu-se que desenvolver um líder nada mais é do que desenvolver um ser humano, que, por vezes e por acidente, está em uma função de liderança. De fato, nestes dez anos no desenvolvimento de lideranças empresariais, tive a honra de conhecer uma empresária que é presidente da empresa pelo fato de seu marido, o fundador, ter falecido. Ela, com uma incrível coragem e força, assumiu os negócios em um momento crítico e manteve a empresa e os empregos de muitos no interior de São Paulo.
 
Portanto, o que se desenvolve no processo é o ser humano.
 
Essa constatação me faz refletir sobre os critérios pelos quais as empresas avaliam seus líderes e o quanto isso tem provocado infortúnio nas organizações. Medir um líder pelo resultado que ele alcança é como dizer que uma pessoa é boa porque respira bem. Em outras palavras, é evidente que um líder tem de dar resultado, mas essa é uma condição higiênica – de sobrevivência. Ninguém deseja existir somente para sobreviver. Obter resultados financeiros é a condição mínima do líder, e não a máxima. Criar uma cultura marcante, relevante e inspiradora, que desenvolva profissionais e novos líderes para o crescimento e perenidade da empresa são critérios mais abrangentes e significativos para se avaliar um líder.
 
Observo empresas muito bem-sucedidas financeiramente, mas onde pessoas literamente sofrem porque seus líderes são indivíduos com sérios problemas emocionais, desequilibrados e que não conseguem estabelecer um convívio sadio com seus liderados, pares e até mesmo com clientes e fornecedores. E ignoram a comunidade, é claro. Entretanto, não são ejetados das empresas porque dão resultados.
 
Nesses últimos dias, vejo estarrecido o que espero ser o ocaso da ultrajante trajetória de Kadafi na Líbia. Quantos sofrimentos e dores esse psicopata irá provocar, tornando sua saída tão onerosa e desgastante quanto puder. Impossível imaginar o que passam povos em países como Líbia, Coreia do Norte e Cuba, para ficarmos em poucos exemplos.
 
Mas, pela natureza de meu trabalho, penso e observo o que passam pessoas submetidas a líderes despreparados, emocionalmente instáveis e com comportamentos caóticos. Mas que geram resultados.
 
Clima organizacional negativo, estresse continuado, alta rotatividade, apatia, entre outros, são sintomas de lideranças que não inspiram, que não têm propósitos elevados e, por causa disso, se apegam ao resultado como uma prova de que são bem-sucedidas. No longo prazo, as pessoas se revoltam, e isso pode ser de forma explosiva ou velada. Em qualquer dos casos, a empresa, a sociedade e os indivíduos sofrem, pois gastam muito mais energia do que seria necessário para preencher seus propósitos.
 
A alternativa é preparar líderes que se interessem por seu autodesenvolvimento como indivíduos, criem um propósito elevado para si e para a empresa, preocupem-se em desenvolver outros líderes e aprimorem continuamente seus liderados. Quanto ao resultado, que tenham foco no equilíbrio deles no curto e longo prazos, em como alcançá-los de modo a investir menos energia e causar menor desgaste aos que o cercam. Pois, assim, poderão contar com as pessoas por muito tempo e crescer.
 
Isso exige muito preparo e capacidade de lidar com fatores humanos que são extraordinariamente complexos. Mas é melhor um líder se desenvolver e aprender a lidar com a complexidade dos sistemas humanos, como é o caso da empresa e da comunidade ao seu redor (offline e online), a endurecer em suas ideias e seus comportamentos para assegurar os resultados sem levar em conta as pessoas. Nas empresas e no mundo, este é um momento de muita reflexão sobre que tipo de liderança desejamos fomentar.
 
Para me seguir no Twitter: @silviocelestino
Post publicado em 01 de Abril de 2011 | 16:28h
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Líderes - um fator decisivo para a retenção de talentos.
Silvio Celestino é Consultor organizacional e senior partner da Alliance Coaching
Pergunte a um admirador de tênis se ele gostaria de jogar com Roger Federer algumas vezes por mês. A resposta seria um sonoro "sim"!

Todos nós gostamos de estar à presença de quem admiramos. Se essa pessoa nos auxiliar em nosso desenvolvimento, então, seremos muito gratos e motivados.

As empresas deveriam se preocupar em fomentar e desenvolver profissionais em seus quadros que possam se tornar referências internas e do setor em que atuam. Isso porque são fatores importantes de atração e retenção de outros indivíduos na empresa. Os excelentes profissionais são motivos pelos quais outros ingressam e permanecem na organização.

Na verdade essas pessoas, além de fazerem bem seu trabalho, possuem enorme capacidade de inspirar outros a seguirem-na. Uma mistura nas doses certas de carisma, excelência, comunicação e proximidade com os demais. Além disso, são profissionais que gostam muito do que fazem e convidam os demais a fazer o mesmo. Nesse sentido, são exemplos de indivíduos que têm propósitos para suas vidas e os alinham com os da companhia.

Quando ocorre um alinhamento apropriado temos pessoas que não apenas trabalham, mas lutam para que a organização seja vitoriosa, e eles também, é claro. Contribuem com todos ao seu redor e são inspiradores. Penso que os líderes dentro das empresas deveriam ter essas características, pois promoveriam um clima organizacional muito mais saudável. Afinal, para se ter um time é preciso muitos elementos que contribuam para sua formação e manutenção, um profissional de referência por sua história e competência é um fator relevante para que isto ocorra.

É impressionante o quanto as empresas gastam com benefícios e prêmios a seus colaboradores e ainda assim perdem quadros constantemente. Quase nunca olham para seus líderes, principalmente seu comportamento e o quanto são capazes de ser inspiradores. Sem pensar na liderança, a retenção de talentos é uma tarefa praticamente impossível.

Afinal, uma combinação poderosa ocorre quando empresas admiradas são formadas por líderes admiráveis.

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Post publicado em 21 de Fevereiro de 2011 | 15:03h
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3 fatores decisivos para pensar sobre sua carreira
Silvio Celestino é Consultor organizacional e senior partner da Alliance Coaching
Início de ano é um momento onde reportagens falam sobre as profissões e carreiras que são promissoras para 2011 e os próximos anos.
É importante saber refletir a respeito do futuro da carreira durante o percurso. Mas, acima de tudo deve-se pensar nela como um todo desde o princípio.
Minha recomendação é que se a pessoa está definindo sua carreira profissional desenvolva-a como um investimento, levando em conta 3 fatores:
Realização Pessoal, dinheiro e plano de saída.
O que o inspira? Qual o seu propósito? Sua carreira é a respeito de que? Qual será seu legado? 
Realização pessoal começa quando o indivíduo se interessa em conhecer as respostas a essas perguntas e envolve-se com algo que de fato o inspire. Conhecer o que lhe dá energia e realização é uma peça-chave para a carreira. E felizmente vivemos em um mundo muito interessante em termos de possibilidades de atuação.
Mas, fazer algo sem preocupar-se com as questões financeiras é um privilégio das crianças - e mesmo assim, nem de todas, infelizmente. Não é recomendável um indivíduo optar por uma vida de privações somente para fazer o que gosta. Na verdade é provável que se a carreira não for capaz de gerar o padrão de vida que a pessoa deseja ela acabe perdendo as energias. Por fim, mesmo aquilo que deveria inspirá-la torna-se sem sentido e árduo.
Por outro lado, se a pessoa pensa exclusivamente em sua realização financeira gera uma combinação perigosa de excesso de dinheiro e frustração. Afinal, dinheiro não traz felicidade, ele apenas permite a você chorar em Roma, Paris, Milão, Nova York... O que já é muito. Mas, ser bem-sucedido profissionalmente e ter péssima vida pessoal é uma forma terrível de fracasso.
Portanto, esses dois fatores, realização e dinheiro, devem estar em equilíbrio. 
Mas, esse balanço é muito dinâmico. Isto é, são como se fossem dois raios que ligam o eixo ao aro da roda da bicicleta. Não importa qual esteja danificado ou partido, a bicicleta inteira trepida. E o ser humano está no centro deste sistema. O equilíbiro deve ser revisto e ajustado a todo instante. 
E isso não é tudo. Há um fator decisivo e muito difícil de se prever, planejar e implementar: um plano de saída de sua carreira. Isso porque eventos econômicos ou pessoais interferem de forma decisiva nela.
Pode ser que em algum momento a pessoa esteja cansada da rotina. Ou então a carreira não a permitiu ter o padrão de vida que deseja. Em qualquer dos casos é importante pensar em um plano "B" por mais improvável que seja a ideia de mudar de vida profissional. 
A dura realidade é que, por vezes, não temos escolha: ocorre uma crise que atinge o setor que trabalhamos, uma lei que muda o mercado ou uma tecnologia que de forma inesperada subverte o que conhecíamos até então e nos torna obsoletos. Enfim, pensar em um plano de saída é um desafio por vezes instransponível para muitos profissionais. Minha recomendação é que desde o princípio o indivíduo se alfabetize financeiramente e crie motores econômicos, isto é, investimentos que gerem receitas para que não dependa de seu trabalho físico para ter renda. Somente as pessoas financeiramente independentes podem mudar de carreira sem sofrer impactos econômicos relevantes. Para a maioria, entretanto, esta mudança representa fortes prejuízos. 
O pior que pode acontecer a um indivíduo é ele insistir em uma carreira que chegou ao fim. O mundo abraça quem adapta-se e evolui. Manter a mente aberta para o novo e observar as oportunidades é um comportamento salutar e necessário em toda a vida profissional. E com fortes desdobramentos em sua vida pessoal. Portanto, olhos abertos para o futuro, sempre!
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Post publicado em 11 de Janeiro de 2011 | 16:08h
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10 dicas para sua imagem não sair arranhada na festa da empresa
Silvio Celestino é Consultor organizacional e senior partner da Alliance Coaching
São comuns nesta época perguntas sobre dicas de comportamento para os profissionais nas festas de final de ano. Bem, taí um caso de livre-arbítrio. Portanto, se minhas recomendações não lhe soarem bem, fique à vontade para não segui-las. Pode parar de ler. 

Entretanto, se você for sério em relação à sua carreira, deve aproveitar as confraternizações. São oportunidades de fazer contatos, resgatar a comunicação que ficou abalada por algum evento no decorrer do ano e até mesmo reforçar sua imagem perante o alto escalão.

As dicas são as seguintes:

1) Atenção ao horário de início da festa, caso esteja prevista alguma cerimônia no evento. Prestigiar a mensagem dos diretores da empresa é um sinal de respeito e cortesia.

2) Observe se o convite permite levar acompanhante. Não fica bem quebrar essa regra e, se o fizer, a pessoa que estiver com você com certeza estará totalmente fora do contexto.

3) Seja moderado: não exagere na bebida. Ficar embriagado e ser inconveniente em uma festa na qual seu chefe e pares estejam presentes não faz bem para sua carreira. Gera margem para interpretações negativas a seu respeito.

4) Não faça comentários depreciativos sobre a empresa ou os colegas. Fazer isso é o maior prejuízo que você pode causar para sua própria imagem. Certa vez, em uma festa, o mecânico de uma companhia aérea, embriagado, exclamou em meio a uma roda de amigos: "Se as pessoas soubessem como é feita a manutenção das aeronaves da empresa, jamais voariam." No grupo, estava a esposa de um empresário que acabara de fechar contrato em uma localidade para onde precisaria viajar por vários meses. Resultado: o contrato foi alterado por causa dessa conversa. Um comentário subjetivo, mas como quem o fez era profissional da empresa, foi assumido como verdade absoluta. Ainda mais quando se trata de uma questão de segurança.

5) Cuide da sua imagem. A menos que o encontro seja, por exemplo, temático ou festa à fantasia, vista-se socialmente. Principalmente se estiver presente o alto escalão da empresa. Afinal, o que transmitimos uns aos outros a todo instante é a nossa credibilidade. Esta deve estar expressa em nossa imagem, que deve combinar seriedade, elegância e estilo na dose certa. 

6) Ainda com relação à sua imagem: é claro que você deve levar em conta a cultura da empresa. Não apareça de terno e gravata na festa de uma companhia que vende materiais para a prática de esportes radicais. Nem deixe sua nova tatuagem de fora, se você trabalha em uma organização muito tradicional. Pense nisso!

7) Cumprimente e converse com o alto escalão da empresa. Arrisque-se. Nas festas em que estejam presentes os diretores, converse com eles. Cumprimente-os pelo evento e não tenha medo de puxar papo, para descobrir seus hobbies e assuntos de interesse. Se você quiser subir na carreira, alguém tem de puxá-lo, você não pode fazer isso sozinho. Networking na empresa é tão importante quanto fora dela. Conheço pessoas que se vangloriam de cumprimentar as recepcionistas e os seguranças da empresa – ainda bem, são pessoas que de fato merecem todo o nosso respeito. Mas são incapazes de dar bom-dia ao presidente. A propósito, agradeça pelo evento. Não se comporte como se fosse uma obrigação da empresa oferecer a festa de final de ano. Seja cordial e reconheça os esforços daqueles que organizaram e permitiram que ela ocorresse.

8) Conheça pessoas de outros departamentos. Principalmente se você pretende mudar de carreira e quer fazê-lo na própria empresa. Não são todas as organizações que permitem isso. Mas, por vezes, você é do departamento de engenharia e gostaria muito de passar para vendas, por exemplo. A festa é um momento excelente para você conhecer os profissionais desse setor e conversar com eles. Trocar ideias e começar ou estreitar um relacionamento que poderá facilitar uma oportunidade de mudar de área.

9) Não faça nada que você não faria no Jornal Nacional. Devido aos celulares com câmeras e as redes sociais, tudo que você fizer pode se tornar público. E para sempre. Cuide de sua imagem e seu comportamento, não faça nada que possa lhe causar constrangimentos futuros por aparecer no Orkut, Facebook, YouTube ou Twitter. Acostume-se a gerir sua imagem.

10) Lembre-se, é apenas uma festa. O fato de você estar rodeado de colegas de trabalho não significa que tenha de falar sobre o serviço. A menos que você queira aproveitar a oportunidade para diminuir o estresse no relacionamento com outro profissional. Mas seja breve. Uma pessoa que só sabe conversar sobre o trabalho pode se tornar cansativa, principalmente em uma confraternização.Divirta-se! 

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Post publicado em 13 de Dezembro de 2010 | 14:47h
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Não importa o que você faça, sempre será criticado
Silvio Celestino é Consultor organizacional e senior partner da Alliance Coaching


Não é muito comum ver o técnico Bernardinho ter de responder a críticas pelo seu modo de gerir a seleção brasileira de vôlei. Quando ele decidiu que seria favorável ao Brasil perder para a Bulgária, a fim de ter um caminho mais fácil para o campeonato mundial de vôlei, recebeu comentários e opiniões negativas. Entretanto, a estratégia revelou-se apropriada para conquistar mais esse título para o Brasil. Existe um aprendizado importante nesse evento: na sua trajetória profissional, não importa o que você faça, sempre será criticado. Saber lidar com as críticas é uma habilidade fundamental para sua carreira, principalmente para quem almeja um cargo de liderança.




Elas vêm de todos os lados: quando não alcança o resultado financeiro, o acionista é duro com você. Quando alcança, o chefe diz que você se esqueceu das pessoas. Se cuida das pessoas, os diretores reclamam que você é muito bonzinho. Se apresenta sua opinião de forma assertiva, dizem que você é ríspido. Se aceita a opinião dos outros, que não se impõe. E, quando mostra os resultados esperados, perguntam se os fins justificam os meios! 




Não importa o que você faça, sempre será criticado. Acostume-se a isso. 




Um fator importante para lidar com as críticas é ter consciência de qual é o propósito de sua ação ou fala. Isto é, saber por que faz algo. Isso é uma forma de proteger-se das críticas, que em geral têm como propósito afirmar de modo subjetivo que você está errado por fazer algo. E, toda vez que entramos em uma conversa subjetiva, estamos diante de uma discussão, não de um debate. A diferença é que o debate é pautado por fatos, análises, por números e evidências do tema do diálogo. Já a discussão é recheada de emoções e subjetividade.




As críticas vindas de seu gerente são as com que você deve tomar mais cuidado. São as responsáveis por grandes frustrações. Infelizmente, alguns gestores têm a crença de que, se criticarem sua equipe ou um membro dela, estão contribuindo para seu desenvolvimento. Enganam-se. A crítica de um chefe causa mais destruição na energia e na autoconfiança do profissional do que se imagina. 




O líder deve ter consciência de que seu principal papel é formar outros líderes. Nesse sentido, quando acontece algo que não deveria ocorrer, ele deve dar um feedback, que é uma competência pautada em propósitos da empresa, da tarefa ou do departamento, e não em opiniões, rótulos e emoções destrutivas. Se um líder não sabe a diferença entre um feedback e uma crítica, não deveria estar nessa posição. Lembre-se de que, em geral, quem critica não tem compromisso com o resultado e não será cobrado por ele. Você, sim.




Portanto, ao fazer ou dizer algo, pense antes no seguinte: qual é o seu propósito? Essa deve ser sua linha para escolher as ações. Evite querer estar certo ou errado diante de algum tema. Ambas as afirmações são subjetivas, sujeitas a interpretações e normalmente carregadas de emoções. Lamentavelmente, muitas atrocidades são cometidas por pessoas que querem estar certas, mas na verdade estão emocionalmente descontroladas.




Por tudo isso, conhecer o propósito da empresa e do departamento em que você trabalha, para ver se estão alinhados ao seu objetivo de carreira – e mesmo de vida –, é uma análise que deve ser permanente em sua trajetória profissional. É muito difícil desenvolver sua profissão, se a todo instante você se vê forçado a fazer coisas com as quais não concorda, ou cujo propósito único é obter resultados financeiros. 




Você terá maior capacidade de lidar com as críticas quanto maior for sua consciência do seu propósito.




Mas as críticas estarão sempre presentes, não importa quais sejam suas ações. Vamos em frente!




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Post publicado em 16 de Novembro de 2010 | 14:53h
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Mineiros do Chile: reflexões sobre a cultura das empresas
Silvio Celestino é Consultor organizacional e senior partner da Alliance Coaching
Quando em 2.006 atendi pela primeira vez em coaching um gestor responsável por 290 mineiros vi pessoalmente os rigores e perigos desta profissão. A mineração subterrânea é uma atividade com riscos inimagináveis para as pessoas que trabalham em escritórios nas cidades. O gigantismo das máquinas, a operação ininterrupta e as possibilidades de acidente a cada instante colocam todos em estado de alerta permanente. Ainda me lembro o quanto esse gestor era criticado por demitir profissionais que não seguiam as regras de segurança – era considerado rígido demais e com a escassez de mão-de-obra essa atitude fazia com que certas operações ficassem comprometidas. 

Havia uma orientação por parte da diretoria de que as atividades deveriam ser interrompidas quando houvesse risco de morte para os mineiros. Mas, a mesma diretoria estabelecia métricas de desempenho que diminuiam o bônus dos gerentes caso a mina não produzisse o que era esperado. O resultado é que nenhum deles se atrevia a parar as operações por causa de risco de acidente. São nesses momentos que a cultura da empresa se mostra: o que ela não está disposta a fazer em nome do lucro?

Quando uma empresa com 6.000 funcionários, por exemplo, perde um deles por conta de um acidente, estatisticamente é um número pequeno. Entretanto, se pararmos para refletir, este indivíduo é filho, pai ou marido de alguém. O que essas pessoas pensam desse "número pequeno"? Quem gostaria de vivenciá-lo?

O que observamos nas empresas é uma cultura de processos para a segurança. O que é positivo, pois o conhecimento de como fazer uma atividade de forma a minimizar riscos é um fator evidente para redução de acidentes. 

Entretanto, o motivo pelo qual alguém não é capaz de seguir de forma constante e consistente o procedimento seguro é uma assunto de liderança. O que impede uma pessoa de ter foco nestas operações são questões que fogem à esfera profissional e exigem que o líder se interesse em conhecer o momento do indivíduo. Estar atento ao seu comportamento não significa somente observar se está seguindo as regras de segurança e puni-lo quando não estiver. Mas, interessar-se genuinamente sobre as questões que o impedem de focalizá-las.

É muito comum em processos de coaching – processos de desenvolvimento de líderes empresariais – ouvir motivos para não se fazer isto: falta de tempo, intromissão na vida particular do profissional, ter de se tornar um "psicólogo" do trabalhador, entre outros. 

Entretanto, já vi líderes obter resultados extraordinários ao desenvolver sua capacidade de ouvir e contribuir para a vida e o desenvolvimento do profissional de forma abrangente. Isto significou reduzir a zero o número de mortes e a quase zero de acidentes em unidades com histórico de óbitos e ferimentos graves frequentes.

A cultura de uma empresa é expressa em três elementos fundamentais: sistemas, símbolos e comportamentos. Por exemplo:

Os sistemas de gestão de riscos, de mensuração de resultados e bonificação dos gestores indicam o que é valorizado na organização.

Os símbolos expressos pela existência de vaga reservada no estacionamento, mas também por quanto de tempo é dedicado nas reunião para quais temas, as formas como os empregados são admitidos e demitidos, representam como as pessoas são vistas pela empresa.

Os comportamentos reforçados pela companhia demonstram o que de fato é importante. Na liderança observamos se o que é comunicado é o mesmo que é praticado. Integridade dos líderes ainda é um item escasso nas organizações.

As reflexões provocadas por esses 33 mineiros e os 70 dias que permaneceram presos a 700 metros de profundidade podem servir de referência a muitas ações que coloquem a resposta a essa a pergunta na agenda das empresas: o que não estamos dispostos a fazer em nome do lucro?

Aos mineiros e sua história extraordinária, minha saudação pela audácia de não sucumbir e de materializar as palavras de Winston Churchill: "Nunca, nunca, nunca desista!"

Vamos em frente!

Silvio Celestino
Consultor organizacional e senior partner da Alliance Coaching

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Post publicado em 15 de Outubro de 2010 | 17:39h
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Bons Líderes formam bons líderes, não bons seguidores
Silvio Celestino é Consultor organizacional e senior partner da Alliance Coaching
Bons líderes formam bons líderes, não bons seguidores. Uma organização somente existirá daqui a 5 ou 10 anos se formar gestores capazes de conduzi-la. Entretanto, é comum observar líderes, principalmente os de origem técnica, envolvidos quase exclusivamente com questões operacionais. O resultado é que suas agendas se sobrecarregam com problemas de curto prazo, e não sobra tempo para planejar a mais relevante de suas funções: a formação de novas lideranças. Como consequência, os profissionais submetidos a uma gestão muito operacional não exercitam sua iniciativa, porque só sabem aguardar instruções do principal gestor diante de qualquer problema. Por vezes, há um culto exagerado às qualidades do líder, como se suas capacidades fossem extraordinárias e a única razão do sucesso da empresa. Instala-se então o senso comum de que ser um bom seguidor é o melhor caminho para desenvolver-se na corporação.

Quando uma empresa forma bons seguidores, estes cumprem de forma apropriada as ordens que lhes são dadas, mas não desenvolvem o próprio poder de observação, reflexão e atitude. Isso gera um risco enorme para suas carreiras, mesmo quando fazem tudo o que é solicitado.

Certa vez, um grande grupo nacional se orgulhava de dizer que seus investimentos seriam sempre no Brasil e, portanto, seus executivos se esmeravam em conhecer e refletir sobre a exploração do mercado brasileiro. Entretanto, as circunstâncias mudaram abruptamente, e o grupo que antes abria o mapa do País para decidir seus investimentos começou a desdobrar o mapa-múndi. A consequência é que tiveram de contratar executivos externos para liderar a empresa, pois em seus quadros não havia pessoal qualificado para negociar em inglês. Afinal, todos seguiam à risca a instrução de se concentrar no Brasil.

O problema de se formar bons seguidores é que adquirem comportamento disfuncionais no longo prazo. Isto é, se a empresa exigir repentinamente renovação devido às transformações econômicas, eles provavelmente não estarão preparados, pois estão sempre à espera de instruções para depois agir. Até mesmo ao seu autodesenvolvimento. Além disso, é provável que tenham se tornado resistentes às mudanças.

Por outro lado, se a organização se concentrar em formar novos líderes, irá paulatinamente construir uma cultura na qual os gestores são desenvolvidos para observar, refletir e agir orientados pelo propósito da empresa. Quando isso ocorre, aumenta a capacidade do indivíduo de prever e preparar-se para os altos e baixos do empreendimento e da própria economia. Ele sabe que suas habilidades e seu conhecimento somente serão úteis se forem aprimorados continuamente e adaptados às transformações do mercado. 
Mais que admirar as competências do principal gestor, o  novo líder deve contextualizá-las e se desenvolver para ter capacidade de liderar sua própria carreira e a empresa. E sempre com os olhos no futuro e não no passado. 

Um bom líder possui propósitos construtivos e valores elevados. Acima de tudo, investe para que a empresa tenha base desses valores e não na sua personalidade. Por isso, é capaz de transmiti-los de forma marcante, relevante e inspiradora para os novos gestores. É assim que a organização viverá por muito tempo.

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Post publicado em 07 de Outubro de 2010 | 18:13h
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Empregados empreendedores?

Alguns presidentes de empresas ultimamente têm pedido a seus departamentos de RH que transformem os empregados em “donos da empresa”. Esta é a expressão que usam, com o significado de que querem que seus profissionais se preocupem genuinamente com os clientes, os custos (principalmente) e os processos da organização. Embora recomende que a pessoa veja sua carreira profissional como um empreendimento, observo que, em alguns casos, a empresa tem a sorte de seus empregados não se comportarem assim. Senão, vejamos:

a) Qual a oportunidade que a empresa oferece? Se for para o funcionário se comportar como empreendedor, é importante que ele avalie se a empresa é de fato uma oportunidade interessante. Está crescendo? É lucrativa? Como afirma Warren Buffett: escolha empresas lucrativas. Trabalhar em uma organização com lucro baixo é o mesmo que ter uma passagem em um trem de carga para o fim do mundo. Em uma empresa lucrativa, é como ter um bilhete de primeira classe para Shangri-Lá.

Muitas empresas que primam pelo baixo custo das operações a qualquer preço tornam a vida dos empregados tão desconfortável e sem recursos, que é um verdadeiro milagre que estes acordem todos os dias para ir ao trabalho. A redução de despesas somente é funcional até o ponto em que não comprometa a humanidade e o moral das pessoas. Qualquer um é capaz de cortar custos, e os gestores excelentes buscam aumentar as receitas e manter-se competitivos.

b) Qual é o retorno do seu investimento? Se você pensa como investidor, tem de pensar que está dedicando boa parte do seu tempo para a empresa. Quanto espera ter de retorno pelo que investiu, em termos de estudo e horas de dedicação ao trabalho? Quanto você ganharia se estivesse fazendo outra coisa ou trabalhando em outro lugar?

O bom profissional sabe o quanto gastou com seus estudos, em dinheiro e tempo, e o quanto pretende ter de retorno em padrão de vida. A empresa em que você trabalha está proporcionando receitas salariais de acordo com os resultados que você está entregando? Afinal, com uma taxa de juros de 10,75% ao ano, seu investimento tem de dar um bom retorno para justificá-lo.

c) Dinheiro não é tudo. Se você tem o sucesso financeiro que deseja, nesse caso a pergunta a ser respondida é: como anda sua satisfação com a própria vida? Afinal, sucesso não traz felicidade, mas permite a você chorar em Roma, Paris, Milão, Nova York...

Uma empresa na qual você tem tudo, menos a vida que deseja, é um lugar a ser questionado. Não menos importante, lembre-se de que a vida evolui em ciclos, e aquilo que pode ter sido uma boa oportunidade no passado, no presente pode ser um problema. Pense em qual será o próximo capítulo da sua vida, se a empresa em que você se encontra oferece uma oportunidade para esse roteiro acontecer.

Como mencionei no início, em alguns casos as companhias têm a sorte de que seus empregados não pensem como donos de empresas.

Vamos em frente!

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Silvio Celestino
Consultor organizacional e senior partner da Alliance Coaching

Post publicado em 03 de Setembro de 2010 | 20:07h
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A difícil arte de formar o líder vindo da carreira técnica
Gerenciar pessoas passa a ser o maior desafio

Por vezes a promoção de um profissional a um cargo de liderança faz a empresa perder um técnico nota 10 e ganhar um líder nota 1.  Existem muitos fatores a se considerar, quando decidimos promover alguém a um posto no qual será responsável por pessoas e pela obtenção de resultados por meio delas. O principal é despertar no indivíduo sua capacidade de sair da esfera técnica e interessar-se em desenvolver outros funcionários e integrá-los aos propósitos da empresa e, principalmente, dos clientes.

O desafio começa quando observamos que, em sua vida voltada para máquinas e processos, o profissional evolui adquirindo o conhecimento clássico, aquele que pode ser obtido em livros ou cursos. Seu mundo possui uma lógica expressa por uma sequência de ações que, quando repetidas, produzem o mesmo resultado. Por isso, a segurança de um indivíduo oriundo da carreira técnica está em seu conhecimento. Quanto mais sólido for, quanto mais profundo e preciso, maior a velocidade com que ele conseguirá resolver os problemas que lhe são apresentados. Mais que isso, vai se sentir mais valioso para a empresa e para si mesmo.

Entretanto, ao ingressar na carreira de liderança, as máquinas e os processos vão para o cenário, ou seja, o indivíduo deixa de interagir com eles e passa a lidar com pessoas de um modo muito específic obter resultados por meio delas. Nesse contexto, o conhecimento clássico já não conta tanto, pois cada indivíduo é único e, portanto, a melhor forma de conhecê-lo é conversar com ele, observar suas ações e refletir sobre seus propósitos. Que podem mudar de um momento para outro, e por fatores desconhecidos, por estar fora da esfera profissional. Além disso, nem todos os comportamentos são lógicos, o que é incompreensível para os formados apenas tecnicamente. Para piorar, um colaborador, antes estimulado por uma frase inspiradora do novo líder, agora considera essa mensagem enfadonha e desmotivadora.

E, finalmente, chega o fator de maior complexidade para o técnico em cargo de liderança: a emoção.

O ser humano é uma “máquina” geradora de emoções. Se, em um dado instante, apresentar uma “disfunção”, seu trabalho e, por vezes, da equipe estará irremediavelmente perdido. Nesse fator, reside a maior parte do dispêndio de energia do líder, seu estresse e, no longo prazo, seu esgotamento. Por exemplo, um engenheiro que “dirigia-se a um computador” com palavrões quando este demorava para responder a um comando, ao tomar a mesma atitude com um de seus liderados, gera as condições para que este produza medo e se paralise. Um técnico que conseguia consertar velozmente vários equipamentos ao mesmo tempo, ao tentar fazer sua equipe realizar muitos projetos em paralelo, gera as condições para que ela fique frustrada, ansiosa e estressada. Nesses exemplos, o resultado fica comprometido por sua não realização, qualidade ou atraso. É quando o líder tem de enfrentar a mais difícil das emoções: a sua própria.

O desenvolvimento intelectual na carreira técnica faz o indivíduo acreditar que tudo pode ser aprendido estudando e lendo. Na verdade, por maior que seja seu conhecimento sobre inteligência emocional, e há muitos livros consagrados a esse respeito, se a pessoa não se sujeitar à interação com outros, com o propósito de dominar suas emoções e amadurecer, dificilmente conseguirá exercer a liderança sem tornar-se “disfuncional”.

Nas organizações, observamos gestores, até mesmo no mais alto posto da empresa, que são capazes de gerar excelentes resultados financeiros, mas estão profundamente estressados, alguns com doenças em decorrência disso. Lamentavelmente em muitos casos, são eficientes profissionalmente, mas ineficientes na vida pessoal, o que é uma forma terrível de fracasso.

A passagem da carreira técnica para a de liderança exige que o indivíduo se exponha a experiências que possam aprimorá-lo no trato das emoções, principalmente nos momentos críticos, que são aqueles nos quais os resultados não estão acontecendo, o clima organizacional está negativo ou há uma crise em curso. A capacidade de dominá-las e lidar com as dos subordinados, superiores, pares e clientes desempenha um papel fundamental nessas ocasiões, e é um fator-chave para o desenvolvimento de sua carreira.

Nestes quase dez anos de experiência como coach de líderes empresariais, observo que o papel da empresa é oferecer um sistema que permita a existência de um fluxo constante de novas lideranças (pipeline de líderes). Nele, de acordo com o nível hierárquico da pessoa, ela tem acesso a palestras, workshops e cursos que a despertem para essas questões de autodesenvolvimento, emoções e maturidade. Mas, a partir de certo ponto da carreira, tem a possibilidade de submeter-se a uma metodologia específica de formação de liderança: o coaching. Em linhas gerais, é o processo de desenvolvimento de competências do líder, e que pode ser utilizado também de forma abrangente, para que o indivíduo possa desenvolver outras esferas de sua vida.

Entretanto, todas essas ações devem ser integradas à estratégia da empresa, de forma a auxiliar o profissional a, paulatinamente, ter uma visão cada vez maior de si mesmo e de seu papel diante dos desafios da corporação. Apesar da relevância incontestável da carreira técnica, o que se espera de um profissional, ao chegar à maturidade, é que seja capaz de se responsabilizar por pessoas e desenvolvê-las. Daí a importância de todos se inspirarem para enfrentar este desafio fundamental para as organizações e o País: a formação de líderes.

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Post publicado em 23 de Julho de 2010 | 17:08h
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Sílvio Celestino

Consultor Organizacional e Senior Partner da Alliance Coaching

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