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Qual é o preço que você paga pela mobilidade?
Na busca pelo equilíbrio entre eficiência e custos menores, algumas organizações deslizam na introdução de tecnologias
Atualmente, a maioria das empresas procura maneiras de melhorar a eficiência de suas operações, mantendo os custos baixos sempre que possível. E a tecnologia é uma excelente maneira de conseguir isso. Entretanto, algumas organizações cometem o erro de introduzir novas tecnologias sem considerar totalmente o efeito que elas podem ter sobre os negócios. Um risco em potencial está relacionado à mobilidade.

Permitir que os funcionários trabalhem com smartphones e tablets - sejam pessoais ou corporativos, pertencentes à empresa ou ao funcionário - pode torná-los mais produtivos. Porém, estamos tão ocupados observando esses benefícios, que deixamos de notar quanto eles custam... E como esses os custos estão aumentando!

Um estudo realizado pela Osterman Research ilustra o problema. De acordo com a pesquisa, o custo anual da mão de obra de TI para suporte a dispositivos móveis deverá aumentar 15% este ano. Isso não é nenhuma surpresa, já que mais pessoas estão usando esses dispositivos o tempo todo.

O número de funcionários que usam smartphones em organizações de médio e grande porte saltará de 41% 50% no mesmo período. Além disso, segundo a 'Pesquisa 2012 sobre a Situação da Mobilidade da Symantec', no Brasil, enquanto 67% das organizações já executam aplicações de negócios, 39% colocam a mobilidade entre os três principais riscos de TI. O custo médio anual decorrente de incidentes móveis em nosso país já ultrapassa a barreira dos R$ 600.000.

Então, como fazer para controlar os custos crescentes e fazer a mobilidade trabalhar a favor dos negócios? O segredo é gerenciar os aparelhos de forma inteligente, reduzindo gastos com suporte e baixando as despesas resultantes da violação dos dados. Como? Uma das ferramentas mais eficazes disponíveis atualmente é a de Gerenciamento de Dispositivos Móveis (MDM, na sigla em inglês), que proporciona o controle necessário sobre os equipamentos. 


Ela simplifica a distribuição de recursos por meio de funcionalidades como o repositório de aplicativos corporativos. Permite também que a TI implemente e configure controles de segurança para manter as informações protegidas após sua entrega. A empresa ainda pode bloquear e limpar remotamente aparelhos perdidos ou roubados, o que garante total controle sobre o ciclo de vida do dispositivo.

Mas e quanto aos smartphones pertencentes aos funcionários? Ultimamente, temos ouvido falar muito sobre BYOD (Bring Your Own Device ou Traga o Seu Próprio Dispositivo, em português), com os colaboradores usando o mesmo dispositivo para suas necessidades pessoais e profissionais. Mas eles não querem que o departamento de TI tenha total controle sobre dispositivos de sua propriedade. Muitas empresas permitem o BYOD, mas se dão ao direito de limpar o dispositivo inteiro – incluindo as informações pessoais – se o funcionário se desligar. 

E não é só isso: muitas organizações não dispõem de recursos para a gestão total dos dispositivos de cada funcionário. Nesse caso, o Gerenciamento de Aplicativos Móveis (MAM, na sigla em inglês) é outra opção, pois dá acesso ao dispositivo no nível do aplicativo, protegendo os aplicativos de negócios dentro de sua própria camada de segurança.

Eles ainda têm controles como autenticação, criptografia e expiração, mas os adotam no nível da aplicação, sem interferir em dados e aplicativos pessoais. O MAM também pode ser combinado com o Gerenciamento de Dispositivos Móveis como uma camada adicional de segurança em aparelhos gerenciados, a fim de evitar que os dados sejam enviados de um aplicativo confiável para outro não confiável.

Mesmo com essas soluções de proteção das informações implantadas, a proteção contra ameaças ainda é uma ferramenta valiosa para os dispositivos móveis. De acordo com o mais recente Relatório sobre Ameaças à Segurança na Internet, da Symantec, em 2011 as vulnerabilidades móveis aumentaram 93%. A proteção contra ameaças móveis pode manter os dispositivos ilesos de malware e spam. E essas soluções oferecem adicionalmente a vantagem de ajudarem a configurar os dispositivos para que estejam em conformidade com as regulamentações de cada país.

O objetivo ao usar os dispositivos móveis para trabalhar é simples: manter os custos baixos e a produtividade alta. E não deveria fazer diferença se os equipamentos pertencem ao funcionário ou à empresa. Ajuste seu foco para manter suas informações a salvo, onde quer que sejam armazenadas e acessadas. Desta forma, você poderá se preocupar menos com a infraestrutura, que, por sua vez, poderá lhe proporcionar tranquilidade mesmo com mais informações saindo do âmbito do firewall corporativo.

Post publicado em 16 de Janeiro de 2013 | 18:06h
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Wagner Tadeu

Vice-presidente da Symantec para América Latina.

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