Fim do ano foi marcado por uma 'chuva' de ciberataques

O fim do ano costuma ser uma temporada bastante ativa para cibercriminosos, mas em 2016 a situação foi pior do que o habitual, segundo revela um levantamento da Kaspersky Lab.

Entre 2014 e 2015, houve certa redução na incidência de ataques virtuais envolvendo arquivos maliciosos com foco em sistemas financeiros pelo mundo, mas, entre 2015 e o ano passado, ocorreu uma alta de 22,49%. Isso significa que 319.000 pessoas toparam com algum tipo de armadilha durante suas compras.

Esses malwares são usados para roubo de valores ou informações financeiras como nome, endereço e número de cartão de crédito. Mais de 30 famílias de cavalos de Troia direcionados a bancos serviram para esses golpes, mas a Kaspersky notou que Zbot, Nymaim, Shiotob, Gozi e Neurevt foram responsáveis por 92,35% dos ataques no período.

A data de compra que se mostrou mais intensa foi a Cyber Monday. Enquanto Black Friday e Natal causaram movimentação nos dias que as antecediam, com a Cyber Monday os golpes ocorriam na própria data, quando houve duas vezes mais usuários atingidos, em comparação com o dia anterior.

“Essa diferença no comportamento malicioso pode ser explicada pela própria natureza dos eventos. Ao contrário da Black Friday e do Natal, a Cyber Monday envolve principalmente vendas online. Por isso, é mais lógico que os criminosos foquem suas campanhas mal-intencionadas nesta data específica”, explica a empresa.





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