O hacktivista australiano Julian Assange, criador do Wikileaks, recorreu nesta quarta-feira à decisão judicial que o extraditaria para a Suécia para que ele respondesse por um suposto crime sexual cometido em 2010. Partidários de Assange afirmam que os crimes foram plantados com a intenção de prejudicar o líder do Wikileaks, que angariou inúmeros inimigos depois da liberação de mais de 250 mil documentos diplomáticos secretos dos Estados Unidos.
Há duas semanas um tribunal britânico rejeitou seus argumentos e aprovou a extradição por 5 votos contra 2. Assange tinha 14 dias para recorrer da decisão, o que foi feito na última terça-feira.
Os crimes supostamente cometidos por Assange com duas mulheres são tão polêmicos por causa de uma brecha na lei sueca, que equivale o sexo consensual sem camisinha ao estupro. Ele nega ter cometido os crimes e luta desde 2010 para não ser extraditado da Inglaterra, onde vive uma vida bastante vigiada por causa de um aparelho de monitoramento amarrado perpetuamente em sua perna.
Mesmo se perder novamente, Assange poderá apelar para que a Austrália, seu país natal, leve o caso ao Tribunal Europeu dos Direitos Humanos.
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