| divulgação |
 |
Quando decidiu pedir asilo político na embaixada equatoriana em Londres, o hacktivista Julian Assange, do Wikileaks, teria violado sua prisão domiciliar e poderá ser encarcerado por isso. É isso que declarou a política britânica nesta quarta-feira, enquanto aguarda a decisão do Equador.
De acordo com as regras, Assange não podia se afastar de sua residência sem autorização nem permanecer fora dela entre às 22h e 8h. Submetido a regras severas depois da crise internacional causada pela liberação de mais de 250 mil documentos secretos norte-americanos, o australiano também é obrigado a usar um aparelho de vigilância amarrado a sua perna.
Partidários do Wikileaks se reúnem em frente à embaixada desde que o ativista anunciou os seus planos, com faixas de apoio a Assange e pedidos ao governo equatoriano. A polícia também está em frente ao local. Se for negado o asilo, Assange provavelmente será extraditado para a Suécia, onde responderá por dois supostos crimes sexuais cometidos em 2010. Isso porque a Austrália, seu país natal, não pretende intervir em seu favor. Na Suécia, Assange deverá aguardar o seu julgamento na cadeia.
Manifestantes favoráveis ao Wikileaks afirmam que o julgamento de Assange teve motivos políticos, e que ele poderia ser futuramente extraditado para os Estados Unidos para responder por crimes contrários à segurança nacional como o vazamento de documentos secretos da guerras do Iraque e Afeganistão.
Nesta quarta-feira, a organização
Friends of Wikileaks divulgou um comunicado no qual se diz preocupada com uma futura extradição para os Estados Unidos, onde crimes contra a pátria podem ser punidos com a pena de morte.
O Equador ainda está avaliando o pedido de Assange.