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"Blade Runner" correrá nas Olimpíadas de Londres

Duplo amputado, sul-africano Oscar Pistorius será o primeiro atleta a contar com uma tecnologia corporal a correr nos Jogos
05 de Julho de 2012 | 16:15h
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Divulgação
Pistorius
Depois de enfrentar por anos uma batalha legal para abandonar a classe paraolímpica e participar das principais categorias da corrida mundial, o sul-africano Oscar Pistorius conseguiu marcar o tempo necessário para participar das Olimpíadas de Londres, que começarão no final do mês. "Hoje é o dia de que mais me orgulho em toda a minha vida”, disse o "Blade Runner" em uma coletiva de imprensa. Ele será o primeiro atleta a contar com um auxílio de uma tecnologia corporal – no caso, pernas de fibra de carbono desenvolvidas especialmente para ele – a disputar a medalha de ouro com atletas de ponta. O caso de Pistorius já causou diversas reviravoltas em cortes esportivas, que já permitiram e voltaram atrás da sua participação em evento não-paraolimpícos diversas vezes.  

O episódio é especialmente polêmico porque diversos atletas julgam que as pernas ultratecnológicas de Pistorius – chamadas 'Cheetah' - lhe dariam uma vantagem em relação a quem depende apenas das pernas com as quais nasceram. O principal argumento dos opositores do sul-africano é que as pernas em forma de gancho lhe dariam mais impulsão, o que já foi comprovado em testes realizados por entidades esportivas.

Além do fato de ser o primeiro deficiente físico a correr entre atletas normais, o caso de Pistorius também levanta tantas dúvidas porque a tecnologia biônica está em rápida evolução e poderia futuramente ajudar atletas paraolímpicos a superarem recordes e os próprios atletas sem problemas físicos.

É nisso que acredita Hugh Herr, um professor de biomecatrônica do MIT que perdeu as duas pernas em acidente em uma montanha. Com o auxílio de pernas biônicas desenvolvidas pelo seu próprio departamento, Herr voltou a escalar e hoje é um dos principais defensores do uso da tecnologia no esporte, não só para ajudar atletas deficientes quanto para permitir que o ser humano vença seus próprios limites.

"No futuro, quando tivermos sistemas realmente avançados, haverá uma espécie de perna biônica sancionada pelo comitê olímpico e que realmente poderá emular a carne e os ossos. Mas a tecnologia pode se tornar tão sofisticada que pernas biônicas podem estender o limite humano e superar a própria natureza", disse o professor ao New York Times.

E você, o que acha? Atletas com tecnologias corporais deveriam poder competir nas Olimpíadas regulares?



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