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O britânico Phil Inkly alega sofrer de uma raríssima desordem que o impediria de ficar próximo de ondas como as de sinais de celular, microondas ou televisão. Dotado da chamada hipersensibilidade eletromagnética, Inkly teve que se refugiar em um trailer, no meio do campo, para fugir da tecnologia.
Como se já não bastasse, o britânico é um técnico em tecnologia, portanto está praticamente impedido de fazer o seu trabalho. Foi justamente na lida profissional que ele começou a sentir os sintomas – como sangramentos no nariz, dores de cabeça e taquicardia – e relacioná-los à proximidade de campos eletromagnéticos como os que transmitem Wi-Fi.
"Estou vivendo tempos infernais por causa disso", diz Inkly ao
Guardian. Hoje isolado da sua família e dos seus amigos, o técnico vive em um trailer no meio da floresta e já teve muitas vezes que cozinhar em fogueiras abertas. "O mais duro é ver que as pessoas não acreditam. Você está lutando pela sua existência e todos acham que tudo vem da sua cabeça", diz.
Existe debate se a hipersensibilidade eletromagnética existe ou não e se ela deve ser aceita como doença formal. O Guardian cita estudos que indicam que entre 2% e 5% das pessoas sofrem com algum tipo de sensibilidade deste tipo, mesmo que não tão severa quanto a de Inkly.