Presidente do Equador, Rafael Correa está visitando o Rio de Janeiro por ocasião da Conferência Rio+20, que discute planos mundiais de sustentabilidade. Mas a maioria das questões de jornalistas para Correa nada tiveram a ver com o meio ambiente, e sim com o Wikileaks. Isso porque o ativista Julian Assange está desde terça-feira refugiado na embaixada equatoriana em Londres, esperando a resposta do governo sul-americano para o seu pedido de asilo político.
Correa afirmou que o país ainda não tomou a decisão, mas afirmou que ela será feita de forma "soberana" pelo Equador, que avaliará se Assange foi julgado honestamente no processo que vem sofrendo por dois supostos crimes sexuais cometidos em 2010.
O mandatário afirmou que não irá sucumbir à pressão norte-americana pela extradição de Assange para a Suécia, onde seria preso até o julgamento dos processos, mas afirmou que "por consideração" pode consultar outros países antes de se decidir.
Partidários do Wikileaks afirmam que a corte britânica que julgou a extradição de Assange teve motivações políticas. Uma possível extradição para a Suécia poderia facilitar que Assange fosse mandado futuramente para os Estados Unidos, onde responderia por crimes contra a segurança nacional. O Wikileaks revelou mais de 250 mil documentos diplomáticos norte-americanos, do mundo todo, expondo detalhes sórdidos sobre as guerras do Iraque e Afeganistão.
Questionado se acha que Assange sofre perigo de morte, Correa respondeu que "isso é o que se tem dito, que pelo tipo de delito ele pode ser condenado à pena de morte nos Estados Unidos". As informações são da Agência Brasil.
Veja as duas partes da entrevista que Julian Assange fez com Rafael Correa no começo de 2012, com legendas em português: