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Equador concederá asilo político a Julian Assange, do Wikileaks

Fonte ligada ao governo de Rafael Correa afirma que Equador aceitará receber o ativista
14 de Agosto de 2012 | 18:15h
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Reprodução
Julian Assange, WikiLeaks
Uma fonte próxima ao presidente equatoriano Rafael Correa garantiu ao jornal inglês The Guardian que o governo do país aceitará conceder asilo político ao ativista Julian Assange, hacker e criador do grupo pró-transparência Wikileaks, que poderia ser extraditado para a Suécia e responder por dois crimes sexuais que supostamente teria cometido. 

Assange se refugia desde o último dia 19 de junho na embaixada equatoriana em Londres, enquanto aguarda pela resposta prometida por Rafael Correa para depois do fim das Olimpíadas. Espera-se que a decisão seja anunciada oficialmente ao curso desta semana.

"O Equador concederá o asilo para Julian Assange", disse um representante governamental do governo em Quito, em declaração ao jornal inglês.  

O ativista é acusado por duas suecas pelos crimes de assédio sexual e estupro, alegadamente cometidos em 2010. As mulheres teriam concordado em fazer sexo com Assange, que supostamente teria se negado a usar camisinha – o que, no país escandinavo, equivale ao estupro.

Negando veemente as acusações e alegando que elas teriam sido plantadas pelos seus inimigos, Assange tenta evitar há anos ser mandado para a Suécia, mas seus esforços acabaram quando um tribunal britânico decidiu pela extradição.

O maior temor do ativista e dos defensores do Wikileaks é que uma condenação no processo possa facilitar uma futura extradição para os Estados Unidos, onde ele poderia ser julgado por crimes de guerra e inclusive receber a pena de morte.

Mesmo se conseguir o asilo equatoriano, Assange pode ter dificuldades para sair da Inglaterra, onde uma ordem judicial exige que a polícia o prenda tão logo ele deixe a embaixada. Para que fosse possível seu voo para o país sul-americano, o governo inglês teria que aceitar a alegação de que Assange é um preso político e conceder passe livre para que ele chegue até o aeroporto.

Tirando os problemas legais do seu fundador, o Wikileaks voltou à mídia nesta semana por ter ficado dez dias fora do ar, vítima de ataques DDoS. Além disso, dados roubados da companhia de segurança global Stratfor e hospedados pelo grupo revelaram o programa de espionagem TrapWire, que teria espalhado, sem avisar a ninguém, câmeras com reconhecimento facial por todas as maiores cidades dos Estados Unidos, o que também ganhou as manchetes dos principais jornais do mundo.



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