| Reprodução |
 |
O ativista australiano Julian Assange era esperado nesta sexta-feira, às 11h30, em uma delegacia de polícia de Londres. Ontem, o criador do Wikileaks recebeu uma carta das autoridades britânicas pedindo que ele começasse a pensar nos seus termos de rendição para uma futura extradição para a Suécia, onde responderia por dois supostos crimes sexuais cometidos em 2010.
Mas Assange faltou ao encontro e continua esperando uma resposta do governo do Equador ao seu pedido de asilo político.
Em uma entrevista por telefone à BBC londrina, ele afirmou que não irá se entregar para polícia da Inglaterra porque teme ser extraditado para a Suécia e, se condenado, também para os Estados Unidos. Após ajudar na divulgação de mais de 250 mil documentos diplomáticos restritos do governo norte-americano, Assange poderia até ser condenado à pena de morte no país.
"Analisando casos anteriores, tanto domesticamente quanto internacionalmente, o Reino Unido tem precedentes de extradição. Portanto, certamente eu não me apresentarei”, explicou o ativista, que se refugia na embaixada equatoriana desde o último dia 20.
Vivendo em prisão domiciliar desde o final de 2010 por causa dos vazamentos do Wikileaks, Assange foi condenado por um tribunal britânico a responder pelos crimes sexuais na Suécia, país que equivale o sexo consensual sem camisinha à prática de estupro.
Segundo Assange, "os dados da acusação são insuficientes".