O hacker australiano Julian Assange teria visitado uma embaixada equatoriana em Londres nesta terça-feira (19/06) para pedir asilo político ao país. Em novembro de 2011, o presidente equatoriano Rafael Correa foi um dos únicos líderes mundiais - ao lado do então presidente Lula - a criticar os Estados Unidos pelas ações contrárias ao Wikileaks depois da crise iniciada com o vazamento de mais de 250 mil documentos diplomáticos norte-americanos.
A informação foi dada pelo Ministro das Relações Exteriores do Equador Ricardo Patiño, que falou com a imprensa na capital Quito e garantiu que o requerimento de Assange está sendo avaliado pelo governo. O ministro afirmou que o fundador do Wikileaks enviou uma carta a Correa na qual diz estar sofrendo uma "perseguição".
Criador do Wikileaks e seu principal porta-voz, Assange perdeu o seu último recurso na semana passada e, ao que tudo indica, será mesmo extraditado para Suécia para responder por dois supostos crimes sexuais que teria cometido. Os crimes supostamente cometidos por Assange com duas mulheres são tão polêmicos por causa de uma brecha na lei sueca, que equivale o sexo consensual sem camisinha ao estupro. Ele nega ter cometido os crimes.
Defensores do Wikileaks em todo o mundo acusam a decisão da corte de ser politicamente motivada, pois poderia facilitar uma futura extradição para os Estados Unidos, onde Assange poderia responder por crimes contra a segurança nacional norte-americana por ter revelado segredos das guerras do Iraque e Afeganistão.
Em maio, Julian Assange entrevistou Rafael Correa para o programa The World Tomorrow, que apresenta em uma televisão russa. Veja o vídeo:
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