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Assim como o Brasil, os Estados Unidos também passarão por eleições em 2012, mas enquanto por aqui a escolha é por prefeitos e vereadores, lá a população vai definir o nome de seu próximo presidente. Pensando nisso, as redes sociais
Facebook e
Twitter resolveram se mexer para ajudar na disputa.
A interferência faz sentido. Nos EUA o voto não é obrigatório, mas um estudo da Pew Internet e da American Life revelou que usuários do
Facebook engajados em política são duas vezes mais propensos a saírem de casa para votar. Além disso, esses internautas têm 78% mais chances de influenciar os amigos na corrida eleitoral.
TwitterNa outra esfera, a rede de microblogs se tornou fonte tão importante como termômetro de opiniões que a disputa entre Barack Obama e Mitt Romney está sendo chamada de "eleição do Twitter". Não à toa, a contribuição do site será em forma de análise. A equipe que trada de política e governo na empresa criou o "
The Twitter Political Index", que reunirá diariamente o que conseguir de informações acerca da eleição.
Criada em parceria com o time de analistas da Topsy e com as empresas de política The Mellman Group e North Star Opinion Research, a ferramenta relaciona o nome dos candidatos com todos os 400 milhões de tweets enviados por dia sobre qualquer coisa. Então, se agora o Obama tem um placar positivo em 44, significa que postagens sobre ele são 44% mais positivas do que a média geral.
Também há um gráfico que mostra a evolução dos dois desde o dia 1 de maio, quando o embate, no Twitter, estava em 34 para Obama e 26 para Romney.
FacebookEnquanto isso, o time de Mark Zuckerberg pensou em outra forma de se envolver. Ao invés de focar no eleitorado, quer que os candidatos percebam a capacidade da rede. São
sete dicas direcionadas a quem almeja um cargo, todas com constatações do próprio site sobre o que funciona melhor por ali.
As primeiras são: tente postar uma foto em cada post, poste sempre entre 21h e 22h, e todos os dias. Além disso, eles pedem para os candidatos usarem as plataformas de anúncio do
Facebook para angariar fãs e aumentar o engajamento.
Outras dicas são envolver sua audiência nas discussões para criar uma experiência interativa e postar sempre em primeira pessoa. A última: seja multimídia.
Vocês acham que essas ajudinhas também serviriam para o Brasil? Aqui no
Olhar Digital, a relação entre política e redes sociais já foi abordada.
Confira a matéria que cita o caso da Islândia, país nórdico com 320 mil habitantes, que reescreveu sua Constituição levando em conta as plataformas colaborativas.