Quinta-feira, 26 de novembro de 2009 Busca:
Exibido em: 25/05/08

Mini impressoras fotográficas

Fotos reveladas em poucos instantes

As impressoras compactas para fotos digitais não produzem a ampliação mais barata do mercado, mas são imbatíveis em termos de conveniência

Esperar pela revelação de fotos é sempre angustiante, especialmente quando tiramos várias e queremos logo distribuí-las entre amigos, prega-las em murais ou acomoda-las em porta-retratos. Nessa hora, ir a um laboratório especializado para ter as imagens em papel, só acentua a inquietação.

Para atender a este nicho de mercado que procura um meio simples, prático e imediato de imprimir fotos, surgiram as impressoras fotográficas compactas, capazes de produzir, sem o uso de um computador, uma ampliação de 10x15 cm – o tamanho mais comum das fotografias reveladas em laboratório. Outras características interessantes desse produto são sua conveniência e facilidade de transporte.

Para ver como anda esse mercado, o Laboratório Digital desse mês testou três modelos de impressoras compactas:

 

 

cannon

 

 

- Canon Selphy CP740;

 

 

 

 

 

hp

 

 

- HP Photosmart A626;

 

 

 

 

 

sony

 

 

- Sony PictureStation DPP-FP70.

 

 

 

 

 

Impressão

No geral, as impressoras compactas utilizam uma tecnologia de impressão conhecida como dye sublimation, ou sublimação de tinta. Mas o que significa isso?

A sublimação termina baseia-se em um processo de impressão seca, fruto da ação de um cabeçal térmico que compacta quatro camadas de tinta seca em papel fotográfico de alta qualidade. Mediante a união de ciano, magenta e amarelo (as três cores básicas), forma-se a imagem a ser impressa. Depois, é colocada a quarta camada, de proteção, para assegurar durabilidade e qualidade de imagem.

Uma impressora térmica realiza processos de secagem rápida obtendo cópias com aspecto de revelações tradicionais, uma vez que utiliza as mesmas tintas dos papéis tradicionais. Portanto, a fotografia impressa com a tecnologia de sublimação de tinta que obtemos sai totalmente seca, laminada e resistente à umidade e aos raios UVA. Tanto os modelos da Canon quanto da Sony utilizam o modelo de sublimação de tinta.

A HP, por sua vez, adotou uma solução diferente, escolhendo a tecnologia de impressão jato de tinta, para que coubesse em um gabinete compacto e, por causa disso, trabalha apenas com um cartucho de tinta tricolor. A grande vantagem dessa solução está no maior rendimento do cartucho e, consequentemente, no menor custo por foto impressa se comparado à técnica de sublimação de tinta (Canon e Sony).

 

Funcionamento

No geral, todas as três impressoras analisadas trabalham do mesmo modo, ou seja, coloca-se o papel fotográfico na impressora, insere-se o cartão de memória flash, selecionam-se na tela de LCD as imagens e o número de cópias a serem impressos e, finalmente, pressiona-se o botão de imprimir. Entre os modelos analisados, todos tiveram a foto impressa em aproximadamente um minuto e meio ou menos.

Para aumentar a versatilidade, também é possível imprimir as fotos diretamente de uma câmera digital compatível com a tecnologia PictBridge (presente em todos os modelos analisados) ou ligá-lo diretamente num PC via cabo USB. Contudo, nesse caso ela se comporta como uma impressora normal que imprime apenas no formato tradicional, 10 x 15 cm.

 

 

Características gerais das impressoras analisadas

As diferenças entre os três modelos aparecem mais na capacidade de cada um de editar a imagem capturada pela câmera, corrigindo as cores ou mesmo aplicando efeitos especiais e até mesmo elementos gráficos como bordas decoradas e mensagens customizadas.

Um recurso presente em todos os modelos que nos chamou muito a atenção é o redutor de “olhos vermelhos”. O software da impressora localiza esse desagradável efeito óptico e aplica um filtro de correção exatamente nas partes afetadas. No passado, notávamos que esse recurso nem sempre funcionava corretamente, mas que nesse comparativo não apresentou problemas.

Além disso, a Photosmart A626, da HP, se destacou das concorrentes por oferecer uma interface baseada em uma tela sensível ao toque que pode ser operada com o auxílio de um dispositivo do tipo caneta (stylus). Desse modo é possível navegar de maneira mais amigável pelas opções do equipamento, além de permitir que o usuário crie produtos específicos como scrapbooks e fotos com bordas.

A PictureStation DPP-FP70 da Sony, por sua vez, aposta em uma interface mais simples e intuitiva, com recursos interessantes, como ajuste automático de imagem, e a aplicação de efeitos criativos muito parecidos com o modelo da HP.

A Selphy CP740 já aposta em um desenho mais simples e em um preço mais atrativo. Uma curiosidade de seu projeto é o fato da mesma já vir com um cabo USB 2.0 mini retrátil no próprio equipamento.

 

Sob testes

Para testar os produtos adotamos o seguinte procedimento: preparamos 10 imagens diversas em jpeg e ajustamos para 1.800 x 1.200 pixels, tamanho ideal para imprimir imagens no tamanho 10 x 15cm. Assim, a impressora não perderia tempo com ajuste de tamanho ou consumo desnecessário de memória.

Feito isso, tiramos uma média de tempo para imprimir apenas uma foto e uma seqüência de 10 fotos, o que gerou alguma variação de segundos, já que em alguns momentos, a impressora parava para esfriar a cabeça ou limpá-la.

Fizemos um teste específico para avaliar o recurso de redução de olho vermelho e alguns testes de resistência a maus tratos. Eis algumas respostas:

Velocidade - No geral, a impressora mais veloz entre os modelos analisados foi a PictureStation DPP-FP70 da Sony, que conseguiu imprimir uma foto em aproximadamente 45 segundos, contra 72,7 da Canon e 82,8 segundos da HP. Esse tempo de 82,8 segundos da HP nos surpreendeu, já que a miniaturização do mecanismo de impressão jato de tinta parece ter comprometido um pouco o seu desempenho.

Qualidade - Com relação à qualidade, podemos afirmar que não notamos diferenças significativas entre as impressões geradas pelos três modelos, a não ser sob o microscópio. De fato, a impressão a jato de tinta da Photosmart A626 ficou tão boa quanto a das concorrentes, de modo que decidimos não eleger uma melhor em relação as outras, ou seja, qualidade não é um fator de desempate nesse comparativo.

ResistênciaNos testes de resistência, submetemos as impressões a certos maus tratos que algumas fotos costumam sofrer. A primeira delas foi o teste de dobra, onde dobramos cada foto pela metade tanto para o lado de dentro como para o de fora e analisamos o vinco. Antigamente era comum as fotos impressas por sublimação de tinta descascarem nas dobras, o que não aconteceu nem na foto da Canon nem na da Sony. Na da HP também não, então o Olhar Digital considera empate técnico para os três modelos.

O segundo teste que fizemos foi deixar as fotos numa superfície plana, pingar algumas gotas de café e água sobre cada uma e deixá-las descansar por 24 horas. Depois disso, removemos o líquido restante com um papel absorvente e tentamos remover a mancha de café com um cotonete embebido em água.

Como era de se esperar, a película protetora aplicada no sistema de sublimação de tinta resistiu bem a presença da gota de água e do café de modo que ambos os líquidos puderam ser removidos sem deixar resíduos ou danificar a imagem. A HP por sua vez, absorveu tanto a gota de água quanto de café e a imagem começou a se desintegrar quando tentamos remover a mancha de café, piorando ainda mais a situação.

Nesse caso a vantagem da tecnologia da Canon e Sony foi evidente. Fizemos esses testes e, mesmo passadas mais de 24 horas, a tinta do carimbo não se fixou nas fotos da Canon e da Sony, sendo perfeitamente absorvida na foto da HP. Curiosamente, a tinta de caneta se fixou bem em todas as imagens.

 

Nossas conclusões

Concluímos que a HP Photosmart A626 (R$ 699) é a escolha do mês do Olhar Digital, oferecendo a melhor combinação de preço, conjunto de recursos e desempenho e o menor custo por foto impressa (0,83), principalmente quando usado com os pacotes econômicos formados por um cartucho de tinta e 120 folhas de papel fotográfico (R$ 99,90).

Entretanto, notamos que a foto a jato de tinta, que é o caso da vencedora, tem limitações, em especial na sua capacidade de absorver líquidos, o que pode ser usado tanto a favor, quanto contra.

Se a preocupação do usuário está na preservação da imagem, nossa recomendação é para a PictureStation DPP-FP70 da Sony (R$ 799) que, apesar do preço bem maior, consegue quebrar um velho mito que impressão de sublimação de tinta é cara. Utilizando seu pacote econômico de 120 fotos (SVM-F120P), é possível imprimir imagens a um preço muito próximo ao da HP (R$ 0,99).

Por fim, a impressora compacta Selphy da Canon (R$ 399) é um produto simpático, pequeno e até mais barato que seus concorrentes, mas peca no custo dos suprimentos de impressão que resultam em um custo por foto impressa (R$1,60) bem acima dos seus concorrentes. De qualquer modo, pode ser uma alternativa interessante para aqueles que imprimem pouco.



 

Material complementar: TC_impfoto_2008_final.pdf (14 KB)
Descrição: Conclusões
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