Para responder a esta pergunta, convidamos o fotógrafo Roberto Oya para comparar dois smartphones e uma câmera fotográfica digital. Visitamos o “Beco do Batman”, uma viela cheia de grafites na Vila Madalena, em São Paulo; uma espécie de galeria de arte a céu aberto.
Nosso repórter, que também é fotógrafo, entrou na brincadeira e aproveitou a oportunidade para fazer alguns cliques. A primeira impressão foi unânime: o reflexo nas telas dos smartphones atrapalhou um pouco na hora de fotografar. Talvez em outra condição de luz isso não acontecesse, mas debaixo desse sol – ao meio dia – os dois acharam que ficou difícil enxergar a tela do aparelho. Já na câmera, com um visor bem menor e com certo desnível do corpo da máquina, esse problema não ocorreu. Ou seja, nesse quesito, ponto para as câmeras.
Outra diferença notável é a velocidade de processamento dos smartphones. Em alguns casos, principalmente em fotos com movimento, a câmera foi mais lenta e acabou perdendo o momento. Isso, mesmo para fotógrafos amadores, é inaceitável. Aqui, então, ponto para os celulares.
No quesito qualidade, um empate técnico. Ambos os celulares testados trazem câmeras com 8 megapixels de resolução. A câmera usada tinha 7.2 megapixels. Essa diferença não foi relevante, mas serviu para mostrar que, sim, muitos smartphones já trazem câmeras com qualidade até superior a algumas câmeras digitais mais simples.
Agora, um ponto incontestável é a praticidade...
Hoje, a maioria das câmeras digitais trazem opções de filtros para o usuário brincar com as imagens. Opções como fotos em sépia ou preto e branco estão disponíveis em quase todos os equipamentos. Mas, neste ponto, os smartphones vão muito além. Já de fábrica, eles trazem algumas opções, mas com a possibilidade de baixar aplicativos para edição de imagens, as opções de filtros são inúmeras. E uma função em especial surpreendeu o nosso convidado.
Para quem nunca ouviu falar, HDR é uma tecnologia que produz simultaneamente três imagens em diferentes exposições – uma mais clara, uma mais escura e outra intermediária; a função combina as imagens automaticamente para criar uma fotografia mais próxima do que é visto pelo nosso olho; ou seja, com mais detalhes nas sombras e nos pontos luminosos do que uma imagem padrão.
Ah, não podemos esquecer a possibilidade que os smartphones oferecem de compartilhar seu clique em tempo real. Com conexões Wi-Fi ou 3G, os celulares permitem que você divida sua experiência com os amigos quase que instantaneamente. Já nas câmeras é preciso descarregar as imagens no computador para depois publicá-las onde quer que seja...
Levando em conta essa experiência, tanto nosso repórter quanto o fotógrafo convidado chegaram à seguinte conclusão:
E você, o que acha dessa discussão? Já aposentou sua câmera ou acha que ela ainda é indispensável? Vale lembrar mais uma vez que estamos falando de fotografias amadoras, não profissionais; aí são outros quinhentos! Acesse olhardigital.com.br e deixe sua opinião nos comentários. Sua participação é importante... faça parte da galera que mais curte tecnologia no país.