O Brasil é a bola da vez, pelo menos no que diz respeito a tecnologia embarcada. Pela primeira vez em 22 anos de existência, a maior conferência mundial de sistemas embarcados veio parar aqui, na cidade de São Paulo. Mas você faz idéia do que é isso?
Frank Soqui, gerente geral do Grupo de Sistemas Embarcados da Intel, explica: "Tecnologia embarcada tem a ver com os elementos de computação e os outros aparelhos inteligentes que você usa no seu dia-a-dia. Tem a ver com o que eles podem fazer, com a segurança e, principalmente, como eles se conectam uns com os outros."
Algumas novidades do setor foram apresentadas no evento. Desde um sistema de entretenimento e navegação para carros até uma espécie de “outdoor” inteligente, que identifica e segmenta a audiência em tempo real e sem que o consumidor sequer saiba que isso está acontecendo. O sistema é capaz de reconhecer e compilar informações sobre gênero, faixa etária, tempo de atenção e até o número de pessoas que olharam para a tela inteligente, o que possibilita a divulgação de uma publicidade dirigida para cada público.
O uso de sistemas embarcados em projetos inovadores já é realidade há algum tempo no Brasil. As urnas eletrônicas utilizadas nas últimas eleições são o principal exemplo disso. E ainda existem inúmeras oportunidades para o país na adoção de processadores embarcados de alta performance em inovações tecnológicas. "O Brasil vai precisar investir em transportes inteligentes para os Jogos Olímpicos, e nós temos ótimos exemplos de como ajudamos companhias aéreas chinesas com o uso de tecnologia embarcada", afirma Soqui.
Segundo estudo realizado pela Organização de Pesquisas e Tecnologia da OTAN - Organização do Tratado do Atlântico Norte-, o mercado de sistemas embarcados é um dos que mais cresce no mundo, movimentando atualmente mais de 31 bilhões de dólares. Com expectativas de crescimento de mais de 20% ao ano até 2015, previsões da Intel dão conta de que existirão cerca de 15 bilhões de dispositivos conectados à internet até lá – de automóveis a eletrodomésticos. "Se existe algo na sua comunidade que ainda não está conectado, em breve vai estar. Não dá mais para viver sem estar conectado. Não apenas os aparelhos. Mas as pessoas não conseguem mais viver sem estar conectadas umas às outras, à família, aos amigos, às informações e ao trabalho", conclui Frank.
Por trás de tanta inovação estão os recém-lançados transistores com estrutura 3D, um avanço científico e uma inovação histórica. São os transistores chamados Tri-Gate; com apenas 22 nanômetros, essas novas estruturas oferecem economia de energia e um ganho de performance de até 37%.
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