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A década perdida da Microsoft

Artigo demolidor da Vanity Fair afirma que Microsoft perdeu caráter inovador por excesso de burocracia
04 de Julho de 2012 | 15:00h
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Reprodução
Microsoft
A revista norte-americana Vanity Fair deste mês publicará um perfil demolidor da Microsoft, afirmando que a marca perdeu seu caráter inovador nos últimos dez anos por excesso de burocracia e decisões empresariais mal pensadas. O jornalista Kurt Eichenwald teve acesso a  e-mails internos da companhia e relata uma série de problemas estruturais, contando também com entrevistas de fontes anônimas da empresa de Redmond e de ex-funcionários.

Por enquanto, a revista liberou apenas uma prévia do artigo. A reportagem completa – com cerca de dez páginas – sairá na íntegra no próximo dia 10 de julho.

A matéria revela informações como a de que Bill Gates teria recusado o investimento em um e-reader ainda em 1998, afirmando que o produto "não parecida muito com o Windows". Brigas internas, exigência de resultados imediatos, burocracia e falta de liberdade criativa são alguns dos outros problemas relatados. Mas a principal crítica fica para o sistema de avaliação de funcionários da Microsoft:

"Todo funcionário ou ex-funcionário da Microsoft que eu entrevistei – todos – citaram o stack ranking (sistema de rankeamento de funcionários) como o processo mais destrutivo dentro da Microsoft, algo que afastou um número enorme de funcionários", explica o repórter Eichenwald.

"Se você estivesse em uma equipe de dez pessoas, você entrava no primeiro dia sabendo que, não importando se todos fossem bons, duas pessoas receberiam uma avaliação ótima, sete teriam notas medíocres e uma teria uma nota terrível. Isto leva aos funcionários focarem em competir entre si, em vez de competir contra outras empresas", disse um ex-programador da empresa.

A reportagem deixa alguns exemplos bem-sucedidos de fora – como o Xbox e a criação do Kinect – e foca nos negativos, como as tentativas mal-sucedidas de concorrer com os produtos da Apple e o fracasso nos negócios online.

O jornalista opina que o artigo – chamado "A década perdida da Microsoft" – poderia ser usado em escolas de administração como estudo das armadilhas do sucesso.


Clique aqui para ler a prévia do artigo no site da Vanity Fair (em inglês).



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