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Os chineses que nesta segunda-feira decidiram comentar ou pesquisar sobre os protestos da Praça da Paz Celestial, que aconteceram em Pequim no ano de 1989, pararam no pente fino do governo chinês. Mais uma vez, autoridades ligadas ao Partido Comunista Chinês decidiram censurar todos os resultados referentes ao massacre, que deixou pelo menos sete mil cidadãos feridos e centenas de mortos (os números oficiais nunca foram divulgados). Nesta segunda-feira (04), a revolta de estudantes completa seu 23º aniversário.
Os censores chineses não estão apenas bloqueando resultados em sites de busca como o Google ou o Baidu (o buscador mais popular do país), mas também estão restringindo os termos que os usuários podem escrever no Sino Weibo, espécie de Twitter chinês que é a principal rede social de lá. Estão sendo restringidos termos como “six four”, “23”, “never forget” (nunca se esqueça) e “candle” (vela, símbolo dos protestos). Também foi banido do Sina Weibo o emoticon que sinalizava uma vela. Logo depois, os usuários tentaram adaptar um outro, simbolizando a tocha olímpica, mas em poucos minutos o desenho estava também inacessível.
Na semana passada, o Google anunciou que passaria a destacar em sua busca quais os sites proibidos pelo governo chinês. Os resultados permitidos mostram apenas resultados gerais sobre a Praça da Paz Celestial ou Tiananmen, como artigos sobre sua localização e importância histórica.
Já o Sina Weibo mudou a sua política para retirada de conteúdo e lançou um código de conduta para seus usuários, que estipula os usuários dos microblogs não podem postar informações que contrariem os princípios constitucionais, violem a unidade a nacional, revelem segredos de Estado ou representem falsa informação. As postagens que comentam o massacre são bloqueadas com uma mensagem de erro que afirma que o "conteúdo foi bloqueado de acordo com leis relevantes, regulações e políticas" (imagem abaixo).