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China afirmou nesta quarta-feira, na Organização Mundial do Comércio (OMC), que continuará limitando a exportação das chamadas ‘terras raras’, uma série de metais que são usados em áreas de ponta da tecnologia. O país detêm praticamente o monopólio desses minérios. Com cerca de dois terços das reservas conhecidas em suas próprias terras e donos de grande parte das minas em outros países, são responsáveis por nada menos que 97% das exportações.
As chamadas ‘terras raras’ são 17 elementos químicos estruturalmente parecidos e com nomes esquisitos, usados em painéis solares, superimãs, telas touchscreen, computadores, celulares, na produção de gasolina e até na indústria de tecnologia militar.
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China teve que se explicar depois que Estados Unidos, Japão e União Europeia afirmaram na OMC que o país estava usando o meio ambiente como desculpa para a limitação na exportação. As três nações moveram uma ação contra a
China em março, acusando-a de violar acordos de livre comércio e de prejudicar a indústria.
Na verdade, a
China já há algum tempo enxerga o domínio das terras raras como uma área estratégica, tanto que em janeiro do ano passado nacionalizou 11 minas e limitou as exportações em 30 toneladas por ano, forçando um aumento de 1.000% no preço.
A Organização Mundial do Comércio ainda definirá quem está certo na disputa. Se for considerada culpada, a China for poderá receber sanções comerciais.