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Gilmar Mendes pede investigação da Wikipédia

Ministro do STF aciona Polícia Federal e acusa enciclopédia de ser muito "aparelhada"
06 de Agosto de 2012 | 13:30h
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Gilmar Mendes - Wikimedia Comm
Gilmar Mendes - Wikimedia Commons
O ministro do Superior Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes resolveu fechar o cerco à Wikipédia. De acordo com o jornalista João Bosco Rabello, do Estadão, Mendes pediu à Polícia Federal uma investigação contra a versão brasileira da enciclopédia.

Ele contestou seu verbete na página da Wikipédia com o argumento de que se trata de algo “ideológico”. O ministro sente-se incomodado pelo fato de o artigo conter seis parágrafos com denúncias, que ele contesta judicialmente, feitas pela revista Carta Capital e outros veículos. Segundo Mendes, o espaço dado a estas declarações é grande se comparado aos trechos que comentam sua carreira política.

Após não obter êxito ao acionar o conselho da enciclopédia, pedindo alterações na página, o ministro do STF apelou à PF argumentando que a Wikipédia é muito “aparelhada”. Para Mendes, os verbetes devem ser estritamente informativos sobre o biografado, dispensando quaisquer denúncias jornalísticas ou opiniões de terceiros.

Até as 13h desta segunda-feira (06/08), o artigo havia sido editado oito vezes. Inclusive, um parágrafo sobre o pedido de investigação da PF à Wikipédia chegou a ser inserido, mas já foi excluído e atualmente está em processo de discussão no site.

Veja aqui uma das versões arquivadas do verbete com trechos das denúncias da Carta Capital que incomodaram Mendes.

Contra os blogs

Ainda segundo o jornalista Rabello, paralelamente, Mendes prepara representação a Roberto Gurgel, Procurador-Geral da República, pedindo a investigação das verbas destinadas a blogs que escrevem críticas a Instituições do Estado e ao Governo em geral.

Ele se preocupa com a quantidade de verbas que empresas estatais destinam a este tipo de conteúdo. Segundo o repórter, “Gilmar argumenta que não se pode confundir a liberdade constitucional de expressão com o emprego de dinheiro público para financiar o ataque às instituições e seus representantes”.

 

 



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