A inclusão da ferramenta Ginga, que permite interatividade nos aparelhos nacionais de TV digital, pode ser adiada de junho para outubro, se depender da intenção das fabricantes de televisores do país.
De acordo com a
Agência Brasil, o presidente da Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletrônicos (Eletros), Lourival Kiçula, se reuniu ontem (01/02) com o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, para discutir um adiamento da medida que obriga a inclusão do software nos aparelhos de TV para outubro.
As empresas alegam que os testes para avaliar o software só ficarão prontos no fim de setembro, impossibilitando a inclusão dele antes disso. O governo federal quer que o Ginga esteja nas TVs digitais a partir de junho, mas a indústria afirma que isso não é viável.
O Ginga é um software livre desenvolvido no
Brasil que vai permitir interatividade do espectador com a TV, como a possibilidade de checar a programação, fazer compras e acessar informações bancárias a partir do sofá.
A indústria quer que o Ginga comece a ser incluído em 10% dos modelos de TV digital comercializados no
Brasil a partir de outubro, percentual que subiria para 50% em 2013 e 95% em 2014. O governo federal, por outro lado, quer que 75% das TVs de LCD tenham o software a partir deste ano.