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Julian Assange comemora "vitória histórica" e apoia soberania do Equador

Ativista pró-transparência pode ser preso pela polícia britânica se sair da embaixada equatoriana
16 de Agosto de 2012 | 16:45h
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Reprodução
Julian Assange, WikiLeaks
O fundador do Wikileaks, Julian Assange, falou à imprensa pela primeira vez depois que o Equador anunciou que concederia a ele um muito aguardado asilo político. Segundo relato da agência EFE, o ativista considerou a decisão uma "vitória histórica" para a liberdade de expressão, promovida por "valente nação independente latino-americana".

Refugiado na embaixada equatoriana em Londres desde o último 19 de junho, Assange fez de tudo para evitar sua extradição para a Suécia, país no qual responderia por dois duvidosos crimes sexuais cometidos em 2010. O Equador o considerou um prisioneiro político por entender que uma condenação no país escandinavo poderia facilitar uma futura extradição para os Estados Unidos, onde responderia por crimes de guerra – pela liberação de mais de 250 mil arquivos diplomáticos secretos – e poderia até pegar a pena de morte.

Depois de acompanhar o anúncio do Ministro de Relações Exteriores equatoriano, Ricardo Patiño, o refugiado político fez algumas declarações:

"Apesar de a decisão de hoje representar uma vitória histórica, nossos problemas acabam de começar. A investigação sem precedentes dos Estados Unidos contra o Wikileaks deve parar", disse o ativista, que pode ser preso pela polícia britânica se deixar a embaixada.

O australiano agradeceu "ao povo equatoriano, seu presidente Rafael Correa e seu governo", mas advertiu que "as coisas agora serão mais estressantes". "Não é nem o Reino Unido nem meu país natal, a Austrália, que está me protegendo dessa perseguição, mas uma valente nação independente latino-americana", afirmou.

Apesar de comemorar a decisão, Assange também notou que é importante lembrar da condição do soldado norte-americano Bradley Manning, que vazou os documentos para o Wikileaks e agora está preso na cadeia de segurança máxima da Baía de Guantamo, em Cuba, sem ainda ter sido julgado pelo governo dos EUA.

"A tarefa de proteger o Wikileaks, seus empregados, seus simpatizantes e suas supostas fontes continua", finalizou.



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