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Em entrevista à Reuters, a gerente de comunicação do LinkedIn, Danielle Restivo, confirmou que a rede social iniciou o processo para recrutar um presidente para a filial brasileira da empresa - que é considerada a principal rede social para uso profissional do mundo. A informação vem confirmar os
planos anunciados em julho deste ano, com exclusividade ao
Olhar Digital, pela diretora de marketing para América Latina, Nicole German.
De acordo com a notícia veiculada pela Reuters nesta sexta-feira (9/9), assim que encontrar um presidente para o Brasil, o LinkedIn está disposto a abrir um escritório local.
Na época em que concedeu a entrevista ao
Olhar Digital, há dois meses, Nicole explicou que a rede social iniciou um proceso de expansão internacional e que o objetivo era montar um plano de negócios, com o intuito de verificar a viabilidade de abertura do escritório brasileiro.
E o interesse da rede social pelo País está diretamente relacionado à expansão no número de usuários locais do LinkedIn. No balanço de resultados, divulgado em março, o País foi citado como o
mercado com o maior crescimento anual (428%) no número de usuários cadastrados pela empresa. E os brasileiros já representam mais de 3% de toda a base de aproximadamente 100 milhões de assinantes do site, que nasceu em 2002, nos Estados Unidos, com a proposta de ser uma agenda de contatos qualificados.
“A cultura do brasileiro favorece esse relacionamento em redes sociais”, pontuou a diretora de marketing para América Latina. Ela atribuiu o maior interesse dos usuários também ao bom momento da economia nacional, que favorece a troca de informações e o recrutamento de profissionais por meio da redes de relacionamentos online.
Avaliado em cerca de US$ 9 bilhões, o LinkedIn, que teve um faturamento de US$ 243 milhões em 2010, trabalha hoje com três fontes de receita: assinaturas (para que os usuários tenham acesso a recursos diferenciados da versão gratuita), anúncios online e ferramentas para recrutamento de profissionais.