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O Senado norte-americano acusou nesta quinta-feira, 20,
Microsoft e
HP de usarem unidades estrangeiras para evitar o pagamento de bilhões de dólares em impostos.
Segundo a Reuters, as empresas exploraram brechas e limites do código tributário para utilizar propriedade intelectual, royalties e taxas de licenciamento em paraísos fiscais como as ilhas Caymann.
A denúncia consta de relatório produzido pela Comissão com base em documentos internos das companhias e entrevistas com representantes das empresas. O texto resulta da investigação dos senadores Carl Levin e Tom Cobum, um democrata e um republicano.
A
Microsoft é acusada de ter movimentado US$ 21 bilhões para unidades estrangeiras, o que teria gerado economia de até US$ 4,5 bilhões em
impostos sobre produtos vendidos nos EUA. A empresa também é investigada por transferir a receita de royalties para países onde os
impostos são mais baixos, como Cingapura e Irlanda.
A
HP é suspeita de ter financiado empréstimos com brecha na lei que oferece facilidades de crédito a curto prazo, evitando que bilhões de dólares engordassem os cofres do governo.
"As práticas e truques tributários têm validade que variam do dúbio ao notável", disse o senador Carl Levin, presidente da comissão, a jornalistas.
O problema é recorrente. Segundo a Reuters, companhias norte-americanas têm cerca de US$ 1,5 trilhão em lucros em unidades estrangeiras, mas a maioria mantém seus recursos nos respectivos locais para evitar as altas taxas de seu país de origem.
Tanto
Microsoft quanto
HP negaram as acusações e disseram estar em dia com seus compromissos fiscais.