Sou bastante detalhista no que diz respeito a tecnologia "self-service" - aquelas que oferecem informações sobre produtos disponíveis nas lojas para o consumidor sem a necessidade de um atendente. Varejistas dizem que essas soluções encorajam o consumidor, assim como simplificam e melhoram a experiência de comprar. Quando visito uma loja, espero que essas soluções ajudem bastante. E parece que não estou sozinha.
De acordo com o estudo da
Aberdeen "
The 2012 Self-Service Hand-Book: The Empowered Consumer" de janeiro, a evolução dos canais de vendas e mudança nas expectativas dos clientes apontam que mais pessoas estão procurando ferramentas de compras interativas dentro de lojas. Este interesse encorajou os estabelecimentos a procurar soluções self-service para atender a demanda.
O que evolui nas tecnologias self-service? A demanda dos clientes por soluções mais inteligentes faz com que opções mais robustas surjam no mercado. Um bom exemplo disso é a Microsoft Surface, que ganhou uma nova versão recentemente.
Meu primeiro encontro com a Surface foi em uma loja da AT&T em Nova York cerca de três anos atrás. Na época, o iPhone ainda estava surgindo, assim como outros smartphones. Os consumidores queriam informações sobre os novos aparelhos, e tinham muitas dúvidas sobre eles. Nem sempre podemos conseguir todas as informações que queremos falando com vendedores, já que muitos deles estão aprendendo sobre o produto enquanto tentam vendê-lo. E é aí que entra a Surface: ela ajuda a explicar tudo o que o cliente quer saber.
Os smartphones disponíveis no estabelecimento eram expostos na mesa. O software da Surface interagia com chips presentes em cada aparelho e, a cada contato, a mesa mostrava diferentes informações, ilustrava planos de dados da operadora, e dava dicas de como mexer em cada dispositivo.
A Surface, porém, não era perfeita. Uma das grandes falhas era a falta de possibilidade de mandar por email ou SMS o que o usuário aprendia, ou no mínimo uma opção de imprimir um arquivo com todas aquelas informações.
Se por um lado o equipamento dinamizava o processo de aprendizado sobre o produto, ela não permitia levar a informação para casa para estudar melhor as opções antes de fazer o investimento.
A Surface deve ser vista por lojistas como um recado de que é importante evoluir nas soluções self-service para o consumidor. A Microsoft percebeu isso - agora, vamos ver se os lojistas também percebem.