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As 5 piores aquisições do mercado de tecnologia

Nem todas as fusões do mundo da tecnologia dão certo. Organizamos uma lista com alguns dos piores negócios já feitos
24 de Janeiro de 2013 | 16:40h
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Renato Santino

Não é sempre que uma empresa dá a sorte que a Apple teve ao adquirir a NeXT por cerca de US$ 500 milhões e trazer junto um Steve Jobs. Muitas vezes, a compra é uma bomba que explode na cara dos empresários responsáveis pelo negócio e o resultado normalmente é um prejuízo imenso.

Ao adquirir uma startup ou até mesmo uma companhia já renomada, a empresa está fazendo uma aposta em seus produtos e como eles podem ser utilizados. E muitas vezes esta aposta falha miseravelmente, causando o fim prematuro do serviço, ou uma revenda por um preço muito menor do que o valor pago. Conheça alguns dos piores casos já registrados:

MySpace foi comprado por US$ 580 milhões pela News Corp

Reprodução

O MySpace já foi grande nos Estados Unidos. Apesar de nunca ter ganhado grande relevância no Brasil, a rede social, fundada em 2003, chegou a ser o site mais acessado pelos americanos. Isso chamou a atenção do magnata Rupert Murdoch, que, por meio de sua empresa News Corp, adquiriu a página.

A intenção era utilizar a popularidade do site para atrair audiência para as outras células da corporação, como a Fox News e 20th Century Fox. Entretanto, dois fatores são considerados primordiais para o fracasso da empreitada: a popularização do Facebook e a falta de inovação no MySpace.

Depois de assumir que o negócio havia sido malfeito e que o MySpace era "mal-gerenciado em todos os níveis possíveis", a News Corp assumiu o prejuízo e vendeu a rede social por US$ 35 milhões para a Specific Media.

Geocities foi comprado por US$ 4 bilhões pelo Yahoo!
Quem se aventurou na internet do final dos anos 1990 e início dos anos 2000 certamente se lembra do Geocities, um popular serviço de hospedagem de sites na época. Aproveitando sua popularidade, o Yahoo! decidiu comprá-lo em 1999, no auge da bolha da internet, por assustadores US$ 4 bilhões.

A partir de então, a empresa pouco fez com o serviço, que deixou de ser uma 'cidade virtual', com os sites divididos em regiões relativas ao seu conteúdo, para transformá-lo em uma ferramenta de hospedagem comum. Ainda limitou o acesso às funções gratuitas, gerando a debandada dos usuários. Por fim, sua popularidade foi minguando enquanto o Yahoo! não dava mais tanta atenção ao serviço, até ser oficialmente extinto em 2009.

Palm foi comprada por US$ 1,2 bilhão pela HP
Reprodução
A intenção da HP com a compra da Palm, em 2010, era avançar no mercado de mobilidade, aproveitando a marca já estabelecida e os profissionais da empresa. Não funcionou. Na época da aquisição, a Palm já estava em baixa e seu sistema operacional de mobile, o WebOS, vinha perdendo espaço para o Android. 

A Palm não decolou como subsidiária da HP. Não conseguiu emplacar um tablet para concorrer com o iPad, assim como não emplacou na área dos smartphones. Em 2011, a HP decidiu abrir o código do WebOS, que mal conseguia sequer aparecer entre as plataformas mais usadas, quanto mais competir com iOS e Android. Em 2012, a HP decidiu partir para outro caminho e fundou a Gram, que utiliza os recursos da Palm, mas voltada para a engenharia de software.

aQuantive foi comprada por US$ 6 bilhões pela Microsoft
A Microsoft decidiu entrar com os dois pés no mercado de publicidade digital em 2007, quando pagou violentos US$ 6 bilhões pela aQuantive, que veio a se tornar uma das divisões da empresa de Redmond. Foi a maior aquisição da história da Microsoft até então, superada apenas pela compra do Skype em 2011.

Entretanto, a Microsoft não conseguiu deslanchar na área da publicidade online e viu o Google seguir tranquilo na liderança deste mercado. Dois anos após a compra, os executivos da aQuantive deixaram o cargo e a tecnologia foi descartada. Em julho de 2012, a Microsoft assumiu o prejuízo da transação, uma vez que nos 12 meses anteriores a divisão da qual a aQuantive fazia parte acumulou um prejuízo de US$ 2 bilhões.

Time Warner foi comprada pela AOL por US$ 164 bilhões
Reprodução
Esta é conhecida universalmente como a pior fusão já feita no mercado de tecnologia. Buscando entrar no ramo multimídia, a americana AOL, até então um popular serviço de internet, decidiu se unir com a multinacional Time Warner, empresa responsável por filmes e vários canais de televisão dos Estados Unidos. Para isso, desembolsou US$ 164 bilhões em 2000.

Os anos que se seguiram foram trágicos para as duas companhias, que nunca pareceram se acertar. Em 2002, a nova companhia chegou a registrar um prejuízo estonteante na casa de US$ 99 bilhões, a maior perda já registrada por uma empresa até então. Em 2005, após o Google comprar US$ 1 bilhão em 5% das ações do grupo, a companhia foi avaliada em US$ 20 bilhões. Trata-se de uma queda de 90% do valor em cinco anos.

Além disso, até 2009, quando as duas empresas finalmente se separaram, o que se viu foram demissões em massa, saídas de executivos e queda no valor das ações das companhias, que hoje valem apenas uma fração do que valiam na época da fusão.

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