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Situação da telecom no Brasil vira notícia internacional

Revista The Economist explica os últimos acontecimentos no setor e questiona se a telecom estará pronta para receber os eventos esportivos
10 de Agosto de 2012 | 15:00h
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Reprodução
Telefonia Celular
Depois de toda confusão com as operadoras Claro, Oi e TIM, as companhias de telefonia celular viraram notícia internacional. A The Economist publicou uma matéria explicando os últimos acontecimentos e questiona se as telecomunicações da maior economia da América Latina estará pronta para receber os próximos eventos esportivos.

A história começa a ser contada quando as companhias de telecom foram privatizadas, na década de 1990. O jornal lembra que, antes disso, obter uma linha telefônica fixa era desembolsar um bom dinheiro e esperar por meses, às vezes até anos. A telefonia móvel era ainda pior. Em 1998, o país ainda possui apenas quatro celulares para cada 100 pessoas.

A partir desta data que a indústria começou a investir centenas de bilhões de reais para melhorar a cobertura e reduzir os custos dos serviços. Em 2009, a TIM iniciou uma guerra por preços para conquistar clientes e aumentar sua participação no mercado. Os clientes conseguiram promoções em que podia falar sem limites com clientes da mesma empresa. Com isso, o número de consumidores da operadora aumentou 50%.

Mas a capacidade não se expandiu com a demanda. As operadoras lutaram para construir torres novas, mas as regras locais limitaram as companhias. Logo, os lucros e qualidade das chamadas caíram. Insatisfeitos, os consumidores começaram a reclamar e as operadoras ficaram na mira da Anatel.

A revista não deixou de lado a Agência Nacional de Telecomunicações e lembrou que, por aqui, também houve muita crítica em cima da agência, mesmo após o duro castigo das operadoras. A maioria das denúncias contra a Anatel foram sobre superfaturamento e a falta de capacidade do órgão regulador de monitorar a qualidade dos serviços oferecidos.

No entanto, a suspensão das vendas das operadoras é visto pelo jornal como uma maneira do governo brasileiro evitar problemas durante a Copa do Mundo de 2014 e a Ollimpíada de 2016. O veículo ainda compara: Em Londres a demanda por banda larga era sete vezes maior do que em Pequim, em 2008. As operadoras de telefonia celular da Grã-bretanha compararam as exigências atuais a quatro casamentos reais por dia durante 17 dias. Ou seja, em 2014, este número deve aumentar ainda mais. O The Economist explica, no entanto, que os leilões do espectro 4G já começaram nas cidades-sede da Copa do Mundo, portanto, é esperado que as telecomunicações do país esteja em ordem até lá.

Na sua opinião, depois deste susto as operadoras vão melhorar seus serviços? E a Anatel vai passar a investir na infraestrutura de telecom do país? Deixe sua opinião abaixo e saiba mais sobre os investimentos no setor, clicando aqui.



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