ESCOLHA SUA EDIÇÃO
Produtos Negócios Jovem

MENU

HOME GERAL / HOME NEGOCIOS / DIGITAL_NEWS

» Notícias
» Vídeos

Negócios

Digital News
Downloads
Central de Vídeos
Podcasts
TI Verde
Segurança
Trend Makers
Cloud / Virtualização

Contato

Newsletter
Facebook
Twitter
RSS

Você tem medo do SOPA?

Segundo advogado brasileiro, projeto de lei do congresso norte-americano pode exigir reestruturação de negócios de empresas que vivem da web
13 de Janeiro de 2012 | 10:09h
Compartilhe:
Imprimir


Reprodução
SOPA
Rafael Arbulu

"Para promover a prosperidade, criatividade, entretenimento e inovação através do combate ao roubo da propriedade dos EUA e outros propósitos". Esta é a súmula que define o SOPA - ou Stop Online Piracy Act, um projeto de Lei que está em votação no congresso dos Estados Unidos, que visa, segundo os próprios redatores do projeto, proteger produtores de conteúdo intelectual contra a pirataria de seus produtos.

Basicamente, o SOPA dará ao governo um papel maior na questão de violação de propriedade intelectual. Se antes um site recebia notificação de remoção de conteúdo protegido, hoje, o governo poderá exigir o bloqueio ao acesso daquele site, sob a mesma acusação.

E será que haverá aprovação? De acordo com o Dr. Victor Haikal, advogado especializado em Direito Digital do escritório Patrícia Peck Advogados, "fatalmente, ele será aprovado. O governo estadunidense está otimista quanto à validação dessa Lei". O jurista acha difícil dizer, ao menos neste primeiro momento, que o SOPA será de fato eficaz. Para ele, sem dúvida, pessoas que ganhem dinheiro através de conteúdo protegido serão penalizadas, mas o funcionamento dessa lei - ou a adoção dela - a longo prazo ainda é algo incerto.

"Ele é diferente de todos os outros métodos que combatem pirataria pela internet. É uma nova abordagem para combater uma atividade ilegal", diz Haikal, quando questionado sobre sua opinião em relação ao SOPA. "O que tinha antes era um modelo de punição de usuário, mas hoje, outros podem ser penalizados, como sites de busca, provedores de conteúdo, meios de pagamento online etc.". No que dependesse do advogado, uma solução envolvendo acordo de ambas as partes talvez fosse mais interessante: "um modelo de assinatura com taxas mensais ou anuais para órgãos internacionais, que cubram o direito de consumo do internauta, talvez seja mais viável, mas aí já se mexe com uma indústria muito forte".

Indústria essa que está em plena guerra: se dentro do Congresso a animação em relação à aprovação da Lei parece constante, o mesmo não pode ser dito para o lado de fora: gigantes do entretenimento, como gravadoras, estúdios cinematográficos e produtoras de jogos eletrônicos argumentam constantemente a favor do SOPA, uma opinião que não é partilhada por quem depende da internet para viver, como Google e Facebook. Os titãs da internet alegam que o SOPA vai, metaforicamente, aleijar os negócios online. Afinal, boa parte do que pode ser considerado "violação de direitos autorais" pelos preceitos do SOPA residem nos links patrocinados do Google, como remédios proibidos nos EUA, mas que podem ser importados sem receita de outros países.

"Para o cenário macro-econômico e jurídico presente nos EUA, já existem formas de proteger o consumo deles, o modo de vida deles", diz Viktor. "Não dá para dizer qué é injusta uma medida aprovada pelo congresso nacional deles. Dizer que o SOPA está errado, bem, não está - quem produz conteúdo tem o direito de protegê-lo da reprodução indevida. Agora, também não dá para dizer que é a forma mais correta de combate: ao invés de solucionar um problema, o congresso pode estar é trazendo outro. Essa política de brigar com a pirataria a ferro e fogo talvez não seja a melhor solução, pois as pessoas tentarão burlar isso. Se hackers lançarem satélites no espaço, por exemplo, ninguém poderá mandar na informação transmitida por ele".

Mas então, o que muda com o SOPA? O advogado explica: "ainda é válido o método de um produtor de determinado conteúdo notificar um site da infração cometida e pedir pela remoção da ofensa. Se eu pegar um clipe de uma banda, eu não tenho direito sobre ele, mas nada me impede de postá-lo no Youtube, assim como nada impede o Youtube de removê-lo mediante pedido dos reais donos do vídeo. Isso ainda não muda. O problema é quando você começa a ganhar dinheiro com isso: um link patrocinado do Facebook, por exemplo, pode apontar para um conteúdo que apresente violação de direitos autorais. Neste caso, é a rede social quem passa a ser penalizada".

Apesar desse quadro de atenção, o advogado salienta que, por mais que se diga o contrário, juridicamente falando, o Brasil não terá muito o que se preocupar com a nova Lei, ao menos por enquanto: "O que se confunde é a questão de 'fechar o site' e 'bloquear o site'. Ninguém poderá, por exemplo, mandar fechar um site, mas sim barrar o acesso a ele de um determinado ponto. Por exemplo: se um site brasileiro publicar conteúdo inapropriado, ele poderá ficar inacessível de dentro dos EUA. Não quer dizer que o site deixou de existir. É similar ao que a China faz com o Facebook, por exemplo".

Para o advogado, o combate direto pode não ser a melhor solução, o que pode afetar o SOPA a longo prazo. Na opinião de Viktor, seria muito mais interessante que a solução fosse beneficamente conjunta tanto para quem cria o conteúdo como para quem o consome. Para ele, as opiniões jurídicas sobre o SOPA são ambíguas: "como advogado, eu sou, por definição, contra tudo o que é ilegal, como a pirataria. Agora, pode criar-se um ambiente insustentável o fato de uma Lei colocar a neutralidade da internet em xeque em vista de proteger práticas que, para a sociedade, já deixaram de ser rotineiras. Este é o momento ideal para se procurar um acordo desse tipo, mas, infelizmente, este não parece ser o caminho que está sendo trilhado"

Comentários

Notícias Relacionadas

14/05/12: Game of Thrones é a série mais pirateada de 2012
30/04/12: Corte britânica barra o acesso ao Pirate Bay para 51,5 milhões de usuários
05/04/12: Hollywood e indústria musical podem criar centro para proteger copyright
28/03/12: Megaupload afirma que estúdios de Hollywood tentaram acordos com o site
27/03/12: Receita Federal faz maior apreensão de importados da história de Viracopos, Campinas
22/03/12: 'Pirataria vai matar a cultura brasileira', afirma ministra da Cultura
20/03/12: Pirate Bay quer enviar servidores para o céu
19/03/12: A mesa virou? Por erro, Kim Dotcom pode resgatar R$44 milhões confiscados
19/03/12: Pirataria: RapidShare vai ter que aumentar controle sobre arquivos hospedados, diz Corte
14/03/12: "SOPA brasileiro" é retirado após pressão no Twitter

Vídeos Relacionados

O impacto da pirataria na economia brasileira - e também no seu computador
O impacto da pirataria na economia brasileira - e também no seu computador
Mais da metade do mercado brasileiro gira em torno de softwares piratas. Veja quais os principais risco de utilizar esses programas





















Publicidade

WHITE PAPERS

Publicidade

Enquete
Você acha que é possível substituir o notebook por um tablet?

Claro, já sou um adepto dos tablets.
De jeito nenhum!

Processando...
Visite nossa página no Facebook

Publicidade

Produtos:
Digital News | Mobilidade | TI Verde | Central de Vídeos
Negócios:
Digital News | Podcasts | Trend Makers | Central de Vídeos
Jovem:
Digital News | Games | Redes Sociais | Central de Vídeos
© 2005 - 2012 Olhar Digital - Todos os direitos reservados
Anuncie  /  Sobre Nós  /  Fale Conosco  /  Trabalhe Conosco  /  Reportar Erros  /  Termos de Uso e Privacidade