"Era Jobs" na Apple chegou ao fim, diz analista

Por Redação Olhar Digital - em 19/04/2013 às 15h50

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Resumo: Simon Dumenco vê mudanças de rumo na empresa sob o comando de Tim Cook
Steve Jobs

Steve Jobs foi um fenômeno de carisma à frente da Apple, daqueles que poucos conseguem explicar. Sua morte deixou a empresa encurralada: como substituir um "ídolo"? Sem uma alternativa com tanto apelo, a companhia apostou em Tim Cook e, um ano e meio após a morte de Jobs, já é possível observar mudanças na direção da maçã e que, finalmente, a "Era Jobs" chegou ao fim.

Alguns sinais de que a Apple começou a seguir um caminho diferente já são perceptíveis, como nota em artigo o colunista de mídia do site Advertising Age Simon Dumenco.

O primeiro deles é a cinebiografia iSteve, produzida pelo grupo humorístico Funny Or Die. Apesar de estar longe de ser uma obra prima do cinema (confira nossa análise clicando aqui), a paródia mostra que já é socialmente aceitável fazer piadas e relembrar com humor da vida de Steve Jobs.

Já o segundo quesito é a contratação de Kevin Lynch para o cargo de vice-presidente de tecnologia da Apple. Para quem não conhece, Lynch era o CTO da Adobe, empresas cujas relações com a maçã foram bastante estremecidas na Era Jobs, devido à questão do Flash. A plataforma era amplamente defendida pelo novo executivo da Apple, que chegou a gravar vídeos destruindo o iPhone.

Sua chegada mostra que esta disputa é coisa do passado, e que a Apple pode estar mudando de rumos, tomando o caminho do software. Lynch se destacou com aplicações em nuvem, como o Creative Cloud, e sua contratação pode significar uma ênfase em software como um produto, e menos dependência da fabricação de dispositivos físicos.

A terceira é a informação, que já circula há algum tempo, de que a companhia pretende lançar outras versões do iPhone, com tela maior ou mais barato, para lutar por mais espaço no mercado. No passado, Jobs determinava que a empresa lançasse apenas um aparelho, sem dar opções ao consumidor.

Entretanto, o mercado atual grita cada vez mais por telas, se não gigantes, maiores do que a do iPhone. E esticar verticalmente a tela não funcionou, afirma Simon Dumenco. E a Apple precisa se adaptar, lançando aparelhos que correspondam à necessidade do público. Já foi assim com o iPad, quando a companhia apostou em uma versão menor, que tem dado até mais resultados do que o original. 


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