10 tecnologias inspiradas na ficção científica que devem ser lançadas em breve

Por Redação Olhar Digital - em 29/06/2012 às 19h00

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Resumo: Novos equipamentos inspirados pela TV e pelo cinema prometem tornar nosso cotidiano mais fácil e tecnológico

Toda vez que você assiste um filme de ficção científica, com certeza deve imaginar como seriam nossas vidas com alguns daqueles aparatos tecnológicos. São naves espaciais, acessórios, gadgets e outros eletrônicos que, apesar de parecerem uma exclusividade do cinema, podem estar mais perto da nossa realidade. Então, o que o futuro nos reserva? Conheça abaixo 10 tecnologias promissoras, inspiradas nas histórias sci-fi, que poderão estar em nosso cotidiano algum dia.

1. Chave de fenda sônica

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Na série Doctor Who, uma das ferramentas mais populares entre os personagens é uma chave de fenda sônica. Com ela, os médicos podem fazer praticamente tudo, como queimar, soldar, alterar ondas de rádio e sinais de satélite, abrir portas e até curar feridas. Agora, engenheiros da Universidade de Bristol, na Inglaterra, trabalham no primeiro protótipo real inspirado na ferramenta "faz tudo". Segundo o professor Bruce Dinkwater, o projeto já é capaz de usar forças de ultra-som para mover pequenos objetos, como células biológicas, mas obviamente não será tão polivalente quanto a chave de fenda do seriado de TV.

2. Campo de força

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É comum ver em jogos como Halo e filmes como Star Trek o uso de campos de força para se proteger de ataques e outras ameaças externas. Até então, a ferramenta não possuía condições de se tornar realidade, mas cientistas militares britânicos estão desenvolvendo novas tecnologias para criar os próprios campos de força a fim de proteger veículos blindados e até repelir fogo.

A nova armadura vai incorporar supercapacitadores que usam pulsos de energia elétrica. Ao detectar uma ameaça, a energia armazenada no supercapacitador é enviada para o revestimento de metal externo do veículo e, assim, produzir um campo eletromagnético em torno dele. O único problema é que o campo de força duraria apenas por alguns segundos, mas, se cronometrado corretamente, poderia recarregar rapidamente e salvar vidas.

3. Capa da invisibilidade

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Quem nunca quis se tornar invisível para sair por aí sem ser notado? Nos filmes e livros da saga Harry Potter isso era possível graças a uma capa de invisibilidade. Já na realidade, pesquisadores da Universidade do Texas, nos Estados Unidos, conseguiram produzir um mecanismo semelhante, que, na verdade, cria um efeito de miragem que transforma em invisível quem estiver usando o manto. Ao aquecer nanotubos de carbono ligados à eletricidade, os cientistas colocaram uma folha de papel em um recipiente com água que, ao replicar a luz ao seu redor, "desapareceu".

4. Teletransporte

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Outra ferramenta vista em Star Trek e que deve ser o sonho de 9 em cada 10 pessoas. Se fosse real, pense nas possibilidades: não haveria mais necessidade de realizar qualquer tipo de viagem (carro, ônibus, avião) e iria possibilitar acesso instantâneo e sem demoras a vários lugares. Ainda estamos longe dessa hipótese, mas o progresso no desenvolvimento dessa tecnologia existe: em 2008, cientistas da Universidade de Maryland e da Universidade de Michigan se uniram para coletar informações, e antes, em 2002, pesquisadores da Universidade Nacional da Austrália criaram o primeiro sistema de teletransporte do mundo.

O processo é complexo, mas foi feito da seguinte maneira: um par de átomos foi colocado em recipientes independentes e mantido em posição com campos elétricos. Um pulso de laser desencadeou rapidamente os átomos para emitir fótons simultaneamente, que começaram a interagir. Em seguida, os átomos adotaram as mesmas propriedades uns dos outros (mesmo estando em recipientes separados) e, ao medirem o primeiro átomo, os pesquisadores constataram que a informação codificada desapareceu e foi "teletransportada" para o segundo átomo.

5. Tricorder

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Ainda em Star Trek, outro dispositivo que pode se tornar realidade muito em breve é o Tricorder. No seriado, o aparelho manual é usado para digitalizar uma determinada área ou foco de interesse, capaz de interpretar e exibir dados a partir de um sensor de varredura e análise e gravação de informações.

Pedro Jansen, do Laboratório de Ciência Cognitiva da Universidade McMaster, no Canadá, desenvolveu um dispositivo de medição com base no modelo da série de TV. Jansen afirma que trabalha no projeto do Tricorder por vários anos e afirmou que seu modelo já pode fazer medições atmosféricas, medidas eletromagnéticas e medições espaciais de localização, distância e movimento.

6. Carro sem motorista

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Essa talvez seja uma das tecnologias que não deve demorar para ser lançada. Apesar de começar a desenvolver os primeiros modelos, que ainda precisam de vários ajustes, o Google deu o pontapé inicial e conseguiu a primeira licença oficial para testar carros autocondutores em vias públicas. Os veículos foram considerados mais seguros do que os motoristas humanos pelo governo de Nevada, nos Estados Unidos, e as primeiras unidades do automóvel podem chegar ao mercado entre 3 e 5 anos.

7. E-paper e telas flexíveis

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Não há como falar de displays sensíveis ao toque sem citar o filme Minority Report, que apresentou como deverão ser as telas do futuro. Com a chegada dos tablets e computadores cada vez menores, os Ultrabooks, não demorou muito para que esses dispositivos dessem início à produção de seus possíveis substitutos: os displays flexíveis, que devem ser presentes em boa parte dos PCs e smartphones nos próximos anos.

Em março deste ano, a LG anunciou que começou a produção em massa de uma tela flexível e dobrável de 6 polegadas com resolução de 1024 x 768 e 0,7 milímetros de espessura; ela pesa apenas 14 gramas e é resistente a arranhões e quedas de até 1,5 metro de altura. Além da LG, a Sony apresentou em junho uma nova tela OLED flexível de 9,9 polegadas. O display é altamente flexível e exibe as cores das imagens usando os sistemas RGBW e CFs. Segundo a própria Sony, a tela tem 100% mais gama de cores em padrões NTSC. No entanto, ainda não se sabe quando as empresas vão comercializar seus respectivos produtos.

8. Soldados robôs

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A Agência de Projetos de Pesquisa Avançada de Defesa dos EUA (DARPA) revelou que está gastando milhões de dólares em um projeto chamado Avatar. O nome, que não tem relação alguma com as criaturas alienígenas do filme de James Cameron, diz respeito a um projeto que vai trabalhar em interfaces e algoritmos para permitir que um soldado trabalhe em conjunto com uma máquina bípede semi-autônoma e, em casos extremos, substitua o militar humano. Resumindo: a organização está criando soldados robôs que podem ser controlados a milhares de quilômetros de distância.

9. Landspeeder

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O Landspeeder é uma nave antigravidade criada no universo Star Wars, do diretor George Lucas e que está em desenvolvimento na vida real. O australiano Chris Mallow construiu o primeiro protótipo da máquina com peças de uma motocileta e afirma que, teoricamente, será capaz de voar a uma velocidade de 183 km/h em uma altitude de até 3 mil metros. A bicicleta voadora vem equipada com um par de hélices, banco central e um pequeno tanque de combustível. Além disso, Malloy embutiu um paraquedas no veículo por questões de segurança e, em breve, vai implementar controles giroscópicos para impedir que o veículo tombe.

10. Implante de memória

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O livro de ficção científica Shadows of Honor, da escritora Lois McMaster Bujold, foi responsável por abordar diversos equipamentos tecnológicos de um futuro distante, no ano de 1986. Um deles era um biochip de memória capaz de implantar e reproduzir as lembranças que o usuáro quisesse. E hoje, essa mesma tecnologia foi testada com sucesso em ratos, que receberam um implante de eletrodos no hipocampo do cérebro - a principal área do órgão humano responsável pela memória a longo prazo.

Com o chip instalado, os ratos foram monitorados por pesquisadores da Universidade Wake Forest e da Universidade da Califórnia do Sul, que constataram ter trazido de volta uma memória perdida dos animais. Embora não tenha sido testada em humanos, a ferramenta poderá ser útil para reparar déficits de memórias decorrentes de estados como demência ou lesões cerebrais.



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