Assange deve ser protegido dos EUA, reitera advodado do ativista

Por Redação Olhar Digital - em 13/09/2012 às 15h02

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Resumo: Fundador do Wikileaks continua sem poder deixar a Embaixada do Equador
Julian Assange

O assunto esfriou, mas Julian Assange continua protagonizando um impasse diplomático entre Equador e Reino Unido. Nesta quinta-feira, 8, o advogado do criador do Wikileaks, o espanhol Baltasar Garzón, reiterou que seu cliente só se moverá quando tiver garantias de que os Estados Unidos não se envolverão no caso.

Assange está refugiado na embaixada equatoriana em Londres desde junho para não ser deportado para a Suécia, onde é acusado de ter cometido delitos sexuais. Em 16 de agosto, o governo de Quito aceitou que o ativista permaneça como asilado político por conta do temor de que ele seja enviado da Suécia aos EUA, em que poderia ser julgado por revelar milhares de documentos sigilosos sobre a atuação militar do país. Se isso acontecesse, ele estaria sujeito a penas como prisão perpétua ou até a morte.

O problema é que, embora esteja protegido na Embaixada do Equador, com todas as garantias diplomáticas que isso acarreta, o Reino Unido não quer conceder um salvo-conduto para que Assange deixe o prédio rumo ao aeroporto e saia do país.

"A nossa posição é muito clara: Julian Assange está disposto e, além disso, deve responder às acusações. Agora, elas precisam ser adequadamente formuladas na Suécia", pontuou Garzón, que segundo a EFE participa de um encontro na cidade espanhola de Servilha.


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