Cientista desenvolve célula solar com sobras de folhas e grama

Por Redação Olhar Digital - em 19/03/2012 às 16h22

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Resumo: No futuro, será possível fazer mistura com produtos químicos, pintar o telhado e produzir energia com essa "tinta"
Grama

Andreas Mershin, cientista do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), levou a sustentabilidade a sério: inventou painéis solares que usam como base pedaços cortados de grama e até folhas mortas.

Segundo o Extreme Tech, o elemento principal do processo é algo, de certa forma, óbvio. Mershin extraiu as moléculas fotossintéticas das plantas – parte responsável por transformar luz em energia – estabilizou esses elementos e os espalhou em um substrato de vidro. Assim, quando a luz atinge os painéis, os materiais presentes a absorvem, convertendo-a em eletricidade. Basicamente, foi uma troca da camada de silício das células normais pelas moléculas fotossintéticas naturais.

O cientista diz que, no futuro, será possível fazer uma mistura do novo material com produtos químicos, permitindo que se faça uma espécie de tinta que, espalhada sobre o teto ou pelas paredes de casas, pode gerar energia.

Reprodução

Por enquanto, as células têm apenas 0,1% de eficiência. Para se ter uma ideia, para se acender apenas um LED, seria necessária uma eficiência de 1% ou 2%. Porém, este é apenas o início para que novos cientistas possam aumentar a eficiência do produto. "Assim, poderemos nos tornar não apenas consumidores de eletricidade, mas produtores de eletricidade", diz.

Veja abaixo um vídeo de Andreas explicando um pouco sobre as células solares feitas de grama:



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