Das incandescentes aos LEDs: a evolução dos faróis automotivos

Por Redação Olhar Digital - em 03/02/2012 às 15h15

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Resumo: Com um mercado cada vez mais moderno e com novas soluções luminotécnicas, podemos esperar, no futuro, produtos ainda mais eficientes em termos de design e segurança para os motoristas
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Ricardo Leptich*

De todos os sentidos humanos, a visão é o mais importante para quem dirige, por isso podemos entender a importância que têm os faróis de um carro. Quem utiliza esse meio de transporte todos os dias pode não perceber o quanto precisamos da lanterna e nem como ela mudou para se adaptar aos novos modelos e às necessidades de uma sociedade marcada pela locomoção.

Desde o aparecimento das primeiras lanternas a óleo ou querosene utilizadas nas carruagens do século XIX, progredimos bastante. E o grande marco para a modernização dos faróis foi a chegada das lâmpadas incandescentes na década de 20, proveniente da tecnologia usada nas residências. O primeiro conjunto de que temos conhecimento é o farol selado, mais conhecido como "silibim".

Anos mais tarde, na década de 90, as lâmpadas de descarga de gás apareceram para modificar o setor. Com elas foi possível melhorar a visão noturna e aumentar a dirigibilidade em condições meteorológicas não favoráveis. Também foi neste período que a estética dos carros começou a ser priorizada e, com isso, viu-se uma evolução no design dos faróis, sendo apresentados modelos mais compactos e mais eficientes.

Só depois, enfim, chegamos ao mais comum atualmente: as lâmpadas halógenas. Inventadas em 1957, só entraram no mercado automotivo no fim dos anos 90. Sua tecnologia tem o mesmo princípio das incandescentes; porém são mais modernas, têm luz mais brilhante, além de serem mais econômicas e apresentarem maior vida útil. Até hoje, este é o modelo mais utilizado nos automóveis do mundo todo.

O próximo passo foi a chegada do xenon. Ao contrário das lâmpadas comuns, estes modelos não possuem filamentos frágeis e a luz é emitida pelo aquecimento do gás Xenônio, o que batiza a tecnologia. Por ter uma luz mais forte, o farol pode ser notado a uma distância maior, aumentando a segurança em ruas, estradas e vias expressas, para o condutor e os outros veículos no sentido contrário. Vale lembrar que, após uma norma do Contran, somente os carros que já têm essa tecnologia como original de fábrica estão em situação regular.

Desde 2004 temos acesso à tecnologia dos faróis com LED, que traz como vantagem a economia de energia de até 40% em comparação às lâmpadas de filamento, além de um maior tempo de vida. Com um mercado cada vez mais moderno e com novas soluções luminotécnicas, podemos esperar produtos ainda mais eficientes em termos de design e segurança para os motoristas.

Ricardo Leptich é formado em Marketing com especializações em Administração de Empresas pela FAAP e Gestão Empresarial pela FGV. Hoje, é gerente Nacional de Vendas e Marketing da Divisão de Lâmpadas Automotivas e Especiais da OSRAM do Brasil.



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