Espaçonaves são coisa do passado: empresa quer construir elevador espacial até 2050

Por Redação Olhar Digital - em 22/02/2012 às 17h38

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Resumo: Companhia japonesa planeja utilizar equipamento para operar viagens ao espaço. Você embarcaria nessa ideia?

Quem gosta de astronomia certamente deve acompanhar o destino dos humanos rumo ao espaço. Entre as notícias mais recentes, a que mais chama a atenção é sobre as viagens turísticas que serão realizadas pela Virgin Galactic, empresa do milionário Richard Branson, que vai colocar pessoas comuns em órbita entre 2012 e 2013.
 
Mas uma outra empresa parece ter planos ainda mais ambiciosos. A Obayashi Corp, uma companhia japonesa do ramo de infraestrutura responsável por projetos de engenharia bastante ousados, planeja construir um elevador com destino ao espaço onde os ocupantes vão levar pouco mais de sete dias para chegar à órbita terrestre, em um percurso de aproximadamente 36 mil quilômetros. As operações devem se iniciar daqui cerca de 40 anos, ou seja, em 2050.
 
Os engenheiros da empresa com sede em Tóquio esperam fazer avanços com o projeto "para que ele não seja simplesmente um sonho", afirmou um funcionário da Obayashi Corp ao site The Daily Yomiuri.

Reprodução

Mas como isso pode se tornar realidade? De acordo com o Digital Trends, a empresa acredita que a construção do elevador será possível graças à descoberta dos nanotubos de carbono, em 1991, que são 20 vezes mais fortes que o aço. Dessa forma, os nanotubos seriam usados para produzir os cabos necessários que colocarão o elevador em órbita.
 
O plano, nesse caso, é enviar um cabo de 96 mil km até uma espécie de estação espacial contendo laboratórios e uma sala de estar, localizada a cerca de 36 mil km da Terra - distância que corresponde a um quarto da viagem daqui até a lua. O elevador teria a capacidade de levar até 30 passageiros em cada operação e seria alimentado por motores magnéticos acoplados aos nanotubos de carbono.

O valores referentes ao negócio não foram anunciados, mas devem ser tão altos quanto a distância que será percorrida pelo elevador. Pessoas ligadas à Obayashi Corp dizem que a viabilidade do protótipo depende da cooperação de outras empresas de todo o mundo, incluindo a NASA.


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