Google vai lançar loja de música online

Por Redação Olhar Digital - em 14/10/2011 às 00h12

  • Amazon
  • Apple
  • Google
  • google music

Resumo: Empresa corre atrás do prejuízo e tenta não perder o bonde para Apple e Amazon

Nos últimos anos, o Google se acostumou a liderar tendências e inovações no mundo virtual. Agora, porém, a empresa está atrás dos competidores, correndo para não ficar de fora de um mercado multibilionário: o da música. O gigante das buscas deve lançar em breve uma loja virtual para venda de músicas online, a exemplo do que já fazem a Apple, com sua iTunes Store, e a Amazon, com seu Cloud Player. O novo serviço ainda não tem nome definido, e está sendo batizado informalmente de Google Music.

Música em novo ritmo

O mercado da música prepara-se para entrar em nova fase. Depois do declínio das vendas dos CDs em função da pirataria, passando pela dominância da Apple e sua iTunes Store (que vende faixas para download por por menos de dois dólares), estamos entrando na era dos serviços em cloud computing, em que os usuários não mais precisam baixar os arquivos, mas eles ficam à sua disposição para uso em qualquer dispositivo, em servidores espalhados mundo afora. E, nessa nova era, Apple e Amazon já deram passos importantes, enquanto o Google continua engatinhando.
Quem está à frente nesse novo cenário é a Apple. Apoiada pelo histórico da iTunes Store, a empresa conseguiu alinhavar acordos com as principais gravadoras, que já deram sua bênção para que as músicas compradas pelos usuários possam estar disponíveis para qualquer dispositivo que se conecte ao iCloud (serviço que a Apple lançou na quarta-feira, dia 12). A Amazon também já conseguiu alguns acordos, mas a operação - pela falta de acordos com todas - é mais complicada que na Apple. No serviço da Amazon, os usuários precisam fazer o upload de cada uma das faixas para o serviço na nuvem. No caso da Apple, esse upload é automático, e os usuários nem precisam se preocupar com a operação.

Google na lanterna

Já o Google ainda não conseguiu firmar acordos com as principais gravadoras. Apenas selos menores já concordaram em fazer parte da nova empreitada. É claro que a situação pode se alterar nas próximas semanas, mas, de qualquer modo, o gigante da buscas vai precisar de muito fôlego para garantir um lugar ao sol nessa corrida pelo potencialmente explosivo mercado de músicas armazenadas na nuvem.


Recomendações
Ver todas
Últimos vídeos
Ver todos
Redes Sociais