HoloLens ainda tem "uma jornada de cinco anos", diz CEO da Microsoft

Oculus Rift, PlayStation VR, Samsung Gear VR, Google Cardboard, Vive VR… todos são óculos de realidade virtual que não estão muito distantes de se tornarem realidade. No entanto, o HoloLens, os óculos de realidade aumentada da Microsoft, deve ser algo mais distante de chegar às mãos do consumidor final.

Pelo menos foi o que deu a entender o CEO Satya Nadella na conferência Salesforce Dreamforce. Quando questionado sobre o HoloLens, o executivo afirmou que o produto “é, na verdade, uma jornada de cinco anos”. Ele não chegou a detalhar qual exatamente, mas não é muito difícil deduzir.

A Microsoft já deixou claro que, inicialmente, o HoloLens será voltado para empresas. A companhia acredita que, nesta fase, o produto teria mais a oferecer no mercado corporativo, por mais que as demonstrações feitas na E3 e em outras apresentações tenham deixado claro que games e aplicações mais próximas do consumidor comum estão nos planos.

Só que é mais complicado do que isso. A Microsoft quer que o HoloLens não seja dependente de um computador para funcionar, e o poder computacional necessário para obter o efeito não é pouco. Assim, colocar todas estas peças caras em um formato simpático e que não seja totalmente inviável para o consumidor será uma jornada de longo prazo.

Assim, o plano deve ser, antes de tudo, colocar o HoloLens na mão de desenvolvedores capazes de criar aplicações úteis, principalmente para empresas, o que deve começar a acontecer em 2016. Só então, quando a tecnologia já estiver ajustada e barateada, liberá-la para o consumidor para jogos ou outras funções mais cotidianas.

Via VentureBeat 





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