O que passa na 'cabeça' do carro autônomo?

Os carros autônomos devem demorar para virar realidade, ao menos no Brasil. Enquanto a tecnologia não avança a ponto de ganhar as ruas e estradas, a indústria dá pistas de como está sendo construído o próximo e desafiador capítulo da história automobilística.

Na CES, maior feira de tecnologia do mundo, que acontece em Las Vegas, nos EUA, a Intel demonstrou um exemplo da complexidade de informações que precisarão ser processadas para que um veículo seja capaz de guiar motoristas com segurança sem interferência humana.

Equipados com o HoloLens, visor de realidade aumentada da Microsoft que é alimentado por processador Intel, os visitantes da feira puderam visualizar uma projeção de dados em tempo real que tenta simular o funcionamento de um carro autônomo e as decisões a serem tomadas por ele.

Na simulação, realizada dentro de um carro, os óculos compilam e exibem informações geradas pelo veículo em tempo real, a velocidade do carro e dos outros à sua volta, eventuais obstáculos na rua, alertas de sinalização, entre outros dados essenciais para orientar os comandos de uma direção responsável.

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Tudo isso será possível no futuro graças a um grande esforço conjunto de tecnologias que envolve três termos-chave: inteligência artificial, internet das coisas e 5G. Daí o enorme interesse da indústria em investir pesado no tema e acelerar pesquisa e desenvolvimento de soluções relacionadas a essas áreas.

A junção desses três setores da tecnologia permitirá ao carro autônomo analisar dados armazenados na nuvem para tomar decisões corretas, comunicar-se com outros carros e eventuais objetos conectados durante o trajeto e, finalmente, conseguir processar rapidamente e sem latência todas essas informações para eliminar gaps e travamentos.

Potencial e benefícios

Os investimentos não vêm só da indústria, mas também de governos que já perceberam as oportunidades desta nova era. Há menos de um mês o governo dos EUA se propôs a investir US$ 4 bilhões (cerca de R$ 15 bilhões) neste mercado nos próximos 10 anos, além de diminuir as barreiras burocráticas que poderiam atrasar a produção e regulamentação dos veículos.

Entre os benefícios apontados pelo governo dos EUA para a adoção do carro que dirige sozinho estão a diminuição do número de acidentes, a redução da emissão de gases poluentes e, claro, a transformação da mobilidade urbana, criando um cenário interessante no qual o trânsito não será mais sinônimo de estresse e perda de tempo.

As empresas de tecnologia e do setor automotivo já deram a largada, colocando protótipos e frotas nas ruas. Google, Tesla, Uber, Volvo e Ford são algumas das companhias que se arriscam a realizar testes para compreender as variáveis e desafios da direção autônoma a fim de determinar padrões seguros que não coloquem vidas em risco no trânsito. Nós, humanos, agradecemos. 





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