Review: Lumia 900 é ótimo, mas perde para concorrentes

Por Daniel Junqueira - em 07/08/2012 às 14h15

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Resumo: Smartphone é uma excelente opção para quem quer aproveitar tudo da plataforma da Microsoft
Nokia Lumia 900 apresenta problemas em software de gerenciamento de memória

A Nokia ama o Windows Phone. Desde 2011 a fabricante finlandesa usa o sistema da Microsoft em seus principais smartphones na tentativa de se recuperar no mercado - a empresa, que um dia foi a maior do segmento, perdeu muita participação desde o lançamento do iPhone em 2007.

A linha Lumia é a grande aposta no sistema desenvolvido pela Microsoft. Ela contou inicialmente com dois modelos (o 800 e o 710) e poucos meses depois eles ganharam um irmão mais velho e mais potente. Esse irmão, o Lumia 900, chegou agora ao Brasil e promete oferecer a melhor experiência possível com o Windows Phone 7.5.

O Lumia 900 é um excelente aparelho e o Windows Phone caiu muito bem nele. Mas conta com alguns defeitos que o colocam muito abaixo dos concorrentes topo de linha com iOS e Android.

Design

A Nokia colocou uma enorme tela de 4,3 polegadas no seu smartphone e manteve o design parecido com os outros Lumia - ele tem uma carcaça em policarbonato que pode ser encontrada em diversas cores, como azul, preto ou rosa.

Ele tem três botões físicos: um para controle do volume, um para acessar a câmera e tirar fotos e outro para bloquear, desbloquear a tela e desligar o aparelho. Na parte de baixo da tela existem ainda três outros botões sensíveis ao toque: um para voltar uma ação, um para retornar à página inicial do sistema e o outro para fazer buscas no Bing. 

A primeira impressão do Lumia 900 é que ele é grande. E não só isso: ele também é pesado. Ao todo o smartphone tem 12,8 x 69 x 12 mm e pesa 159g - o Lumia 800, por exemplo, tem 116,5 x 61,2 x 12,1 mm e pesa 142 gramas. Isso torna o aparelho meio desconfortável na hora de pegar, e ainda faz com que ele pese bastante quando fica no bolso. Isso não chega exatamente a incomodar, mas alguns concorrentes, como o Galaxy S III, têm telas enormes e mesmo assim são leves.

Reprodução 

Hardware

O processador é o Snapdragon dual-core da Qualcomm, de 1,4 GHz, e o smartphone tem 512 MB de RAM. As especificações não parecem grande coisa perto do processador quad-core do Galaxy S III, mas para a atual versão do Windows Phone ele funciona muito bem. Ele ainda tem conexão LTE 4G – mas a inexistência das redes de quarta geração no Brasil tornam essa função pouco útil a nós.

A tela de 4,3 polegadas tem resolução máxima de 800x480 – apenas a partir do WP8 a plataforma da Microsoft terá suporte a resoluções maiores. A câmera traseira de 8 megapixels conta com lente Carl Zeiss, como já acontece em outros smartphones da Nokia, e tira fotos com qualidade e ainda grava vídeos em 720p. Já a frontal, de 1 megapixel, é voltada especialmente para videochamadas.

Um problema de hardware está no armazenamento: o Lumia 900 conta com 16 GB sem a possibilidade de expansão – é bom lembrar que os Windows Phone só se tornarão compatíveis com cartões de memória a partir do lançamento do WP8. No entanto, o smartphone tem integração com o SkyDrive, o serviço de nuvem da Microsoft, que adiciona mais 7GB de espaço gratuitamente. Se o Brasil já tivesse redes 4G de qualidade, a possibilidade de guardar os arquivos na nuvem seria excelente. No entanto, as conexões 3G brasileiras não são muito confiáveis para isso.

Software

O Windows Phone 7.5 é lindo, e está em excelente forma no Lumia 900. O sistema roda suave no hardware do smartphone e as suas animações até conseguem esconder falhas - como, por exemplo, a demora para abrir aplicativos algumas vezes.

Algumas das adições da Nokia ao WP7.5 foram muito bem vindas. Uma delas é o aplicativo Nokia Drive (Nokia Dirigir, na versão em português), o GPS da companhia finlandesa. Ele oferece dicas de rotas de viagem e usa o banco de dados da Navteq, empresa que foi adquirida pela Nokia. O app foi muito bem recebido e a Nokia liberou a sua utilização para outras fabricantes - os smartphones com Windows Phone 8 já virão com o Drive.

A Nokia também incluiu o seu próprio serviço de mapas, o Nokia Mapas. Ele é o padrão do smartphone para isso – existe um atalho logo na página inicial do Lumia 900. Mas não é o único: o serviço de mapas com informação do Bing Maps, da Microsoft, também está presente.

No entanto, ele tem dois problemas de software: o primeiro é em relação às limitações do próprio Windows Phone. A plataforma é ótima, mas não conta com grande apoio de desenvolvedores. Isso significa que a loja de aplicativos tem muito menos opções do que no Android ou no iOS, por exemplo, e muitos dos apps das outras plataformas simplesmente não são encontrados para o Lumia 900.

Outro problema é em relação à atualização do sistema. O Windows Phone 8 será lançado até o fim do ano, mas ele exigirá uma nova linha de celulares - o Lumia 900, assim como os outros Windows Phones já lançados não poderão ser atualizados.

Eles receberão o WP7.8, que adiciona alguns dos novos recursos aos smartphones, mas não dá para ignorar o sentimento de abandono precoce do smartphone, que já ficará desatualizado meses depois do lançamento.

E aí?

O Lumia 900 é um excelente smartphone e um ótimo exemplo do potencial que o Windows Phone tem, mas algumas de suas falhas são muito difíceis de serem ignoradas. O preço sugerido para o telefone é de R$ 1.799, e isso gera algumas dúvidas.

O Windows Phone 8 sai no fim do ano e o Lumia 900 não receberá essa atualização. Vale a pena pagar isso em um smartphone que ficará desatualizado em alguns meses, ou é melhor esperar pelos primeiros aparelhos com Windows Phone 8?

Independentemente da resposta, quem quer uma boa experiência com a plataforma móvel da Microsoft encontrará um ótimo aparelho oferecido por aquela que já foi o principal nome do mercado de smartphones, mas que agora busca um novo rumo para se reerguer.



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