Review: Samsung Galaxy S II, o smartphone completo

Por Redação Olhar Digital - em 20/07/2011 às 14h32

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Resumo: Aparelho agrada até os mais ferrenhos defensores do Steve Jobs, e deixa todo o mercado "comendo poeira"
galaxy s ii

Você já deve ter ouvido falar da Linha Samsung Galaxy, que batiza tanto alguns smartphones quanto os tablets da empresa. No final de junho, a Samsung lançou o Galaxy S II, sucessor do já bem comentado Galaxy I, este lançado em 2010. A nova versão do telefone chegou ainda mais rápida (processador de 1,2 GHz), mais fina (8,49 mm de espessura), mais leve (116g), e com uma tela maior (4,3 polegadas). As primeiras características impressionam, mas, só utilizando o aparelho por 2 semanas, é possível dizer se ele realmente entrega tudo o que promete. Foi o que fizemos.

Design

O aparelho, todo preto, realmente impressiona pela sua leveza e espessura. Para efeitos comparativos, um iPhone 4 tem 9.3 mm de espessura (contra 8,49 mm do Galaxy II), e pesa 137 gramas (contra 116 do telefone da Samsung). Apesar da tela maior, ele dá a sensação de ser tão mais leve que os outros aparelhos, e quase não se nota sua presença quando colocado no bolso.

O corpo do aparelho possui laterais um pouco curvadas, o que facilita o encaixe das mãos. Na parte traseira, há uma câmera de 8 MP com flash e existe uma textura que dá mais conforto e aderência às mãos do usuário, além de impedir arranhões. Por outro lado, o acabamento de plástico transmite uma ideia de aparelho frágil, capaz de ter sua capa rachada com um simples tombo. Ao retirá-la para colocar a bateria, por exemplo, o medo de quebrá-la é inevitável.

A parte da frente é bem minimalista: apresenta uma tela de 4,3 polegadas (contra 3,5 polegadas do iPhone 4), uma câmera frontal de 2 MP no topo e, na parte inferior, há apenas o botão "Home", como no iPhone. Os tradicionais botões do Android - menu e voltar - são capacitivos, ou seja, basta encostar na tela para que eles entendam o comando. A resposta do touchscreen parece ter sido aprimorada e a tecnologia "gorilla glass" faz com que a tela não apresente tantas marcas de dedo, além de diminuir o risco de arranhões no vidro. No lado direito, um mesmo botão permite aumentar ou diminuir o volume (ao apertar a parte superior ou inferior, respectivamente), e, do lado esquerdo, está apenas o botão liga/desliga. Ambos são bem posicionados e de fácil acesso ao segurar o aparelho nas mãos. No topo há o plug para headphones (3,5 mm) e a entrada micro-USB fica na lateral inferior.

Hardware

O S II é equipado com um processador Exynos 4210 Dual-Core de 1.2Ghz, que lhe garante uma boa velocidade (esse processador é mais potente até mesmo que o do iPad!). A transição entre telas e aplicativos é rápida e o sistema avança, sem qualquer travamento, para imagens, jogos, e vídeos. O sistema é complementado com 1 GB de RAM e 16 GB de memória flash interna, expansível para até 32 GB com o uso de cartões.

A grande tela de 4,3 polegadas é equipada com a tecnologia Super AMOLED Plus e mantém a mesma resolução do modelo anterior (480 x 800 pixels). Como ela é maior e mantém a resolução, era esperado uma nitidez menor - mas não é o que acontece. O contraste e as cores também são muito bons em qualquer ângulo de visão. Colocado ao lado de um iPhone 4, a nitidez é praticamente a mesma, mas o contraste e até mesmo a intensidade das cores é melhor. Na nossa opinião, ela é imbatível.

O equipamento também tem Wi-Fi padrão N, GPS + A-GPS, Bluetooth 3.0+HS, acelerômetro, sensor de iluminação e proximidade, bússola digital, giroscópio e rádio FM. Apesar de tudo isso, sentimos falta da TV digital, presente no primeiro modelo do Galaxy.

Software

O Galaxy S II vem equipado com a versão 2.3 do Android, a Gingerbread. Associado à boa configuração do aparelho, o resultado é um telefone que oferece uma navegação bastante rápida, sem nenhuma espécie de travamentos. A interface utilizada pela Samsung, chamada TouchWiz, ganhou melhorias com relação à versão anterior e, agora, oferece funções de movimento: quando o telefone tocar, basta virá-lo para baixo e ele para de fazer barulho. Ao tocar a tela com 2 dedos e incliná-la para frente ou para trás, o sistema dá mais ou menos zoom na imagem. E se você segurar um app com o dedo e inclinar o aparelho para os lados, o widget é enviado para a página da frente ou de trás.

O aparelho exibe, ao todo, 7 telas de aplicativos - alguns deles atualizados em tempo real (relógios, notícias, informações do tempo etc), sem pesar muito na memória do aparelho. As opções de configuração são inúmeras - um prato cheio para aqueles que adoram fuxicar telefones.

O usuário também tem 2 opções de teclado virtual: o Swype, que permite a digitação ao "traçar" o caminho entre as letras para compor uma palavra, e um teclado chamado "Samsung Keyboard", que é o tradicional. Como a tela é grande, a digitação se torna bastante fácil e ágil nesse modelo.

Na "lock screen", uma funcionalidade chama atenção: mensagens enviadas e chamadas perdidas aparecem como pequenas abas nas laterais da imagem. Ao segurar o botão "Home" por alguns segundos, o sistema mostrará os 6 últimos aplicativos utilizados, aumentando a agilidade. Nessa mesma tela está o "Gerenciador de Tarefas", mostrando quanto cada um desses apps está utilizando da RAM e da CPU. Se quiser desligar algum deles, é só clicar. E, pra terminar, a função DLNA permite que o seu PC enxergue todo o conteúdo do seu aparelho, como músicas, fotos, e vídeo.

Bateria

Com tanta coisa funcionando ao mesmo tempo, era de se esperar que a bateria não durasse muito, certo? Errado. "Brincamos" o dia inteiro com o aparelho e, à noite, a bateria ainda estava em cerca de 30%. Isso com o "push" do email, Twitter, Facebook, previsão do tempo e feeds ativados! Duas explicações para o pouco gasto são o processador (bastante econômico) e a sua tela OLED. Ela não usa nenhum backlight como os LCDs - só os pixels necessários são acesos. Por isso o preto é tão intenso, e a possibilidade de otimizar a vida da bateria acaba se tornando mais fácil ao utilizar um papel de parede mais escuro, por exemplo, ou setando os ebooks para fundos de tela pretos. Para os mais obcecados pelo tempo de uso, estão aí duas dicas.

O modo de economia de energia, no entanto, te ajuda ainda mais nesse quesito e arranja, automaticamente, a melhor configuração para que você fale mais (desativa algumas conexões, diminui brilho da tela etc).

Câmera

Como dito anteriormente, o S II tem uma câmera de 8 MP na parte traseira (+ flash LED) e outra de 2 MP na frente, e consegue fazer vídeos em HD (1920 x 1080 pixels, 30 fps). O aplicativo da câmera é o padrão do Gingerbread, que permite algumas customizações. É possível trocar a câmera da frente pela de trás para fazer auto-retratos, mexer na resolução, ISO, balanço, contraste, além de efeitos e até a possibilidade de macro. A sensibilidade da câmera traseira é ótima em ambientes iluminados, mas ainda peca em ambientes mais escuros. (abaixo, foto tirada com o S II).

Reprodução

A captação do vídeo também é bastante superior, se comparada a outros smartphones do mesmo padrão. Mas os 30 frames por segundo ainda se "embolam", deixando rastros em imagens com mais movimentos. Para imagens mais estáticas, ela se mostra bastante eficiente. Por isso, o usuário precisará regular na quantidade de pans ou tomadas bruscas para conseguir obter um bom resultado. O interessante é que, mesmo ao gravar em 1080p, o S II mostrou-se bastante esperto, sem nenhum lag ou diminuição da velocidade. Ainda há um editor de imagens, nativo do aparelho, que te permite cortar e inserir efeitos nas suas imagens. Todas as funções básicas estão lá.

Conclusão

É claro que tanta funcionalidade e velocidade não custa barato: o produto é vendido no Brasil por R$ 1999,00 (sem os tradicionais descontos das operadoras). Entre os pontos fracos podemos destacar, além do preço, a câmera que desaponta em ambientes pouco iluminados e a falta da TV digital. Mas o aparelho surpreendeu a todos aqui na redação, até mesmo os defensores ferrenhos do Steve Jobs e seu iPhone. Entre os modelos Android disponíveis no mercado, ele também bate todos os que já tivemos contato até o momento - quem sabe o iPhone 5 não venha trazer ainda mais novidades, nos elevando a um outro nível de julgamento? É aguardar para ver. Por enquanto, a Samsung deixa o resto do mercado comendo poeira.


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