Sindicatos paulistas discordam sobre aumento salarial para profissionais de TI

O Sindicato dos Trabalhadores em Processamento de Dados e Tecnologia da Informação do Estado de São Paulo (Sindpd) realizou sua primeira reunião do ano com o Sindicato das Empresas em Processamento de Dados e Serviços de Informática do Estado de São Paulo (Seprosp) na última terça-feira, 10.

Na pauta estavam as discussões sobre aumento salarial e revisão de benefícios para os profissionais de TI em São Paulo. Dessa primeira rodada de negociações, o sindicato que representa os profissionais saiu insatisfeito com a proposta do sindicato que representa os patrões.

O Seprosp apresentou na reunião uma proposta de aumento salarial de 3,5%, já incluindo um abono de 10% a ser pago em outubro. O Sindpd, por sua vez, rejeitou a oferta, exigindo um aumento real de 3% em cima de um reajuste levado em conta a inflação de 2016, fechada em 6,58%.

Ou seja, o sindicato que representa os profissionais quer um aumento de quase 10%, enquanto os representantes das empresas sugerem um reajuste de 3,5%. Além disso, os patrões também recusaram a proposta do Sindpd de reduzir a carga horária dos profissionais, de 40 para 30 horas semanais.

Na reunião, além do reajuste abaixo da inflação, o Seprosp propôs a manutenção da jornada de 40 horas semanais, redução da multa aplicada a empresas em caso de atraso de pagamento e desconto no vale-refeição de funcionários quando faltam ao trabalho.

Por não terem chegado a um acordo, os sindicatos já marcaram a próxima rodada de negociação para 19 de janeiro.





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