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Cloud no Rock in Rio
Alexandre Marques é diretor de inovação da empresa i9, que presta consultoria na área de TI, e resolveu testar a tão falada computação na nuvem. Hoje, boa parte das operações e dos dados da companhia já migraram para o ambiente. "É um processo de conquista, conhecimento e informação que está atingindo cada vez mais as pequenas e médias empresas", afirma Marques.
Na transição da empresa foi usada a chamada a Cloud Compartilhada Híbrida, que gerou uma economia de cerca de 40% e, na prática, permite que os servidores do escritório do Alexandre se conectem ao data center da empresa prestadora de serviços, como se fosse uma extensão. Assim, o executivo pôde transferir uma parte dos serviços para a nuvem, depois outra e ir avaliando se a nova estrutura está oferecendo boa performance. Quando ele se sentiu seguro, só foi preciso completar a migração.
Uma outra vantagem: se o dados estão hospedados na nuvem e algo acontece com o servidor – o disco queima, por exemplo -, o sistema ativa uma outra máquina e o sistema não sai do ar. "Dessa forma, é possível experimentar a nuvem, testar os novos conceitos e softwares e expandir o projeto aproveitando as vantagem da nuvem sem correr nenhum risco", explica Antônio Carlos Pina, diretor de tecnologia da Alog.
Mas, apesar das vantagens, a cloud computing ainda carrega alguns mitos, como o de que seus processos seriam mais lentos. "O usuário tem que conseguir fazer a transição para nuvem com a mesma qualidade que você tinha. Se alguém fez essa transição e piorou, é que a transição está errada", afirma Antônio Pina.