Robôs brasileiros a caminho da Lua. Um projeto nacional está participando da Google Lunar XPrize, uma competição internacional para escolher um projeto de exploração lunar. Essa será a primeira missão privada a chegar à Lua. E o Brasil está na briga.
O prêmio para o vencedor é generoso: 30 milhões de dólares, mais de 50 milhões de reais! Mas levar essa bolada não vai ser nada fácil. Além de todo o preparo para viajar os mais de 384 mil quilômetros que separam a Terra da Lua, o módulo precisa executar algumas missões: os robôs precisam sobreviver pelo menos dois dias nas duras condições lunares. A diferença de temperatura entre as regiões claras e as de sombra, por exemplo, pode ultrapassar os 200 graus Celsius. É necessário ainda se locomover por, pelo menos, 500 metros e enviar imagens em alta resolução de missões anteriores presentes por lá.
Mas, antes de tudo isso, a primeira tarefa é promover um verdadeiro espetáculo, que poderá ser assistido por muitas pessoas aqui na Terra. "É preciso transmitir para a Terra seu momento de pouso lunar. A expectativa para essa cena é mais ou menos 1 bilhão de pessoas assistindo ao pouso lunar da primeira missão privada da humanidade", diz Sérgio Cabral Cavalcanti, empresário e fundador da SpaceMETA.
O projeto brasileiro é bastante inovador e uma das suas principais características é não repetir qualquer engenharia usada até hoje para explorar a superfície da Lua. Mais do que isso, os três robozinhos que serão levados para o Espaço são 100% projetados e produzidos no Brasil, além de totalmente não-poluentes. "A primeira das inovações foi o uso do etanol como combustível. O etanol gera 60% de água após sua combustão. Ou seja, é um combustível não poluente e bastante atrativo e interessante para a missão. Outro detalhe é que o nosso lançamento não será feito da superfície da Terra. Ele será lançado de balão ou por um avião. Além disso, será feito numa base no Brasil, perto da linha do Equador", conta Sérgio.
Na Lua, esses esferóides, assim chamados por suas formas de bola, vão se locomover sem a necessidade de combustível. Com essa aparência de “vírus” gigante, os robôs possuem diversas molas comprimidas que são automaticamente expandidas com a variação de temperatura e fazem os robôs darem verdadeiros saltos. Como a temperatura muda o tempo todo, essas molas voltarão a se comprimir, dando vida e movimento eterno a essas máquinas.
O cérebro dos robôs, sim, precisa de energia. Mas como ele foi criado a partir dos processadores Atom, da Intel, ele tem um consumo baixíssimo e apenas alguns painéis solares são suficientes para mantê-lo em constante atividade.
"O desafio de energia é muito grande, então vimos uma oportunidade para a plataforma Atom ser o cérebro do robô que vai pisar na Lua", explica Max Leite, diretor de inovação da Intel Brasil.
Outra peculiaridade desse projeto “verde e amarelo” é que qualquer brasileiro pode dar sugestões. Isso mesmo, se você tiver alguma idéia para contribuir com o desenvolvimento desses robôs, o pessoal da SpaceMETA está pronto para escutar e levar em consideração suas opiniões. E não precisa ser nenhum cientista espacial para isso. "A vantagem de se ter um projeto com tecnologia aberta, interagindo com a comunidade, é porque achamos que teremos 200 milhões de cientistas espaciais no Brasil muito em breve", brinca Sérgio.
A aposta é grande. E com tecnologia de ponta, o Brasil tem tudo para chegar lá primeiro! Acesse agora olhardigital.com.br para acompanhar essa aventura e toda a competição. Nós separamos os links para você ter acesso a todas essas informações; inclusive o site onde você pode se comunicar com os idealizadores do projeto e enviar suas sugestões. Participe e torça.