Há seis anos, jovens empreendedores brasileiros participam do Desafio Brasil, uma competição nacional para empresas que estão começando e que apostam na tecnologia.
Rubem Saldanha, gerente de educação da Intel Brasil, diz que "o desafio Brasil é parte da estratégia da Intel para o fomento do empreendedorismo no Brasil e no mundo. Há uma competição nos EUA, que é feita junto com a Universidade Berkeley, e há uma nacional, aqui no Brasil, que é o Desafio".
"Passaram mais de 700 startups pelo Desafio Brasil e estas empresas de sucesso, que chamaram a atenção de investidores, já receberam mais de R$2 milhões em investimento", diz Adalberto Brandão, COO/GVcepe e diretor do Desafio Brasil.
A proposta é que esses empreendimentos tenham, logo no início, uma espécie de prova de fogo para avaliação do negócio.
"Investidores, pessoas do mercado, professores universitários e empresários de sucesso analisam os planos de negócio, com suas experiências em suas próprias empresas ou atividades, para definir se ele é viável, se aquela empresa está na direção certa ou se precisa fazer algumas alterações", completa Rubem.
Este ano, 126 projetos disputam o Desafio Brasil em uma primeira fase regional realizada em 10 estados brasileiros. Na última semana de agosto, 21 projetos pré-selecionados disputarão a final da competição em São Paulo. Os prêmios são bastante tentadores, principalmente para quem está começando no mundo dos negócios. As 8 primeiras colocadas ganham carta de recomendação para investidores. As 4 melhores colocadas ganham uma vaga na fase América Latina do Desafio Intel e a 1ª colocada ganha R$30 mil em assessoria jurídica, R$30 mil em assessoria estratégica e uma premiãção em dinheiro de R$10 mil. Mas o aproveitamento do processo também deve ser levado em consideração. "Com a participação, você se qualifica também, tendo a oportunidade de investidores ou outros empreendedores aprenderem um pouco com você e identificarem um negócio de grande potencial de crescimento. É isso que eles buscam", completa Brandão.
Tiago Lins, vencedor do Desafio Brasil 2009, diz que se inscreveu de forma despretensiosa. "Decidimos seguir e colocamos como meta interna ficar entre os 6 primeiros. No final, ganhamos a competição", diz.
Sua startup nasceu no final de 2008. A Silicon Reef, como foi batizada, projeta microchips dedicados e está prestes a entrar no mercado. "Ele é um microchip que atua no processo de captação de diferentes formas de energia. O foco do primeiro produto é a energia solar", explica.
Durante o desafio, ele teve a oportunidade de conversar com especialistas para ter um feedback sobre como eles avaliavam a proposta. "Começamos a mudar um pouco a cabeça, após conversar com essas pessoas. Eles começaram a fazer perguntas que ainda não tínhamos parado para refletir", diz Tiago. "É esse tipo de consultoria que uma startup não consegue, com seus recursos próprios, pagar. Então, como faz parte dessa área de fomento ao empreendedorismo da Intel, esse tipo de trabalho é um valor agregado muito forte para elas", completa Saldanha.
Depois de vencer o concurso, Tiago teve a oportunidade de viajar para o Vale do Silício, na Califórnia, onde ouviu gente ainda mais experiente. Hoje, a Silicon Reef já tem até o protótipo desse chip inédito; mais do que isso, existem investidores interessados no projeto. E, se tudo der certo, ele sai definitivamente do papel no início de 2012.
Se você também é um empreendedor e quer participar do Desafio Brasil, fique atento. Apesar de este ano o concurso já estar quase no final, ano que vem tem mais. Quer saber como participar? Clique no link acima. Boa sorte!