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Rock in Rio: a tecnologia empregada na venda de ingressos do festival
Descubra por que, ao contrário de outros grandes eventos, a venda dos ingressos para o festival brasileiro não gerou problemas ou reclamações do público
06 de Fevereiro de 2011 | 16:45h

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O Rock in Rio vem aí. E, quem costuma frequentar grandes shows e eventos, sabe a dificuldade que é garantir um ingresso se a venda é feita pela internet. Na hora programada para o início das vendas, tudo trava. O site não conclui o processo, o tempo passa e a página não carrega. Isso quando o sistema não cai de vez e tudo se torna inacessível. E não vá pensando que esse tipo de problema é exclusividade do Brasil. No exterior, também era comum acontecer esse tipo de coisa em eventos muito disputados – a resposta para tantos contratempos veio da tecnologia chamada cloud computing – ou computação na nuvem. Com ela, as empresas que vendem ingressos conseguem se organizar para atender toda a demanda. Foi o que aconteceu, por exemplo, nas vendas de ingressos para o Rock In Rio – que vai rolar no final de setembro e início de outubro, mas já teve o primeiro lote de 100 mil ingressos esgotado. O melhor é que, nesse caso, nenhum problema aconteceu durante as vendas. Quando a demanda aumentou, os responsáveis simplesmente aumentaram o número de servidores à disposição da operação de vendas, instantaneamente.

"A diferença que aconteceu com a gente é que a gente usa a solução cloud computing, acrescentando máquinas até a gente conseguir ter um número X de máquinas que atendesse essa demanda. Depois estabilizou todo o sistema", conta Camilo Telles, cto da Zetks.

Mas por que, em pleno 2011, ainda sofremos com a lentidão e até a queda do sistema nesses momentos de pico? A resposta está na velocidade com que a tecnologia vem se desenvolvendo. Quando as primeiras empresas de vendas de ingressos pela internet foram criadas, elas se baseavam em datacenters próprios. Ou seja: tinham um número determinado de servidores para atender as operações. Com eventos cada vez maiores, elas precisariam comprar mais e mais máquinas. Detalhe: todo esse monte de computadores só trabalharia mesmo nos momentos de pico - um investimento altíssimo para uma utilização pequena. Com a computação na nuvem, as novas empresas só precisam apertar um botão, e novos servidores se juntam ao serviço imediatamente.

"Quando eu tenho muito evento ou quando eu tenho um momento que não está tendo muito tráfego no meu site, eu reduzo servidores pro mínimo necessário, por questões de confiabilidade. Agora, quando tenho um evento como o Rock in Rio, eu aumento o número desses servidores até atender a demanda que for necessária. Por isso não tivemos problema", explica Camilo.

Mas esse mercado ainda prepara surpresas. Muito em breve, o ticket de papel ou de plástico será algo do passado. Você só vai precisar do seu cartão de crédito, ou até mesmo do seu celular, para entrar no show. No caso do smartphone, um código como esse te dá o acesso. E de novo – a nuvem, aqui, é fundamental.

"Vindo de uma perspectiva histórica em relação a custo de infraestrutura, hoje em dia com cloud computing eu consigo concorrer com os grandes players do mundo. Pago uma taxa de US$ 150 por mês para manter meu serviço funcionando, aí eu posso escalar pra baixo e pra cima, tornando o custo que era fixo, um custo totalmente variável de acordo com a demanda", conclui Camilo.

Muitas dessas tecnologias já estão sendo experimentadas aqui no Brasil. Em São Paulo, empresas de taxi aceitam pagamentos pelo celular e, nesse cinema, a catraca é liberada com o seu cartão de crédito. Para conhecer mais dessas tecnologias, clique nos links das matérias que separamos para você.

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