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Visualização de e-mails, relatórios de acessos, informações
sobre erros do computador... Tudo isso, que você acha ser conteúdo particular,
só da sua máquina, r obtido pelos administradores da rede da empresa
onde você trabalha sem muito mistério. Embora muitos funcionários não vejam com
bons olhos o monitoramento de rede, o procedimento não é pura e simples invasão
de privacidade.
Aquele link ou aquela página estranha que você acessou pode
ocasionar muito mais que um crtl+alt+del no seu computador. Uma única máquina
pode infectar toda a rede de uma empresa, caso ela não esteja devidamente
configurada. Além de eventuais vírus ou lentidão na internet, existem programas
que podem tirar informações confidenciais como senhas, conteúdos pesquisados e
mensagens enviadas, registrando tudo o que está acontecendo no PC. Pode parecer
contraditório, mas o monitoramento corporativo ajuda justamente a proteger a
rede de ataques externos ou invasões. A empresa te monitora não exatamente para
saber o que você faz, mas para que você não abra as portas dali para estranhos.
Conversamos com um administrador de redes que testou um desses
programas capazes de registrar informações que se passam na tela de qualquer
computador. Textos digitados, senhas enviadas, buscas realizadas, e-mails escritos
e muito mais. O software pode, até mesmo, capturar de tempos em tempos imagens
de tela e enviar diretamente para o usuário que monitora o equipamento. O
problema é que um programa como este pode ser usado tanto por empresas que
precisam controlar os serviços dos funcionários, quanto por pessoas mal
intencionadas, de forma remota, em qualquer lugar do mundo.
"O grau de dificuldade dele vai ser a permissão na máquina de destino. Se ele tiver o usuário e senha que tenham permissão de instalação na máquina de destino, ele vai conseguir implementar com muita facilidade", esclarece o administrador de Redes, Fábio Caires.
Ainda que a empresa possa estabelecer monitoramento das redes,
o funcionário também tem seus direitos. As companhias podem coletar informações
sobre eventos que acontecem na máquina, como erros, acessos indevidos ou
tentativa de instalação de programas. No entanto, se a empresa permite acesso
de e-mails pessoais ou até mesmo mensageiro instantâneo esse tipo de conteúdo
deve ser respeitado. O ideal é que, mesmo com contas de correio eletrônico
corporativo, o funcionário seja informado do que a companhia tem acesso. E os
funcionários também devem ter consciência de que não se pode alimentar grande
expectativa de privacidade com ferramentas corporativas, já que o e-mail da
empresa pode ser monitorado.
"A jurisprudência no Brasil considera que é possível fazer o monitoramento de e-mail corporativo, ou seja, e-mail profissional. E é de suma importância que os usuários, os funcionários tenham ciência desse monitoramento para retirar a expectativa de privacidade deles. Já o e-mail pessoal, sempre é interessante que a empresa faça o bloqueio do e-mail pessoal. Porque a nossa constituição prevê a inviolabilidade da privacidade e da intimidade. Como o e-mail é pessoal, apesar de ser utilizado dentro da empresa, a empresa só poderia ter acesso com uma ordem judicial", explica o Advogado Rony Vainzof.
Se tudo isso acontece dentro de empresas, que têm um ambiente
controlado e monitorado 24 horas por dia, imagine na sua casa? Para se proteger
de situações como essa, é interessante sempre habilitar o firewall e ter um bom
antivírus. Outra dica, é manter seu sistema operacional sempre atualizado. Pois
é, aquelas mensagens de atualização que costumam aparecer no Windows também
corrigem vulnerabilidades que ajudam a reforçar a segurança do PC.
Agora que você já sabe como funciona o monitoramento, é só
botar as ferramentas de proteção para trabalhar. Acesse os links acima e baixe os recursos
de proteção de firewall, antivírus gratuitos e outras ferramentas de segurança que
separamos para que você não corra riscos no mundo online.