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Os riscos e os benefícios de buscar informação médica na Web
Médicos alertam a respeito dos riscos do uso da Internet para diagnosticar doenças
18 de Julho de 2010 | 16:00h

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Associação Médica Brasileira 

American Medical Association

Quando você quer uma informação específica, a qual meio você recorre? Hoje em dia, o mais comum é ir a algum buscador de internet e pronto, problema resolvido. E quando você fica doente, qual o primeiro passo? Antigamente era consultar a receitinha da avó e depois uma visita ao médico. Mas, agora a história mudou, e muita gente se automedica a partir de resultados encontrados na internet...

A Etienne é uma dessas pessoas. Certo dia ela passou mal e foi ao médico, que diagnosticou cálculo renal. Alguns dias depois ela perdeu a receita do remédio. Em vez de voltar ao hospital, ela foi à internet e procurou por algum medicamento que aparentemente tivesse relação com a doença dela... bom, aí ela realmente ganhou um problema!

"Me dei mal por que eu tomei um remédio correto para o cálculo renal, mas que tinha efeitos colaterais e um deles se apresentou em mim, que é a anorexia. Então, eu olhava para a comida e não tinha vontade de comer. Em uma semana eu perdi três ou quatro quilos", diz a publicitária Etiennie Pimenta.

Dr. Adriano é diretor clínico de um Hospital na cidade de São Paulo. No dia a dia, não faltam histórias de pacientes que não se deram bem após se auto-medicar a partir de consultas rápidas à internet.

"Basicamente, uma pessoa que busca remédio para emagrecer compra diversas substâncias e acaba se intoxicando, vem parar no pronto socorro e dá um trabalho dobrado para a gente por que, primeiro que a pessoa não informa que usou esse tipo de medicação e aí a gente é obrigado a descobrir que é uma intoxicação exógena, por antidepressivo, por alguma anfetamina, e eu só vou conseguir saber disso depois de já receber a pessoa no pronto socorro", diz o Dr. Adriano Cardoso Pinto, Diretor Clínico do Hospital São Camilo.

Em 2009, uma pesquisa realizada pelo Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação com cerca de 21 mil domícilios em todo o país, mostrou que 39% dos entrevistados pesquisavam informações sobre saúde ou sobre serviços relacionados à saúde na internet. O número é 6% maior do que o registrado em 2008. O Dr. Adriano, por exemplo, acha importante que as pessoas se informem sobre algum problema de saúde pela web, mas apenas para que o paciente possa interagir de maneira mais clara com o médico que o está atendendo.

"Um paciente bem orientado e um médico bem orientado são capazes de trabalhar conjuntamente para um resultado final satisfatório, eu acho que esse é o grande elã que a gente deve juntar aí, que a gente deve seguir para chegar  ao resultado final que na verdade é o cuidar do doente", explica o Dr. Adriano.

Um estudo da Universidade Federal de São Paulo – a UNIFESP –, indica que de 40 a 50 porcento dos pacientes já chegam ao consultório com informações obtidas em portais sobre suas possíveis doenças. O grande problema é que, na internet, qualquer um escreve o que quiser. Portanto, desconfiar do que está escrito e procurar sites oficiais são passos que precisam ser seguidos à risca, pelo bem da sua saúde.

"Seria procurar informações médicas nos sites das sociedades médicas das especialidades. Então, se eu estou procurando um problema urológico, eu procuro no site da Sociedade Brasileira de Urologia ou no site da Sociedade Americana de Urologia e assim por diante", diz o Dr. Adriano.

Então já sabe: buscar dados sobre alguma doença na internet pode ser uma boa para estreitar a relação com seu médico. Mas é aconselhável nunca usar medicamentos sem a supervisão de um especialista. E vale repetir o conselho, só confie em informações de sites sérios. Nós preparamos uma lista com os principais órgãos de saúde do país. Acesse agora os links logo acima desse texto. Tem alguns endereços para você ficar por dentro e não correr riscos!

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