Uma das melhores ferramentas de
trabalho de um profissional, hoje, é o smartphone. Com ele, ganha-se em tempo e
produtividade.
Diante das inúmeras opções no
mercado, qual escolher?
Selecionamos 5 smartphones de
preços variados para nosso laboratório. Em comum, todos possuem um leque
completo de ferramentas e funcionalidades, como 3G, wifi, bluetooth, GPS.
Na seleção, consideramos a
possibilidade de se comprar o aparelho de forma avulsa, sem ter que,
necessariamente, adquirir um plano de dados para usar a internet. Todos possuem
wifi. Mais tarde, ciente do seu estilo de uso de internet móvel, o usuário
poderá assinar um pacote com sua operadora.
Nokia E75
De visual discreto e elegante,
o E75 passa facilmente como um celular comum. Contudo, o grande chamativo dele é, sem dúvida, o fato de ter 2
teclados. O alfanumérico padrão, quando está fechado, e o QWERTY deslizante,
que fica escondido. Ao abri-lo, a tela fica na horizontal automaticamente.
O teclado slide tem teclas bastante espaçosas, que proporcionam
boa digitação, mesmo sendo plano. É adequeado para quem tem dedos mais grossos.
Também é o teclado onde é mais fácil acentuar; junto com os símbolos azuis,
para caracteres especiais, a agilidade na escrita é excelente.
Ele vem com uma versão do
Quickoffice que apenas lê documentos. Contudo, basta fazer uma atualização
gratuita no próprio aparelho para que ele passe a editar também.
Diferente de muitos Nokias anteriores da série E, o E75 está bem servido
com um plugue de áudio para usar com fones de ouvido comuns. O mesmo vale para
a câmera. Ainda que o objetivo primário de um aparelho para trabalho não seja
tirar fotos, atualmente é muito prático fotografar notas, bilhetes, recibos e
escanear cartões de visita. Para isso não é preciso uma câmera de zilhões de
megapixels. Basta uma resolução suficiente (como os 3.2 MP do E75) e uma macro
decente.
Outra lição que a Nokia aprendeu: carregar a bateria via cabo USB.
O E75 tem um aspecto robusto, em metal, segue a mesma linha do E71 e dá
uma boa empunhadura na hora de digitar ou fazer fotos.
Essa dualidade de teclados combina com os “perfis de uso”, presentes
também em alguns antecessores da série E. O objetivo é alternar entre perfis de
uso corporativo e pessoal. Você poderá configurar duas telas principais
diferentes, com wallpapers e atalhos também diferentes.
Com o aparelho fechado, dá para fazer ligações, ler SMS, espiar o
calendário, ligar/desligar o bluetooth e ativar/desativar o modo silencioso,
acessar menus e aplicativos. Dá até para usar o T9 e escrever alguma coisinha. Você
só precisará abrir o teclado deslizante quando for realmente escrever bastante.
É comum que usuários profissionais usem seus smartphones para escrever
textos longos. Se o teclado QWERTY for insuficiente, é possível comprar à parte
um teclado bluetooth dobrável: o SU-8W da própria Nokia, que cabe em qualquer
canto da pasta. Funciona com qualquer smartphone da finlandesa.
A autonomia E75 é ótima. Navegando à vontade pelo 3G ou wifi, ele ainda
chega no fim do dia com fôlego sobrando.
O E75 foi o primeiro Nokia a já vir com o Nokia
Messaging, um excelente gerenciador de emails, como padrão, também presente no
E72. É possível sincronizá-lo com o Outook, ou na “nuvem” com Exchange, Ovi ou
Google Sync (basta instalar no aparelho o Mail for Exchange, gratuito).
HTC Touch2
Sucessor do HTC Touch, que foi
um best-seller de ótima reputação, o Touch2 aprimorou suas ferramentas e
funcionalidades, sem abrir mão do ponto forte da série: dimensões enxutas,
leveza e boa autonomia de bateria.
Na frontal do aparelho, os
botões físicos: os de ligações, home, o menu iniciar e voltar; não há
direcional. Nas laterais, o único botão é o da regulagem de volume, e, acima,
está a entrada para fones de ouvido padrão 3,5mm – uma grande evoução, já que o
antecessor exigia o fone proprietário mini-USB. A tela de 2,8” ocupa quase toda a
frontal do aparelho, mas o que chama mesmo a atenção é a pequena barra com uma
lupa sob ela: é uma barra de zoom. Ao deslizar o dedo por ela, aumenta-se ou
diminui-se o zoom da tela. É um interessante recurso quando se usa o navegador.
Porém, como a resolução da tela não é alta, basta um pouco mais de zoom out
para que o conteúdo se torne ilegível.
Também é deslizante a barra da
tela principal onde há os atalhos dos aplicativos. Basta ir escorregando o dedo
para se acessar calendário, mensagens, emails, fotos, mediaplayer entre outros.
O sistema, Windows Mobile 6.5, vem com todas as ferramentas necessárias para um
profissional móvel: Office, RSS, e o ótimo MyPhone, solução gratuita da
Microsoft para fazer um backup online do aparelho.
Ainda que se possa acessar boa
parte dos aplicativos só com os dedos, a tela resistiva exige a canetinha na
hora de adicionar informações nos aplicativos internos, como calendário e
contatos. O teclado virtual, um pouco estreito, é eficiente para ser usado com
os dedos, desde que não sejam largos. Para muitos, só mesmo com a canetinha.
O grande ponto negativo é a
câmera. Com 3,2 MP, não possui quase nada de opções mais avançadas, e não há um
botão físico para acioná-la. Para tirar as fotos, é preciso apertar um botão
virtual na tela. Isso acaba com a estabilidade e o resultado das imagens acaba
sendo ruim.
Nokia E72
Atualização do ótimo E71, que
foi um sucesso de vendas, o Nokia E72 corrigiu os poucos defeitos que o E71
pudesse apresentar. O principal deles é a câmera. Agora com 5 MP, há melhor
fidelidade de cores e bons resultados em baixa luz. A função macro, para fazer
fotos de perto, também fotografa com qualidade páginas de livro, papéis ou
bilhetes.
O teclado continua o mesm
completo e eficiente, seja na digitação de textos curtos ou longos. Contudo a
barra de espaço encolheu. Os botões para atalhos (como tela principal,
calendário e email) ganharam um novo visual, seguindo o prateado do aparelho.
O sistema ficou mais rápido; o
cliente de email ganhou a possibilidade de sincronizar contas do Lotus Notes
Traveler, além das já tradicionais contas POP, IMAP e Exchange.
O dial-pad passou a ser touch.
Ou seja, ao invés de apertar o direcional para percorrer a tela, basta o
deslizar dos dedos. Com isso, ganha-se muito mais agilidade ao percorrer
páginas mais longas.
O E72 foi o smartphone com
melhor desempenho de bateria entre os analisados. Mesmo que se use bastante
internet, ele aguenta 2 dias sem recarga. Em modo stand-by, ele pode chegar a
uma semana!
Outro excelente adicional: a
entrada de fones de ouvido agora suporta fones comuns; no E71, era necessário o
fone padrão que acompanha o produto.
Além de tudo, a Nokia liberou
licença permanente do seu serviço de mapas. O serviço completo é gratuito para
usuários do E72.
Samsung Omnia II
Tem problemas para enxergar
telas de celuares? Então, o Omnia II, topo de linha da Samsung, é o aparelho
perfeito. Sua tela touch, imensa (3,7”)
e de alta resolução (480 por 800 pixels) é um show para os olhos. E o melhor de tud o tamanho
das fontes e menus também é grande, proporcionando ótima legibilidade, ainda
mais com o seu fundo escuro.
A tela grande favorece o uso
dos aplicativos Office. Trabalhar com planilhas é mais prazeroso que nos demais
smartphones.
O smartphone tem 3 teclas frontais:
as 2 para ligações e um direcional no centro. Nas lateriais, botões para travar
e destravar o aparelho, câmera (5 MP com autofoco e flash) e volume.
A interface do Omnia II segue
o padrão que tem se tornado característica dos aparelhos touch da Samsung:
áreas de trabalho deslizantes, que podem ser incrementadas com widgets. A barra
de widgets fica retraída na lateral esquerda da tela. É possível instalar
outros widgets, baixando-os da internet. Entre os destaques, widgets para redes
sociais e serviços do Google, como mapas, Gmail e Orkut, além de atalhos para
agenda, notas, previsão do tempo, entre outros.
Para navegar entre as telas e
menus, usar apenas os dedos já é suficiente, embora o deslizar da tela não seja
macio. Falta mais sensibilidade. Para escrever, porém, o usuário tem que usar a
canetinha stylus que vem junto. Com a caneta, a escrita é macia e o aparelho
permite fazer com conforto até anotações em escrita cursiva, pelo aplicativo de
notas.
Porém, a caneta não é daquelas
que se encaixa dentro do aparelho. Se por um lado o fato dela ser maior melhora
a empunhadura, por outro fica fácil perdê-la, a não ser que a amarre pelo strap
em algum lugar.
A câmera tem desempenho apenas
razoável, e a bateria surpreende num aparelho que tinha tudo para ser um
devorador de energia: sua tela amoled é gigante e o processador é super veloz.
O Omnia II é um dos melhores
smartphones com Windows Mobile (versão 6.5) da atualidade, mas o sistema não é
dos mais ágeis. A resposta é um pouco lenta ao alternar entre diversos
aplicativos abertos ou quando há muitos widgets.
Nossa escolha
O Omnia Pro é o aparelho que
melhor equilibra as ferramentas oferecidas com o preço final do produto.
Custando menos de R$ 1.000, é o melhor custo-benefício.
Contudo, nossa escolha ficou
com o Nokia E72. Com desempenho brilhante nos testes, não ficou devendo em nada. E o melhor de tudo,
tem a melhor autonomia entre os modelos do laboratório. E como bem sabemos, de
nada adianta ter um super smartphone se no meio do dia a bateria acaba.
Extra:
Blackberry Bold 9700, solução econômica para conectividade
Quem pretende usar bastante
internet móvel mas não quer gastar muito, seja no aparelhou ou no plano de
dados, uma boa opção é o novo Blackberry Bold 9700. Ele é um “irmão” menor e
mais leve que o primeiro Bold, mantendo contudo a ótima conectividade, com 3G,
wifi, bluetooth e GPS. Ele também perdeu a “bolinha” direcional, dando espaço a
um trackpad touch. A sensibilidade ao toque agiliza a rolagem da tela. A câmera
também foi melhorada e ganhou geotagging.
Além disso, ele vem com o
sistema operacional mais recente (versão 5.0), a loja de aplicativos Blackberry
App World e suporte nativo a algumas redes sociais, como o Twitter.
A bateria aguenta até 17 dias
em stand-by no modo 3G.
Na Claro o aparelho sai por R$
849,00 nos planos Claro 300 ou ilimitado. A mensalidade desse pacote está com
50% de desconto nos 3 primeiros meses, por R$ 37,50. Mas há planos com
mensalidades começando por R$
19,90.