Foram três dias de muita música, instalações interativas, performance, gente bonita e conectada. A segunda edição brasileira do "The Creators Project" rolou na Bienal do Parque Ibirapuera, em São Paulo.
"Nunca sabemos como eventos como esse vão terminar, mas uma certeza muito grande é que sempre é uma explosão de criatividade e um grande encontro da arte com a tecnologia", afirma Cássio Tietê, diretor de marketing da Intel Brasil.
Toda essa mostra de arte avançada teve seu "start" em abril, no Coachella, um dos maiores festivais de música do mundo, realizado todos os anos nos Estados Unidos. As obras chamaram a atenção da galera, principalmente este trabalho do designer brasileiro Muti Randolph - talvez um pouco difícil de descrever, mas as imagens falam por si só... Nessa viagem de luzes e som, todo mundo fez questão de parar e interagir para garantir uma foto.
A instalação do United Visual Artists, que foi tema do palco principal do Coachella, também estava ali para deleite dos brasileiros. A sensação era tanta que tinha até fila para entrar no "Room with a view" – em português, quarto com vista – o trabalho do coletivo britânico formado por uma estrutura de cubos maciços, imagem e, claro, mais som.
Instalações e luzes à parte, a grande sensação do evento foi o show de lançamento do novo álbum do rapper Emicida. Seu novo trabalho nasceu desse projeto criado em parceria entre a Intel e a revista Vice. Por meio do "The Studio", artistas de várias partes do planeta tiveram acesso a recursos e novas tecnologias para criar trabalhos super inovadores.
Depois de quase uma hora de show e participação intensa dos fãs, Emicida resolveu desafiar os internautas. Usando uma touca especial, o artista tinha que criar rimas para as palavras sugeridas pelos usuários do Twitter. Tudo, é claro, em tempo real. "É um experimento de arte e tecnologia conectado com a internet. O Emicida desafiou a internet e recebeu Tweets que foram enviados com a hashtag #emicidacreators. Eles apareceram no telão e ele improvisou ao vivo; monitoramos os impulsos cerebrais dele para controlar uma animação muito louca que rolou no palco. É como se o cérebro dele fosse um processador humano", explica Philippe Bertrand, criador da DM9DDB.
Se você quer conferir ainda mais detalhes de tudo que rolou no Creators Project, acesse os links acima. Nós separamos alguns para outros registros do evento. Mais que isso, não perca o novo álbum do Emicida. Você também encontra o link para o download gratuito. Aproveite!