Um simulador de vôo que beira o real. Esta foi a idéia do empresário
Maurício Catelli quando começou a desenvolver este projeto aqui. Ele montou um cockpit
de um Boeing 737-700 com as medidas reais, dentro de um quarto, no seu
apartamento, em São Paulo.
Pegamos carona com ele em um vôo imaginário que saiu do
aeroporto Santos Dumont, no Rio, com destino a Congonhas, em São Paulo. Decolamos.
Sobrevoamos o Corcovado, a Ponte-Rio Niterói e atingimos a altitude de cruzeiro
para um vôo super tranquilo. Ao chegar em São Paulo, avistamos o Jockey, o Ibirapuera, a
Marginal Tietê e pousamos com muita segurança. Depois de aprovado na tarefa de
cruzar os céus, batemos um papo com o nosso comandante. Aviação está no sangue
de Maurício. Tios, irmãos, todos pilotos. Ele mesmo já saltava de para-quedas
antes de começar a montar o seu simulador. "Parte dele eu construí aqui, com medidas reais que eu adquiri na internet. Pilotos de carreira também me passaram algumas informações e eu fui montando aos poucos", disse Maurício.
Para voar, Maurício usa o game Flight Simulator, o mesmo que
roda em computadores comuns. Só que ao invés de teclado, joystick e monitor, a
história é um pouco diferente por aqui. Tudo foi sendo montado aos poucos.
Primeiro, ele construiu a parte do Comandante. Depois, fez o lado do co-piloto
para, em seguida, montar o over head, essa parte acima da cabeça dos pilotos
que traz vários controles de cabine. Já foram investidos mais de 100 mil reais
nessa história e para controlar tudo isso, é necessário muito poder de
processamento. São 5 computadores para sustentar todos os intrumentos - um deles só para a parte gráfica. Um software italiano gerencia a integração entre esses instrumentos.
Ao invés de telas de LCD, projeções imensas, vindas de 2
projetores comuns, tomam conta de um telão à frente da cabine. Mesmo a
superfície tem angulações nas bordas para proporcionar uma imersão ainda maior.
Os bancos também são cópia perfeita dos aviões reais e o sistema de som, apesar
da improvisação com um home theater comum, funciona muito bem. "Por ele estar posicionado embaixo do assento, quando ligado ele dá uma vibração interessante e eu já tenho inclusive um equipamento que também gera uma vibração para proporcionar uma imersão maior no jogo", diz.
Acha que acabou? Calma aí! Na hora de voar, Maurício se conecta
à internet, e aí, ele tem acesso a alguns dados reais das regiões por onde
sobrevoa, como a meteorologia, por exemplo. Se chove em Nova York, ele decola na
chuva. Se neva em Moscow, ele decola na neve, e com a ajuda de instrumentos e
controladores locais que estejam participando da simulação naquele exato
momento.
O simulador de Maurício é tão real que até mesmo profissionais
de verdade passam por aqui para treinar. Guilherme vai fazer a prova para se
tornar piloto de aviação comercial em breve. É só arrumar um tempo livre que
ele passa aqui. "A única diferença é a quantidade de vidas que você carrega no avião real. Mas os instrumentos e a forma de pilotar são idênticas, afirma".
E você, é fã dos simuladores de vôo? Acima desse texto, você encontra links de várias lojas e sites onde poderá encontrar equipamentos
especiais para simuladores. Boa diversão!