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Você sabe como funciona o Closed Caption?
Chamado também de "legenda oculta", ele é uma revolução para pessoas surdas e útil para espaços barulhentos como aeroportos e rodoviárias
04 de Setembro de 2011 | 15:45h

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Além de representar uma revolução para os telespectadores surdos, o Closed Caption é também muito útil em ambientes como aeroportos e rodoviárias, por exemplo. Mais do que isso, algumas pessoas utilizam a tecnologia para aprender a ler ou até para estudar outro idioma.

Para quem assiste, parece muito simples. Mas há muito trabalho envolvido na brincadeira. Todo o áudio é transcrito e, na maioria das vezes, em tempo real. Usando um teclado especial, o estenotipista, como é chamado esse tipo de profissional, aprende a digitar não letras ou palavras, mas, sim, fonemas.

Alberto Tolvetti, estenotipista, explica: "Eu digito todas as letras. Por exemplo, a palavra 'Alberto'. Eu bato 'Alb', e no 2º toque 'berto'. Então, 2 toques para formar a palavra. 'Rede TV', também são 2 toques. Eu bato 'Rede' e depois 'TV'". 

Alberto assumiu a função há sete anos. No Brasil, a profissão ainda é pouco difundida e menos de 20 pessoas têm a mesma habilidade que ele: de ouvir e transcrever em tempo real a transmissão de um programa ao vivo. Aprender a digitar assim tão rápido requer, mais ou menos, quatro anos, entre teoria e prática. E a exigência é grande: o índice de acerto deve ser de, no mínimo, 98%.

Para facilitar o trabalho, os estenotipistas usam uma série de abreviações e atalhos que podem ser customizados. No dicionário de Alberto, por exemplo, já existem mais de 186 mil combinações pré-programadas.

Rafael Parlatore, audiodescritor, explica mais detalhadamente como é feita essa digitação: "Cada estenotipista cria seu dicionário. E, na hora de bater, ele tem em sua mente as posições, então são várias combinações que ele mesmo cria. Por exemplo, 'constituição'. Em um teclado convencional, escreveria letra por letra. Dependendo do teclado, em uma batida, ele consegue escreve a palavra inteira."

E se você imagina que esse trabalho é feito dentro das emissoras, engana-se. Geralmente, o serviço é terceirizado e o conteúdo é transmitido para a emissora via internet.

"Usamos banda larga, na emissora tem o Encoder, aparelho que coloca o Closed Caption no vídeo e 'encoda' o Closed Caption. Nos conectamos diretamente com o Encoder que está ligado na emissora e joga a informação na tela", explica Rafael.

Desde o mês passado, uma nova lei entrou em vigor. Agora, além do Closed Caption, as emissoras de TV com sinal digital deverão oferecer pelo menos duas horas semanais de audiodescrição; uma ferramenta dedicada aos deficientes visuais.

"Nós assistimos e depois assistimos de novo, mas fazendo o roteiro. Passamos o roteiro para o revisor e ele vê se não houve nenhum problema, se escreveu menos ou mais coisas. Depois ele vai pro audiodescritor, no estúdio, e com o roteiro legendado em mãos, descreve. Na verdade ele olha para as legendas, que na verdade são descrições", completa Rafael.

A audiodescrição vai estar disponível na função SAP da sua TV. Neste canal será possível escutar toda a narração, em língua portuguesa, integrada ao som original da obra, com descrições de sons e elementos visuais.

Se você nunca experimentou o Closed Caption, procure a tecla "CC" no seu controle remoto. Nós publicamos uma lista com os programas da TV aberta brasileira que já oferecem esses recursos. Aproveite para dar uma olhada nessa outra reportagem. Para facilitar sua vida, criamos um mecanismo que calcula o tamanho ideal do seu televisor, de acordo com o tamanho da sua sala. Acesse e confira!

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