Desde as 13
horas desta quinta-feira, 19,
a
Microsoft disponibiliza a versão final do Internet
Explorer 8 para download, depois de um ano do lançamento do beta e após um mês
e meio do release candidate. O software é compatível com a versão atual do
Windows, Vista, e também com a versão anterior do sistema operacional, XP.
A estratégia da
Microsoft para não perder espaço no market share está na alegação de um
“browser de segurança máxima”. A
Microsoft afirma que o novo browser tem
recursos de segurança melhorados, como, por exemplo, bloquear de duas a quatro
vezes mais sites maliciosos que os concorrentes.
Segurança, ponto forte do IE8
Dentre as
novidades na área de segurança, a apresentação do filtro SmartScreen, uma
ferramenta contra instalação de códigos maliciosos. Com o recurso, quando o
usuário quiser adentrar em um endereço tido como inseguro, uma mensagem de
advertência aparecerá com as opções de exploração e de retorno. O mesmo vale
para a hora de realizar downloads de conteúdos suspeitos.
Já o recurso
Domain Highliting busca facilitar a visualização dos endereços da internet
contidos na barra do browser, evitando que o usuário seja vítima de fraudes por
redirecionamentos falsos.
Além das
promessas de segurança, o
IE8 traz a possibilidade do usuário clicar com o
botão direito sobre endereços ou recursos da web para ir direto para um mapa ou
blog ou outro site, recurso que a
Microsoft chama de "acelerador". Os
usuários também poderão escrever palavras na barra de endereços do navegador
para lembrar sites visitados relacionados à palavra.
Lançado em 25
idiomas (incluindo Português do Brasil), o software já está disponível para
download
AQUI. Segundo a Microsoft, ainda não há data para que o
IE8 seja
atualizado automaticamente pelo Windows Update.
Mercado
Segundo pesquisa
recente conduzida pela Janco Associates e publicada pela Reuters, o Internet
Explorer tem 72,2% de participação de mercado, à frente do Firefox, com 17,2%.
O novo browser do Google, Chrome, tem outros 2,8%, enquanto o Safari, da Apple,
fica com menos de 1%.
No mês passado,
o Google uniu-se à Fundação Mozilla, produtora do Firefox, e à norueguesa Opera
em protestos contra o domínio do mercado de browsers pela Microsoft. Em
janeiro, autoridades europeias impuseram acusações formais contra a gigante do
software por abuso de domínio de mercado ao incorporar o Internet Explorer no
Windows, que equipa 95% dos computadores pessoais usados no mundo.